segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Se a imprensa não faz justiça, internet serve para isso

Há alguns dias o governador de São Paulo e seu secretário de educação, Paulo Renato, foram achincalhados pela imprensa (e na internet também) porque alunos da Escola Estadual Pres. Café Filho foram fotografados sentados em papelão no primeiro dia de aula. A sindicalistaiada, partidária que só ela, aproveitou para fazer críticas à educação do estado, uma das melhores do país, transformando um fato isolado em regra. E nem era o caso de tomá-lo como fato isolado: os móveis só não chegaram à tempo para o primeiro dia de aula PORQUE SÃO TODOS NOVOS.

Então, que sejamos nós, internautas, os porta-vozes da realidade. Acima, a escola mobiliada em foto atual. Tem mais aqui:

Rede de Blogs pela Democracia


A iniciativa é do Coronel. É uma rede de blogs, não necessariamente políticos, de pessoas (partidárias ou não) que identificam o terrorismo eleitoral que os governistas querem imprimir à campanha presidencial deste ano, e têm consciência das consequências que isso pode ter sobre a democracia brasileira.

Se você quiser participar e ser um voluntário pela resistência democrática, deixe o endereço de seu blog e um e-mail aqui:

http://blogspelademocracia.blogspot.com

Este será um ano difícil para o Brasil. É preciso união pela verdade para que a mentira não triunfe.


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Ei, você que não acredita mais que o Brasil tenha solução

Prestenção aqui: eu também ando bem descrente. Entendo seus motivos. A gente junta o poder dos fundos de pensão aparelhados, os movimentos sociais controlados por um ideário perigoso, a força econômica da propaganda governamental, a flacidez unilateral do judiciário e o marxismo nas escolas com otras cositas más do noticiário e quebra a cabeça, dá um suspiro e finalmente toma consciência de que vai morrer antes de ver o Brasil tomando jeito, né?

Mas é preciso fazer alguma coisa já. Porque solução há, embora bem demorada. E ela necessariamente passa por plantar sementes de idéias que andem na contra-mão do estatismo, como as do Instituto Millenium.

É por isso que recomendo o Fórum Democracia e Liberdade de Expressão que o Instituto Millenium está realizando dia 1º de março, em São Paulo ( http://www.libermaneventos.com.br/clientes/forum/ ), que contará com a presença de Roberto Civita, Marcel Granier (da emissora venezuelana RCTV), Demétrio Magnoli, Denis Rosenfield, Marcelo Madureira, Reinaldo Azevedo, Roberto Romano, Willian Waack e outros grandes nomes.

Se você também está buscando luz no fim do túnel, ajude a divulgar. É importante.

Salve Cristovão Tezza! "A resistência da esquerda"

Dias atrás li uma manchete aqui na Gazeta que fala por si: “Irã en forca dois acusados de liderar protestos; 12 podem ser mortos”. Os crescentes protestos no Irã são contra a fraude eleitoral que reelegeu Mahnoud Ahmadinejad na presidência do país. O mesmo cidadão para quem, há pouco tempo, Lula serviu cafezinho e trocou sorrisos aqui no Brasil – lembrando-se de dizer, com a graça de sempre, que os protestos que aconteciam lá eram uma chiadeira de perdedores. A ideia de que se pode enforcar pessoas que protestam nas ruas contra o resultado de uma eleição, ou o que seja – e enforcá-las legalmente, de acordo com os trâmites dos tribunais – é tão visceralmente absurda que sempre me surpreende a dificuldade das esquerdas para colocar um foco em alguns dos direitos fundamentais da condição humana. O horror iraniano seria tolerável em nome de alguma contrapartida ao “poder americano”, ou outro mantra do gênero.

Há como que um deslocamento da questão central para duas direções: ou em nome de alguma utopia fundamentalista que exige o sacrifício hoje para que se alcance amanhã o paraíso terrestre (a máquina ideológica que criou e sustentou a União So viética), ou o que se costuma chamar de “pragmatismo político” – o mesmo que deu casa e comida para a equipe de Zelaya durante meses num dos mais bisonhos fracassos da nossa política externa. Na Venezuela, o que menos preocupa são as nacionalizações; o sinal evidente de que algo ainda vai se transformar em tragédia irreversível naquele país são as “milícias bolivarianas”, um re curso clássico do fascismo – criar um exército particular de fanáticos que respondem diretamente ao presidente da República e que exercem a função onipresente de “guardas da esquina”. É uma viagem sem volta porque destrói o país. Qualquer análise fria verá que o legado de Hugo Chávez será uma ruína política, cultural e social duradoura, como sempre acontece nas ditaduras.

Para a geração de esquerda que hoje tem de 50 a 70 anos, ronda o eterno fantasma da revolução cubana e dos sonhos ideológicos dos anos 60. Costuma-se dizer que os sonhos são bons, mas se corrompem; a questão é que o imaginário sincero que moveu aquela geração de lutadores era fundamentalmente um equívoco – o pressuposto político de que a felicidade humana depende da eliminação das diferenças, e não de seu cultivo. Cuba foi so terrada pela sua revolução; hoje é uma sombra de um país, comandado por uma gerontocracia policial e militar truculenta que não pensa em outra coisa senão na sobrevivência própria, dia a dia, porque sabe que não tem futuro. Parece que a resistência da esquerda sincera em reconhecer o óbvio deve-se muito mais ao amparo psicológico que precisamos para dar algum sentido à nossa vida do que a qualquer análise racional. Enquanto isso, os enforcamentos prosseguem no Irã.


http://www.gazetadopovo.com.br/colunistas/conteudo.phtml?tl=1&id=971937&tit=A-resistencia-da-esquerda