sexta-feira, 26 de junho de 2009

Propaganda do PSDB desta quinta

https://www2.psdb.org.br/interna/cotidiano_videos.php?idvassir=68&id=56

Finalmente estão falando o que há tanto tempo apontamos: o PAC é uma farsa.

PS: há outros vídeos interessantes no site.

Vascaínos matam flamenguistas, e o Brasil aplaude

Os vascaínos chegaram em motos, vestidos de preto, a cor predileta dos fascistas. Armados de porretes e pistolas, seus alvos eram os flamenguistas, muitos deles mulheres, que pediam liberdade, abertura e eleições de verdade.

Líderes rubro-negros foram detidos. Seus simpatizantes, mortos e espancados nas ruas. Os vascaínos calaram a imprensa, prendendo jornalistas locais e expulsando os estrangeiros, para que seus crimes não fossem registrados.

Após intensa e sangrenta repressão, os flamenguistas deixaram as ruas para os vascaínos seguirem oprimindo a população em geral: tricolores, corintianos, palmeirenses, gremistas, cruzeirenses. Só restou aos flamenguistas gritarem, poética e desafiadoramente, "Zico é o maior!" do telhado de suas casas.

Uso do lulismo ("uma coisa entre flamenguistas e vascaínos" foi como o nosso presidente avaliou inicialmente a gravíssima crise no Irã) para descrever os trágicos acontecimentos naquele país. Quem sabe assim fique mais clara ao petista a vergonhosa posição brasileira na crise, de apoio cego a uma teocracia autoritária e repressora. Seria como se estrangeiros apoiassem cegamente o governo Médici enquanto os companheiros eram mortos e torturados nos porões da ditadura brasileira. É o que Lula faz em 2009.

Esse apoio, como quase toda a nossa política externa, é mal explicado. O chanceler brasileiro, Celso Amorim, questionado no Roda Viva da TV Cultura, gaguejou, ziguezagueou e não conseguiu justificá-lo. O diplomata acabou sugerindo a existência de uma suposta agenda secreta iraniano-brasileira, interessante o suficiente para fazer com que o governo brasileiro tape o nariz, os olhos e a boca ao lidar com Teerã.

O Brasil tem hoje voz crescente e relevante no cenário global, graças à nossa capacidade econômica e estabilidade política, que nos projetam a um futuro maior.

Esse novo peso brasileiro precisa ser mais compreendido. Talvez estejamos vendendo nosso novo prestígio barato demais, a preço antigo. Fazendo políticas de governo no lugar de políticas de Estado. Priorizando o pequeno diante do grande.

O Brasil nunca foi sincero defensor dos direitos humanos em suas relações internacionais. Prevaleceu sempre a defesa da soberania interna dos países, mesmo que para reprimir seus cidadãos.

Ficamos assim, por exemplo, com a mesma posição de Rússia e China na questão iraniana, um alinhamento quase automático com os não-alinhados com a defesa dos direitos humanos e da democracia.

Não existe diplomacia moral, e os Estados só tem interesses. Mas isso não impede o Brasil de exercer pressão maior sobre regimes autoritários e sangrentos. Muito menos nos obriga a defendê-los ou prestigiá-los, como no caso iraniano, mas também no da Coreia do Norte, no do Sudão.

É fácil ganhar entradas em regimes párias apoiando-os quando todos os criticam. Mas se essas entradas não trouxerem resultados tangíveis ao Brasil, que justifique apoio a ditaduras que oprimem, torturam e matam seus cidadãos, elas levam apenas a mesquinhas trocas de favores, secretos ou não.

Pensata por:
Sérgio Malbergier é editor do caderno Dinheiro da Folha de S. Paulo. Foi editor do caderno Mundo (2000-2004), correspondente em Londres (1994) e enviado especial a países como Iraque, Israel e Venezuela, entre outros. Dirigiu dois curta-metragens, "A Árvore" (1986) e "Carô no Inferno" (1987). Escreve para a Folha Online às quintas.
E-mail: smalberg@uol.com.br

http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/sergiomalbergier/ult10011u586305.shtml

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Direita, esquerda: respondendo a um questionamento

Escrevo este post baseada em alguns comentários que recebi, e não só neste blog, depois do "episódio Marcelo Tas x patrulha".

