quinta-feira, 14 de maio de 2009

Rancores vãos

Neste antigo post

http://brasileirainsone.blogspot.com/2008/08/minoria-por-minoria.html

um anônimo, provavelmente oriundo do Twitter, me deixou este comentário evidentemente rancoroso:

Cara, o preconceito está nos olhos dos outros? Vá estudar garota, já que a sua percepção não basta, vá estudar. Você é um retrato do senso comum mais rasteiro e a internet está potencializando isto. Por favor, tome cuidado com o que escreve. Isto te expõe demais. Poupe as pessoas de uma opinião tão raza sobre o assunto. E não exponha a imagem dos teus pais e avós para chegar a uma conclusão tão imbecil. Eles não merecem isto. E veja se não publica esse comentário, ou se publicar automático, apague, senão é mais exposição ainda.

Pergunto-me se é necessário comentar alguma coisa.
Talvez não, mas é irresistível.

Não, eu não acho que eu tenha estudado o suficiente: sei o tamanho das minhas enormes zonas cinzentas. Vou estudar sim, sempre, e não preciso do seu conselho para fazer isso. Só vou ter o cuidado de escolher livros diferentes dos seus, já que os seus ensinam a escrever rasas com Z.

Mas eu compreendo os motivos de tanta raiva. Há neste país quem o deseje dividido apenas entre brancos maus e exploradores e negros oprimidos e vitimados.
Acontece que eu não pertenço a nenhuma das duas classes. Acontece que a realidade brasileira em sua imensa maioria é miscigenada como eu. Acontece que brancos e negros – ou mesmo indígenas – puros são a minoria dos brasileiros, FELIZMENTE. E isso incomoda. É que a miscigenação não interessa a determinados grupelhos militantes que querem usar causas supostamente sociais como instrumento de alpinismo político.

Quem de verdade quer separar a sociedade brasileira em negros e brancos não sou eu, não. Eu quero é que não existam brancos, negros, amarelos. Quero acabar com a raça. Quero que existam apenas brasileiros. Todos com direitos iguais e iguais perante a lei. Garantida a igualdade de condições de competição (escola de qualidade, saneamento e saúde), desejo apenas que o mérito de cada um os faça financeiramente diferentes. Mas não a raça. Nunca sobretudo a raça.

3 comentários:

mhamer disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Dick disse...

(Apaguei meu comentário anterior, pois o pc estava logado com o usuário da Mari.)

Não me parece que tua avó materna esteja loira na foto, como você diz, Daniela. Ela me parece ter cabelo castanho escuro, talvez. Mas houve mestiçamento sim, isso é evidente.

E isso ocorre há séculos com a maioria da população brasileira - gostem ou não desse fato. É cientificamente comprovável, inclusive. Mas os chatos insistem em ficar se dizendo "100% negros" ou "100% arianos", por exemplo. É muita ignorância, viu? Não se olham no espelho.

Fernando disse...

Daniela,
Se o problema fosse só o "raza"... O texto,vá lá a minha boa vontade, é uma tentativa de um analfabeto, um rabisco incongruente que se resume numa "ordem" de fazer o que ele nunca fez: estudar. O que ele entende por "percepção", por exemplo? No caso dele "você" com "te" é licença poética...? E o que dizer das "idéias" de um débil mental que apenas rumina o que lhe mandam ruminar. Rancores vãos? Não há nem isso aí. É apenas o retrato da ignorância triunfante que nos desgraça a todos. Por isso insisto: escreva mais! É bom ler você. E diverte ver como ruminam os incomodados. E em português, hein?
Abraços na concordância gramatical e mental. O resto, diria hoje o bardo genial,merece ser silêncio.