segunda-feira, 30 de março de 2009

O Preço da Paz


Não posso deixar este post para amanhã, como, procrastinadora incurável que sou, costumo fazer.

Hoje à noite (segundo um amigo catarinense, somente no estado do Paraná) a RPC, afiliada à Rede Globo, passou no Domingo Maior o filme O Preço da Paz, em homenagem ao aniversário de Curitiba.

Lamento muito mesmo que o filme não tenha sido transmitido nacionalmente. As gravações se deram todas no Paraná, incluindo cenários que de tão belos algumas pessoas chegam a desconfiar artificiais. À parte a questão histórica da cidade e da ambientação regional, o filme retrata um momento da história do Brasil: a Revolução Federealista, uma reação iniciada no Rio Grande do Sul ao golpe dado por Floriano Peixoto, que fechou o Congresso para depois reabrí-lo loteado de correligionários.

Assisti O Preço da Paz no cinema há alguns anos, numa sessão gratuita – ou muito baratinha, não lembro bem – com cerca de 50 pessoas. Fui porque me deram excelentes referências (já não me lembro quem foi o autor da boa ação, espero que me perdoe) e não me arrependi, tanto é que hoje assisti o filme pela segunda vez, coisa que raramente faço. Ao final da sessão no cinema, todos aplaudimos com gosto.

Conta-me o amigo Anônimo de Todo Dia que procurou o filme em DVD e não o encontrou. Segundo um site, será lançado dia 17. Recomendo a quem não o viu hoje, que procure o DVD. A fotografia, o enquadramento e a iluminação são excelentes. O roteiro e o texto são instigantes e maduros – diria inclusive atuais. A produção e o figurino são perfeitos e a atuação, irretocável (particularmente gostei muito da escolha do Herson Capri para o papel de Barão do Serro Azul). Percebe-se que é um trabalho feito por amor à arte, atravessado de perfeccionismo do começo ao fim.

Nada disso, porém, teria sido suficiente para me mover a escrever este post. Mais indelével que todas as qualidades técnicas e artísticas do resultado final é a alma do filme, que se apresenta no debate entre a realidade e o idealismo romântico, entre convicções e pragmatismo, mas também na ética de protagonistas e antagonistas, bem como na inexorabilidade dos corruptíveis aspectos humanos. Adiante, marca-me na história o preço cobrado de quem tem convicções – que muitas vezes é barato como dinheiro, outras doloroso como a incompreensão, mas também insuportável como a solidão e impagável como a vida. Encanta-me em O Preço da Paz a coragem de ir na contra-mão da estética do pobrismo, pois o filme tem a ousadia de não dispensar ao empreendedorismo, ao pioneirismo empresarial e à propriedade privada o viés criminoso, o que leva o filme a transpor, senão em boa parte a ignorar, o modismo simplório do conflito de classes que tomou conta da sétima arte brasileira. Além de tudo, não há como não identificar-se com quem, como a personagem principal, envolve-se na vida pública apenas para preservar a vida privada, sua e dos seus; com quem quer apenas ter paz e condições para produzir, empregar e construir o país; com quem, para poder continuar administrando seus negócios, cuidando da sua casa, amando sua família, faz escolhas difíceis sem deixar que seus valores sejam turvados. Sim, guardando as proporções, eu conheço muitos Barões do Serro Azul, pessoas próximas e distantes, que constroem este país com suor e sacrifício, e não só não têm qualquer reconhecimento por isso, mas também são apontadas como vilões, como alienados burgueses, como insensíveis sociais.

Um filme elegante e de idéias fortes, historicamente necessário além de artisticamente encantador. Não conheço o que pensam todos os que participaram, produziram, financiaram ou contribuíram de alguma forma para a realização do filme. Mas, especificamente por ele, merecem meus aplausos novamente:

Direção.. Paulo Morelli
Fotografia.. Luis Branquinho
Roteiro.. Walther Negrão
Produção.. Maurício Appel
Direção de arte.. Daniel Marques
Figurino.. Beth Filipeck
Compositor.. Jaime Zenamon

quarta-feira, 25 de março de 2009

Reinaldo e uma turma guerreira em Florianópolis



Sabem quando a gente está com muito sono e chega a ver micro bolhinhas de sabão saindo dos olhos? Então. É assim que estou agora. Depois do evento, saímos de Florianópolis, um casal de amigos, meu marido e eu, eram mais de três da manhã. Deslocamo-nos até uma cidade próxima, onde dormimos cerca de três horas, e há pouco retornamos a Curitiba. Mas ô se valeu a pena!

Só lamentamos todos a ausência da Cris – vai ficar nos devendo seus risos reais (pelos enlatados, eu imagino que você ri alto e abundantemente), dona moça!

O Reinaldo foi como sempre atencioso, contundente, coerente e exato nas avaliações. De diferente, apenas outros 10 quilos a menos. Quase o chamei de Reinaldo-Magrinho-Azevedo (vocês verão pelas fotos, se não acreditarem)… Como em Curitiba, mostrou-se de uma disposição física invejável: viagem precedida por poucas horas de sono, uma tarde toda dando entrevistas, duas horas de palestra, bateria de perguntas dos ouvintes e o magrelo ainda ficou conversando até altas horas com uma turma de bisbilhoteiros de plantão – eu, óbvio, entre eles.