Pessoas dizem que eu sou até uma pessoa bacana, que até tenho idéias interessantes etc. e tal, mas… absurdo dos absurdos que elas não conseguem entender: como é que posso ter a "coragem" de me posicionar assim tão claramente por um candidato, um partido ou uma ideologia?

Primeiro, não nego: sim, é coragem. E tem pouca gente que, concordando comigo, expõe-se a ponto de vestir uma camisa de peito aberto para receber o chumbo e os tomates que vierem. Parece que o Brasil, infelizmente, virou um país de gente amedrontada (vai ver isso é culpa das patrulhas, não é?) ou desanimada (e vai ver isso é culpa desse show bizarro de corrupção pelo qual o país passa nos últimos anos, não é?).

É claro que ninguém precisa concordar comigo. O que eu espero numa conversa é sinceridade e respeito – na concordância e na discordância –, jamais que as pessoas concordem comigo em tudo (aliás, nem eu concordo comigo em tudo o tempo todo, ué). Em algumas pessoas de pensamento muito discordante, posso até dar unfollow da minha vida – O QUE É MUITO DIFERENTE DE FAZER CAMPANHA DE UNFOLLOW CONTRA ELAS, para quem não entendeu ainda. Se há sinceridade e respeito, como é o caso do Tas, a civilidade e a democracia permitem a convivência. Só o que eu não admito é desrespeito e malandragem, como pessoas que, por interesses escusos, usam de sofismas para convencer os outros de coisas que nem elas mesmas acreditam. São como vendedores embusteiros de idéias. Estes a gente tem que identificar logo e dar unfollow mesmo. Melhor até: dar block. Mais: é preciso denunciá-los.

Ao contrário destas pessoas, ajo por convicção. Quem me acompanha há mais tempo, tanto aqui quanto principalmente no Orkut, conhece meus motivos até de cor e salteado. E são tantos que eu nem conseguiria escrever sobre todos hoje e num único post.

Então vou responder apenas a uma observação que recebi pelo Orkut:

"pena que [você] foi se bandear para a centro-direita"

À parte aquela concepção que abrange a idéia de que ser de direita é ser a favor de quem está no poder e ser de esquerda é ser contra quem está no poder, que eu acho paupérrima, falar sobre direita e esquerda é complicado e demorado. Primeiro porque são termos que variam de compreensão a depender do momento histórico e da região do globo. Direita e esquerda no Brasil é coisa totalmente distinta de direita e esquerda nos Estados Unidos, por exemplo.

Um engano enorme, entretanto, é situar o PSDB à direita. O PSDB foi formado por uma dissidência insatisfeita, já há tantos anos, de políticos do PMDB, partido que se originou do MDB, contraponto à Arena, do governo militar. E já aí se confundem as coisas: nem mesmo o governo militar no Brasil pode ser considerado como direita, se tomarmos o tamanho do estado como ponto de julgamento nesta separação. A ditadura brasileira, à diferença da chilena, foi de cunho extremamente estatizante, posicionamento que também caracteriza a nossa, digamos, “esquerda vermelha”.

Além disso, o partido tem como bandeiras o parlamentarismo e a social-democracia, com base no modelo da social-democracia européia – que é a esquerda possível em oposição ao liberalismo, depois da queda do Muro de Berlin e o fim da URSS, com o colapso dos modelos socialistas e comunistas no mundo.

Como esta discussão vai loooonge, sugiro para quem tiver interesse de entender melhor o assunto, que faça este quiz no site da Veja:

http://veja.abril.com.br/idade/testes/politicometro/politicometro.html

São questões bem legais para meditar. Principalmente para os jovens, que herdarão o país e que estão prestes a se tornarem a próxima geração que o carregará nas costas com seu trabalho. Responda o teste hoje, medite, converse com as pessoas, com os amigos, com a família. Leia sobre o assunto, medite de novo, faça o teste de novo daqui duas semanas. E daqui a um mês. Daqui a um ano. Se nós estamos construindo este país e somos coagidos a votar, precisamos afinal saber exatamente se o que pensamos está de acordo com o que pensa nosso candidato.

