quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Ainda as laranjas roubadas e o laranjal destruído

O caso (abaixo) é uma amostra do pensamento corrente: o de que os fins justificam os meios. Só isso explica que um ladrão de laranjas esteja preso e os que destruíram um laranjal sejam considerados heróis do movimento social.

A lógica é esta: se não há um fim de cunho coletivo e social que justifique um roubo, então é roubo; se há uma causa por trás do roubo, da morte, da destruição, do terror, do seqüestro, do caixa dois, então não é roubo, é ato de heroísmo.

É por isso que Tarso Genro defende Cesare Battisti. É por isso que Constituições (qualquer uma) são irrelevantes para chavistas.

A pergunta que o Brasil precisa fazer em 2010 é: entre a causa, por mais nobre que seja, e a lei, o que vem primeiro? Ao cabo, é a escolha entre a barbárie e a civilização. Mas há, juro, nos círculos acadêmicos quem não veja muita diferença entre uma coisa e outra.

2 comentários:

Raphael R Barbosa disse...

Tá no Blog do Tio Rei:

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/ainda-as-laranjas-roubadas-e-o-laranjal-destruido/

Fatose disse...

Se uma pessoa rouba uma laranja vai pra cadeia, mas se destrói um laranjal, são ações de cunho social. http://migre.me/arQg . Aproveitei seu desenvolvimento, para acrescentar algumas coisas da visão de quem está na cidade, em solidariedade, com quem trabalha para produzir alimentos para o país.