terça-feira, 28 de julho de 2009

PSDB, um partido conservador, contra os pobres blá blá blá

Aí vem a conversinha de sempre que diz que o PSDB é um partido de direita, conservador e contra os pobres.

Pó pará!

Podem criticar o PSDB por uma porção de coisas, mas por favor não o enquadrem em "conservador que não faz nada pelo povo". Essa é a maneira como os autores do mensalão gostam de chamá-lo. Corresponde à realidade? NÃO!

Infelizmente não existe partido conservador – nem na prática, nem na teoria – no Brasil. Digo infelizmente porque é do equilíbrio de forças opostas que se constrói um país. No Brasil, estamos "tortos" para um lado: o progressismo. Alguns fajutos, outros verdadeiros, mas todos enquadrados finalmente por uma lei de mercado que foi o que verdadeiramente alçou o Brasil a um papel um pouquinho mais relevante no quadro econômico internacional.

Mas por que digo que o PSDB não se enquadra neste estereótipo de "conservador que não faz nada pelo povo"?

Porque o PSDB foi quem fez verdadeiramente pelo povo. Quem construiu o Plano Real? Quem o defendeu, quem batalhou por todas as mudanças que estruturaram as medidas que realmente trouxeram um ganho salarial para o trabalhador, porque eliminou as gigantescas perdas causadas pela inflação? O PSDB.
E quem estava contra isso? Quem votou CONTRA TUDO o que foi necessário para fazer o Real entrar em vigor? O PT.
Eu vi, ninguém me contou. Eu acompanhei as votações. Eu vivi a época da inflação. Sei do que estou falando. Ademais, está tudo registrado por câmeras de TV e matérias em jornais.

Mesma coisa a Lei de Responsabilidade Fiscal, que resultou em medidas amargas de contenção de despesas durante os 8 anos de governo FHC. Mas que foram necessárias para que, com o tempo, o país fosse respeitado lá fora. Afinal, quem gasta mais dinheiro do que tem nunca vai conseguir ter crédito no mercado, né?
E enquanto FHC desgastava sua popularidade para implementar as medidas amargas e necessárias, o que fazia o PT? O que fazia Lula?
Jogavam a população contra o governo. E por que faziam isso, se eles sabiam que estava sendo feito o melhor para o país (tanto é que, depois de eleitos, não mexeram em nada)? Porque o PT queria ganhar a eleição seguinte.

Então: quem quer o bem da população e quem usa discursos distorcidos para manipular a opinião pública na luta pelo poder?
Muitos podem aceitar e repetir estes discursos por ingenuidade. A maioria, no entanto, é vigarista. Tudo o que estas pessoas querem é apoio para se eleger a alguma coisa ou a indicação para algum cargo.

Mesma coisa a reforma agrária. FHC fez a maior distribuição (em extensão) de terras já feita até hoje no mundo. Agradecimento? Quê! FHC apanha até hoje por ser "defensor das elites". É que o MST é um braço armado do PT, que age meramente para desgastar políticos e partidos, não em nome de uma causa verdadeira.

Mesma coisa as privatizações. A privatização das teles foi boa para o povo. Está aí o sem-número de celulares penetrados em todas as camadas da população, coisa que seria inatingível aos mais pobres se as cias. telefônicas tivessem sido mantidas como estatais – internet, então, nem se fala, de tão cara que seria.
E quem fez isso? Quem se desgastou para fazer? O PSDB. FHC.
E o que faz o PT até hoje? Dá discurso contra a privatização das teles.

Afinal, quem é que está do lado do povo de verdade e quem é que gosta de colocar o povo contra partidos/políticos em nome das próximas eleições?

O verdadeiro estadista só encontra reconhecimento na história se tiver sacrificado sua popularidade em nome do que é certo fazer para o país, dentro de uma perspectiva de longo prazo. Quem prefere a popularidade imediatista nunca vai encontrar reconhecimento histórico. E por isso precisa se agarrar a placas de inauguração e registros em cartório de obras de vento, na tentativa de distorcer a história.

Nada disso adiantará, no entanto. Em 100 anos quase todos dentre nós estaremos mortos. E conosco as nossas paixões. E aí a verdade de quem esteve ao lado do povo – e quem o manipulou egoisticamente em busca de ascensão e poder – ficará registrada nos livros de história.

Luz no fim do túnel

Depois daquele espetáculo dantesco interpretado pela UNE há alguns dias, ficamos mesmo desanimados.

Mas eis que, inesperadamente, surge alguma boa notícia que nos faz ver que nem tudo está perdido. De um conhecido estudante de engenharia (tinha que ser, né?) da UTFPR, recebo o seguinte link:

http://www.respirandonovasideias.org/site

É gente corajosa que dá a cara à tapa porque está segura do que pensa.

Vale a divulgação.

A juventude respira novas idéias – literalmente.

terça-feira, 14 de julho de 2009

O que é certo e bom merece destaque e elogio

Não sou uma ecochata bocó. Mas também não bato palminha para quem não está nem aí com nossas responsabilidades com o futuro do planeta.

Ao invés de ficar estorvando os amigos com abaixo-assinados praticamente inúteis e discursos enfadonhos, prefiro a ação: tento otimizar o comportamento ecológico diretamente no meu dia-a-dia.