Aqui tem meu resultado com alguns comentários:

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=316707&tid=2599560313475349260&na=3&nst=31&nid=316707-2599560313475349260-2599747788783907314

E também já tivemos alguns debates interessantes sobre isso aqui:

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=316707&tid=2468996004904612620&na=1&nst=1


Adendo

Uma definição de direitista e esquerdista segundo Reinaldo Azevedo:

"Um direitista democrático é aquele para quem as noções particulares de justiça não autorizam o esbulho da lei. Um esquerdista acredita que a lei possa ser solapada em nome de um entendimento particularista do que seja justiça."

É preciso destacar que o único "esquerdista democrático" possível é o social-democrata. As demais esquerdas, como nos comprovam Cuba, Coréia do Norte e, agora também, Venezuela, são incompatíveis com a democracia.

É preciso meditar para saber se afinal a prioridade deve ser da "ordem" (todos obedecem às leis democraticamente estabelecidas) ou do "progresso" (é preciso a transgressão de algumas leis para avançar a respeito, por exemplo, de questões sociais. Mais especificamente: pode o MST invadir propriedade privada com base em suas reivindicações?). E quem é que vai decidir em que circunstância e que lei pode ou não ser rompida?

Para pensar.

sábado, 20 de junho de 2009

Três tempos e algumas perguntas

Tempo 1

Texto em blog do Marcelo Tas:
"Como desde o início dessa crise, apóio a presença da PM no campus da USP. Como parte da sociedade, homens e mulheres entraram para a PM representam uma força militar sem a qual as cidades brasileiras estariam mergulhadas no caos. No caso da USP, a PM lá está para evitar cenas como esta acima, onde a liberdade do ir e vir, a liberdade de expressão de uma posição contrária, é contida aos socos e gritos. Na minha visão, neste lamentável episódio, a imagem da PM está sendo manipulada pelos grevistas que tentam pintá-la como a SS de Hitler, o que seria apenas patético e risível, não fosse uma visão infantil, vazia e preconceituosa."
http://marcelotas.blog.uol.com.br/arch2009-06-16_2009-06-30.html#2009_06-20_10_55_15-5886357-0


Tempo 2

Depoimento de contrários à greve em blog do Reinaldo Azevedo:
"Não cabe aqui a história toda, então vou resumir: hoje à noite, em um segundo protesto contra a greve, ALUNOS favoráveis à greve APEDREJARAM e ESPANCARAM alunos contrários à greve.Um aluno da história se sentou no chão pra mostrar que não ia reagir e levou um chute nas costas e, pelo BO que ele fez logo depois, foram vários socos e chutes.Uma menina da POLI que ficou pra trás comigo pra levar o nosso pessoal enquanto fugíamos por pouco não levou uma pedrada na cabeça, eu levei uma pedrada na perna.Foi batalha campal. Eles simplesmente partiram pra cima. Foi uma das coisas mais horríveis que eu já vi.
Um grande abraço indignado,
Danilo, 2º ano de RI da USP."
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/alo-reitoria-alo-pm-alo-governador-serra-o-sintusp-esta-espancando-alunos-em-plena-usp-e-ai/


Tempo 3

Comentário que recebi alguns posts abaixo, da Clara Carolina ( http://www.blogger.com/profile/16998235402650695587 ):
"Tudo bem cada um ter sua opinião, mas não dá para deixar de pensar que quem é a favor de pm na universidade é também a favor de estupro na favela, prostituição infantil nas orlas de Salvador, bomba contra palestinos e israelenses, tiro e paulada contra sem terra, burca nos corpos de mulheres ou qualquer forma de violência a qualquer outra pessoa que também queira expressar sua opinião. Qualquer poder é vontade de poder. Formas de resistência estão aí e são várias."

Vocês que me leram até aqui e concordam comigo que é possível discordar sem transformar o outro num inimigo a ser excluído da esfera de opiniões e que também concordam que a PM na USP é necessária para controlar os exaltados e – justamente! – garantir o direito de opinião (e de aula!) dos alunos, acham que nós somos a favor de:
1) estupro na favela?
2) prostituição infantil nas orlas de Salvador?
3) bomba contra palestinos e israelenses?
4) tiro e paulada contra sem terra?
5) burca nos corpos de mulheres? e
6) qualquer tipo de violência?

Se não concordam com a Carolina, concordam comigo que ela está nos acusando de ser favoráveis a crimes?
Percebem que ela está tentando nos isolar?
Percebem que ela está fazendo campanha para que o mundo do pensamento nos dê unfollow, ou seja, para que as pessoas não considerem a nossa opinião como válida?

Por fim, pergunto: quem é o fascista nesta história?
Pergunto também: a gente deve deixar que este tipo de opinião seja publicada nos comentários deste blog? É legítimo que ela me acuse de ser a favor de crimes (julguem vocês mesmos se sou!) e ainda por cima DENTRO de um espaço que é meu?
Se eu apagar o comentário dela (se ela não apagou, continua lá), isso seria censura?
Se eu apagar o comentário dela, estarei sendo fascista?

Explicando os posts abaixo para quem não twitta

Nesta noite Marcelo Tas, dono do perfil mais seguido do Twitter no Brasil, escreveu em seu microblog:

Olha a forma "democrática" como atuam os grevistas da USP. PM neles! http://migre.me/2yJY

O link direciona para um vídeo no Youtube que retrata a agressividade que os grevistas da USP usaram com aqueles que são contrários à greve.

Muita gente recebeu este texto, gostou e passou para frente, sempre dando o crédito ao Tas, em sinal de aprovação.

Mas quem tem opinião sobre as coisas e coragem para expô-las também expõe a si mesmo ao confronto de idéias. E é claro que algumas pessoas não gostaram da opinião do Tas. Só que não bastou aos discordantes declarar que discordavam. Não se contentaram em exercer a liberdade de ignorá-lo (em twittês, dar unfollow). Eles começaram uma campanha no Twitter para “isolar”, ou tentar diminuir a audiência do apresentador da Band.

O debate ficou acalorado e as atitudes das pessoas aclaradas. A audiência do Tas nem tchum, não mudou em quase nada, porque a “evasão” provocada pelos “democráticos” defensores da greve foi compensada pela nova audiência que o Tas ganhou por ter se posicionado. E agora a gente já ficou sabendo, conforme dão a entender os textos abaixo, quem afinal quer democracia da boca para fora (de preferência no megafone) e quem de fato quer vivê-la.

O quase

Em texto abaixo, escrevi ao Tas que "quase sempre quando discordo, silencio".
Explico agora o que faz aquele "quase" ali.

A democracia aceita todas as correntes de opinião. Menos uma: a que quer destruir a democracia.

Normalmente quem quer destruir a democracia utiliza-se de ações coletivas, também chamadas de patrulhamento. Funciona assim: "se você não concorda comigo, vou tentar te convencer. Se não adiantar, então não gosto de você e vou fazer campanha contra o seu pensamento, para que as pessoas também não gostem e seu pensamento não 'contamine' mais ninguém".

Notem que isso é diferente de "se você não concorda comigo, vou tentar te convencer. Se não adiantar, então não gosto de você, não vou mais te dar pelota e vou cuidar da minha vida".

O segundo discurso admite a existência do outro que pensa diferente, embora não queira interação com ele – afinal, é um direito, não é?

Já o primeiro discurso, não. O primeiro quer exterminar a existência do pensamento discordante. Assim, nesta democracia dos homens do primeiro discurso, nem todos os pensamentos são aceitos: só os concordantes. Os demais precisam ser destruídos. Seria ainda democracia?

Aí é que está a função do "quase" da minha frase. Eu não silencio diante das patrulhas. Eu não silencio diante daquilo que racha a democracia para depois destruí-la. As pessoas podem pensar e fazer o que quiserem (dentro dos limites da lei, é claro: pedofilia, por exemplo, não pode, porque nossos representantes decidiram que isso não é humano nem civilizado). Mas não vou silenciar diante de instrumentos que me impeçam de pensar e fazer o que eu quero.