Isso significa que procuro não usar o carro (e também não muito o ônibus). Significa que separo o lixo do lixo-que-não-é-lixo, como foi batizado aqui em Curitiba, para reciclagem. Outra coisa bacana que me dá o maior prazer fazer é ir ao mercado e não usar nenhuma sacola plástica, inclusive quando faço compras grandes.

Enfim, em vez de retórica, eu prefiro a ação com o que está ao meu alcance.

Uma das coisas que mais tem me preocupado ultimamente é a excessiva produção e o consumo exorbitante de materiais eletrônicos. O setor é dinâmico e a cada semana somos entupidos de novidades que os mais ansiosos não conseguem ignorar.

Mesmo quem não tem esta ânsia de consumo (meu caso), invariavelmente acaba produzindo muito lixo tecnológico. Depois de, sei lá, uns 16 anos de "consumos tecnológicos", fiz uma limpa na minha casa e descartei nada menos que 4 teclados e 12 (é, 12!) mouses, além de vários HD's, modens e caixas de som (os computadores velhos tinham ido já inteiros para doação). Isso sem falar no monitor queimado que ainda está na minha área de serviço porque não lhe demos o devido encaminhamento e nos 3 celulares velhos guardados (e olhe que NÃO somos muito de trocar de aparelho à toa), no computador praticamente inteiro encostado e nos 2 mouses, 1 teclado e 1 monitor que decidimos manter como "reserva".

Por isso fiquei muito feliz quando li a notícia abaixo. E acho que este modelo deveria ser adotado por todo o Brasil:

Lei para o lixo eletrônico

governador José Serra sancionou a Lei 13.576/09 que institui normas para a reciclagem, gerenciamento e destinação final do lixo tecnológico. Fabricantes, importadores e comerciantes desses produtos, com atuação no Estado de São Paulo, terão que reciclar ou reutilizar, total ou parcialmente, o material descartado. Se o reaproveitamento não for possível, esse lixo terá que ser neutralizado, em benefício do meio ambiente e da saúde pública. A lei é mais do que oportuna, dada a rapidez da evolução tecnológica, a expansão da chamada inclusão digital e o impacto ambiental trazido pelo descarte irregular de todo tipo de produto eletrônico.

A ONU calcula em 50 milhões de toneladas o lixo tecnológico descartado anualmente no mundo. O Brasil tem participação nada desprezível, pois se comercializam no País, em média, mais de 12 milhões de computadores por ano e, de acordo com dados do Comitê de Democratização da Informática, mais de 1 milhão desses aparelhos são descartados anualmente. Em 2008 foram vendidos 11 milhões de televisores e, de cada 100 brasileiros, 82 possuem telefones celulares, conforme a Agência Nacional de Telecomunicações.

São produtos com vida média de três a cinco anos e, depois, viram lixo tecnológico. Os metais neles empregados, em geral tóxicos, precisam em média de meio milênio para se degradar, conforme a Secretaria do Meio Ambiente.

Apesar da gravidade do problema, o Brasil espera desde 1991 pela aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, agora parada no Congresso Nacional. A única norma sobre o recolhimento de material eletrônico no País é a Resolução 257, do Conselho Nacional do Meio Ambiente, de 1999. Por ela, fabricantes ou importadores de pilhas e baterias são responsáveis pelo gerenciamento desses produtos que necessitam de disposição específica por causa dos metais tóxicos que contaminam lençóis freáticos.

O cumprimento da resolução, no entanto, está muito longe do ideal. O Brasil consome 1,2 bilhão de pilhas por ano e, desse total, apenas 1% tem destino controlado e ambientalmente correto.

A lei estadual veio, portanto, suprir essa falha enfrentando, inclusive, os representantes das indústrias do setor. Eles alegam que normas diferentes, partidas de um ou outro Estado, dificultam as ações das empresas instaladas em vários pontos do País. No entanto, é obrigação de toda empresa zelar pela proteção do meio ambiente e ser socialmente responsável, independentemente das leis em vigor. É o que se lê nos sites e folhetos sobre a "missão" das companhias, mas nem sempre é o que se pratica.

Em 2008 a indústria eletroeletrônica faturou R$ 123,1 bilhões - 10% mais do que em 2007, segundo sua entidade de classe, a Abinee. É um setor que cresce com vigor e que, portanto, pode investir em favor do meio ambiente.

Mas a responsabilidade não é só dela. O autor da Lei 13.576/09, o deputado estadual Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), também incluiu no texto exigências para que a população seja informada sobre os riscos do produto que está comprando. Rótulos e embalagens devem conter o detalhamento da presença de metais pesados e substâncias tóxicas na composição do material fabricado e também o endereço e o telefone dos postos de descarte.

Tão importante quanto a entrada em vigor da lei e o seu enforcement são as ações educativas para conscientizar realmente a população sobre o perigo provocado pelo descarte irregular das sucatas eletrônicas. Em vários países europeus, leis estabelecem a necessidade de informações nos produtos sobre os riscos de contaminação. Também os fabricantes são obrigados a recolher os produtos descartados pelo consumidor.

A tendência mundial é de, a partir de informações aos consumidores, ampla fiscalização e uma adequada estrutura de coleta, procurar evitar que essa nova fonte de poluição se torne, em breve, um novo tormento para o planeta.

O exemplo de São Paulo deveria ser seguido com urgência por todo o País.