Não aceitem silenciosamente as patrulhas. Façam patrulhas contra as patrulhas, se for necessário. Denunciem. Esperneiem. Recusem o pensamento que impõe o coletivo sobre o individual.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Preciso de mais que 140 caracteres para explicar isso:

Olá Marcelo Tas

Eu discordo de você em vários pontos, e concordo em alguns outros. Mas convivo com os diferentes. Quase sempre quando discordo, silencio, porque respeito suas opiniões.

Quem inicia campanha de #UnfollowFriday com você (ou com qualquer outra pessoa) porque discorda disso ou daquilo, demonstra que não entendeu nada do que é democracia.

Infelizmente, são as pessoas que justamente dizem falar em nome dela.

Não, não. Eu sigo @marcelotas. Mesmo que eu discorde de vez em quando (às vezes radicalmente). É preciso exercitar a democracia – e portanto tolerância–, mais do que cobrá-la.

Ponto.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Lula com blog e Twitter?

Reportagem na Folha diz que "serão lançados nos próximos meses um blog, um canal no YouTube e uma página no Twitter [do Presidente Lula]."

Sabe por que estas coisas vão demorar a ir para o ar? Porque estão procurando um assessor que não torture a língua portuguesa, mas que, ao mesmo tempo, saiba redigir com a mesma superficialidade, vulgaridade e ignorância filosófica do Lula, para se fazer passar por ele (afinal, manter blog e Twitter dá muito trabalho, sabem?).

Obviamente não irão encontrar ninguém que atenda a estes dois pré-requisitos. É que ou o cara aplica bem o lulês, ou aplica bem o português. São condições excludentes.

Adolescência

Deveríamos descriminalizar a maconha, pois tratar o usuário como criminoso é um erro, disse hoje Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente.

O diálogo, e não a imposição, é a melhor forma de fazer com que os direitos humanos sejam respeitados no mundo, disseram ontem Marco Aurélio Garcia e Lula.

Só o amor, e não negativas, limites, castigos e algumas palmadas corretivas, é o que verdadeiramente educa filhos rebeldes e chiliquentos, dizem há muito os pais omissos dos delinqüentes de hoje e de amanhã.

Aos 14 anos eu assinaria embaixo.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Duas matérias na Globo

ONG acusa o Brasil de usar seu voto para proteger países que violam os direitos humanos
Uma respeitada entidade de defesa de direitos humanos, a Human Rights Watch, acusou o Brasil de usar seu voto nas Nações Unidas para proteger países acusados de violações desses direitos
http://g1.globo.com/jornaldaglobo/0,,MUL1195647-16021,00-ONG+ACUSA+O+BRASIL+DE+USAR+SEU+VOTO+PARA+PROTEGER+PAISES+QUE+VIOLAM+OS+DIRE.html

e

USP vive tensão e mantém a greve
A paralisação de professores, funcionários e alunos já dura 42 dias.

http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1195590-10406,00-USP+VIVE+TENSAO+E+MANTEM+A+GREVE.html

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Elevado a menos um

A PTbras, como todo mundo já sabe, criou um blog para contestar a imprensa. Uma espécie de trabalho da imprensa elevado a menos um, para confrontá-la mesmo.

Pois algum ser humano admirável teve a idéia de elevar o menos um da PTbras a menos um:
http://petrobrasdadosefatos.wordpress.com/

Reparem nos narizinhos da foto no cabeçalho!

É que o avesso do avesso é… o direito!

No limite do cinismo

“E aí não tem santo. Quando somos oposição, incentivamos invasão. Mas, quando viramos governo, queremos responsabilizar alguém pelo problema. Todo mundo aqui já fez uma passeatinha ou uma marcha."

Lula, ontem, medindo os outros com a própria régua e nos explicando afinal porque a USP é tão infestada de gente que não gosta de estudar.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Finalmente teremos liberdade política na internet?

Internet ficará liberada nas eleições de 2010

Câmara prepara projeto para regulamentar o uso da rede nas campanhas políticas e na arrecadação de recursos pelos candidatos. Texto final da comissão responsável para propor mudanças fica pronto na próxima terça

A legislação sobre o uso da internet em eleições vai sofrer grandes modificações para a campanha de 2010. A ideia central é derrubar as proibições. Tramitam na Câmara pelo menos cinco projetos de lei que permitem o acesso virtual dos políticos aos eleitores brasileiros. Entre as propostas, destaca-se a possibilidade de os candidatos arrecadarem dinheiro pela rede mundial de computadores.

O uso da internet está sendo discutido pela comissão formada na última quinta-feira (4) na Câmara para elaborar a reforma eleitoral. A expectativa é de que na próxima terça-feira (9) os deputados já tenham um texto pronto. Ele irá liberar os políticos a usarem a rede para fazer campanha e conseguir doações de eleitores, no que será chamado de “financiamento cidadão”. “As duas propostas vão entrar no texto final”, antecipou ao Congresso em Foco o deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), que faz parte da comissão.

Um dos projetos apensados à proposta é de autoria da deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS). Ele prevê a possibilidade de doar dinheiro para campanhas com pagamento por cartões de crédito pela internet, além da possibilidade de realizar propaganda eleitoral na rede mundial de computadores.

Hoje, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só permite que os candidatos tenham um site oficial, com a extensão ".can", vedando-se a possibilidade de criarem blogs ou entrarem em redes sociais como Orkut e Facebook. Também estão proibidas ferramentas como Flickr (álbum de fotos) e Twitter (microblogs).


Na justificativa do projeto, Manuela afirma que a divulgação de informações é “extremamente veloz por causa desse meio de comunicação”. “O sistema eleitoral se torna obsoleto à medida em que ignora os benefícios que a internet pode trazer para a divulgação de candidatos, de suas informações, de suas ideias, de suas propostas”, escreveu a deputada.

Ela reforça que a ideia do projeto nasceu justamente das restrições apresentadas pelo TSE na resolução que disciplinou as eleições de 2008. “Nas recentes eleições municipais, prevaleceu uma jurisprudência extremamente restritiva, baseada na equiparação da internet ao rádio e à televisão (que são concessões do poder público)”, completou.


Prestação de contas

Outro projeto, já aprovado no Senado e que tramita atualmente na Câmara, de autoria do ex-senador Jorge Bornhausen (DEM-SC), obriga os candidatos a divulgarem diariamente na internet relatórios com as doações e os gastos de campanha. Também trata do tema proposta, elaborada por Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que obriga os envolvidos na disputa eleitoral a colocarem sua contabilidade na rede.

A matéria recebeu um texto substitutivo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. O relator do projeto, Rubens Otoni (PT-GO), sustenta que colocar os dados na internet “poderia contribuir muito para a transparência do processo eleitoral tal como se dá hoje”. Entretanto, ele aponta que é preciso ampliar o prazo – “o prazo de 24 horas após o recebimento da doação é extremamente curto” – e definir melhor as responsabilidades. Como, por exemplo, a quem caberia fazer o registro da doação.


“A discussão está só começando, mas deveremos construir uma ampla maioria em torno de uma proposta. O projeto de revisão eleitoral estará pronto em uma semana”, afirmou o líder do PT na Câmara, Candido Vaccarezza (SP). O petista João Paulo Cunha (SP), que relatou a reforma política na CCJ, participa da comissão. Para ele, é preciso adotar mudanças urgentes. “O modelo atual deixa todos os políticos reféns do poder econômico, que banca campanhas milionárias interessado em futuras benesses junto à administração pública”, afirmou.


Doações

Na semana passada, Dino apresentou aos líderes partidários duas minutas com propostas para as campanhas políticas. Uma trata da atualização da lei eleitoral e a outra do financiamento público de campanha. “O papel da Câmara é fixar o que deve ser feito. Os parlamentares querem usar mais a internet como ferramenta”, disse Dino.

Enquanto a Câmara discute o que pode ou não ser feito, o TSE estuda formas de transformar a doação na internet em realidade. As áreas de prestação de contas e de informática do tribunal fazem um levantamento, a pedido do presidente da corte eleitoral, Carlos Ayres Britto, para viabilizar a ideia. A exemplo do que acontece nos Estados Unidos, Britto considera que a rede pode ser uma maneira de fiscalizar com maior eficácia as prestações de contas dos políticos.

Entretanto, o TSE coloca que a maior dificuldade encontrada até agora é a diferença entre os sistemas bancários brasileiro e norte-americano. Por conta disso, os técnicos do tribunal ainda não fecharam uma proposta que possa dar origem a uma resolução sobre o tema. Como Ayres Britto já externou a vontade de aplicar a novidade nas eleições de 2010, os funcionários da corte trabalham em “regime de urgência”.

Ayres Britto, em entrevista ao Congresso em Foco em outubro do ano passado, já deixava claro sua intenção nesse sentido. Mesmo não ocupando a presidência no próximo pleito, o presidente do TSE pretende dar os primeiros passos nessa direção. Ele considera que “é possível trabalhar com financiamento via internet, porém com plena identificação dos doadores, dos destinatários, o modo pelo qual a quantia foi doada e a prestação de contas”.

http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=28478

Quem diria que um dia eu concordaria com Manoela Dávila, não é?
Eu só acho precipitada esta história de doação por internet. Alguém tem alguma dúvida de que isso vai ser brecha para maracutaia?

domingo, 7 de junho de 2009

Uma vez petralha, sempre petralha

Para quem circula pelos debates políticos na internet desde 2006, nem é novidade. Só que eventualmente é bom trazer certos comportamentos, digamos, pouco civilizados dessa gente para a luz, a fim de que todos vejam com quem estamos lidando.
Leiam o que vai abaixo da foto, no rodapé desta imagem retirada do blog da Dilma – que, aliás, faz campanha explicitamente:

http://www.eagora.org.br/images/uploads/amigosdapresidentedilma.jpg
(créditos ao www.eagora.org.br)

E isso é só um aperitivo. Eles conseguem ser ainda muito piores. Não queiram saber o quanto.

sábado, 6 de junho de 2009

Só para passar raiva

Alguém twittou e, só para passar raiva, fui conferir esse link:

"Mulheres trocam elogios com Dilma após almoço na casa de Marta Suplicy"

Não sei se estas coisas saem todas da cabeça do Franklin Martins. Se saem, tenho que admitir: gênio. Do mal.

Conseguiram arrancar testemunhos elogiosos a Dilma Rousseff, mesmo de mulheres que sabidamente não suportam o PT. E quem é que vai ser mal educada de almoçar com uma pessoa e, inquirida, sair do encontro falando mal da "homenageada", né? E quem é que vai recusar convite de ministro de estado? Nem Padre Marcelo conseguiu recusar…

Mas eu não criaria um post no blog só para ficar aqui me queixando da extrema – palavrinha da moda! – competência da maquiagem (em vários sentidos) petista. Estou aqui é para destacar esta partezinha da matéria que, como sempre, vai praticamente passar despercebida:

Questionada por uma das convidadas sobre até quando vai o Bolsa Família, a ministra responsabilizou a crise financeira por retardar a redução do programa social.
Nós aceleraríamos a redução do Bolsa Família se nós não tivéssemos tido esse interregno agora que estamos tendo da crise internacional, que afetou o Brasil", afirmou.
"Acho que o Brasil retoma essa tendência de diminuir a quantidade de recursos para o Bolsa Família quando o crescimento retornar de forma sustentável, e as pessoas forem sendo incorporadas ao trabalho. Mas até lá, tem que ser mantido”, declarou.

Cês tão me entendendo, gente? Enquanto ao PSDB é recomendado engajar no discurso da defesa do Bolsa Família, o PT tem liberdade para dizer que vai diminui-lo. Assim, na boa, como quem masca um chiclete. E ninguém faz gritaria.

Sinceramente? O PSDB que se cuide, porque enquanto o partido ficar correndo atrás de prometer que não vai privatizar a Petrobrás, Lula é bem capaz de sair dizendo por aí que agora o pobre tem acesso a telefonia celular graças ao governo petista…

Como é que dizem mesmo? "Em política não existe vácuo", é isso? Pois tem um perfil ideológico que, por enquanto, está no vácuo, sem partido que o represente. Tomara não seja o PT a tomar este espaço, pelamordedeus

quinta-feira, 4 de junho de 2009