Parabéns e obrigada novamente ao Leônidas da editora Record e às livrarias Catarinense – que aqui chamam-se livrarias Curitiba – pela coragem de promover um livro de tão ousado nome (vejam que tempos nós vivemos!), mesmo sob os e-mails indignados de gente que não entende o que é democracia, convivência com o discordante e convicções que não têm preço.

E, claro, parabéns ao Álvaro Junqueira e ao Aluízio Amorim, que se desdobraram para acolher o Reinaldo nesta cidade linda, linda, linda MEEESMO. Foi excelente conhecer a esposa do Álvaro, o Paulo Fernando (moderador da Fora Lula), a Rose, o Orlando Tambosi (com quem infelizmente quase não pude conversar), sem falar no grande casal da blogosfera política: Nariz Gelado e Coronel.

Como alguém disse um pouco antes de nos despedirmos: foi ótimo conhecer os amigos de longa data!




quarta-feira, 18 de março de 2009

Agende-se

A semana que vem começa muito interessante. Na segunda-feira, FHC estará no programa Roda Viva. E na terça, tcharam!, Reinado Azevedo lança "O País dos Petralhas" em Florianópolis (Livrarias Catarinense, no Beiramar Shopping – Rua Bocaiúva, nº 2468 – Piso Joaquina – às 19:30 horas).

E eu lá vou perder alguma destas duas coisas?


sábado, 14 de março de 2009

Próxima disputa presidencial já é travada nos blogs, redes sociais e fóruns

falaaaano! E já não é de hoje.

Por Luiz de França, para a Veja:

A campanha para a corrida de 2010 ao Palácio do Planalto pode ainda não ser oficial no mundo real, conforme as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na internet, entretanto, a campanha já está a todo vapor. Blogs, comunidades em redes sociais, grupos e fóruns de discussão já são amplamente usados na defesa dos candidatos, e os usuários travam uma batalha para exaltar a imagem de seus concorrentes preferidos. Por enquanto, só quatro dos possíveis candidatos à Presidência da República têm espaço garantido entre os blogueiros. Se não lidera as pesquisas de intenção de voto, Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil, é a campeã da campanha antecipada na internet: tem quatro blogs dedicados a ela e 67 comunidades no site de relacionamento Orkut. Os governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG), ambos do PSDB, dividem os tucanos não só na disputa da indicação do partido, mas também na preferência dos seguidores do partido na rede, com um total de sete blogs e 68 comunidades; Concorrente de Dilma pela candidatura governista, o deputado federal Ciro Gomes (PSB) também é defendido por um blog e algumas comunidades.
(…)
Apesar de os blogs ajudarem a dar um empurrão na campanha dos seus possíveis candidatos, alguns partidos políticos dizem desconhecer os autores das páginas e afirmam evitar qualquer contato com os blogueiros para não terem problemas com a Justiça Eleitoral. "A gente quer deixar claro que não existe nenhum apoio oficial ou extraoficial do partido", diz Antonio César Gontijo de Abreu, secretário-geral do PSDB-SP. "Mas não podemos ignorá-los. Vamos começar a monitorar, não necessariamente para colaborarmos, mas para evitarmos situações que possam prejudicar a imagem do nosso candidato." Segundo a assessoria do PT, o partido prefere não manter contato com os blogs e não tem responsabilidade pelas condutas dos seus autores, considerando que eles têm o direito a expressar suas ideias e vontades.
(…)
Juventude - Alguns dos blogs vão além da simples divulgação dos trabalhos dos seus escolhidos e tentam influenciar inclusive na escolha da composição da chapa. É o caso do blog Serra Presidente 2010, em que é possível votar em quem deveria ser o vice de uma possível chapa encabeçada pelo governador de São Paulo. "Por enquanto quem está ganhando é o governador Aécio Neves, seguido pelos senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB), Arthur Virgílio (PSDB) e Kátia Abreu (DEM)", diz Gabriel Vinícius Carmona Gonçalves, adolescente recém filiado à juventude tucana que participa do Movimento Eu Quero Serra Presidente em 2010. "O intuito do blog é ajudar Serra nas prévias", explica ele. O blog foi criado em janeiro deste ano sob a liderança de representantes da juventude do Democratas da Bahia, do PPS de Santa Catarina e do PSDB de São Paulo. Desde então, recebeu 2.000 acessos.
Para o deputado estadual de São Paulo Bruno Covas (PSDB), que preside a juventude nacional tucana, o uso da internet para começar a preparar o terreno para a campanha é um movimento natural. Ele acredita que o ambiente partidário não pode mais ser restrito aos políticos. "O jovem tem essa capacidade de ser revolucionário, é por isso que são eles que estão colocando a boca no mundo e chamando as pessoas para debaterem em um universo já familiar para eles, a internet."
Além dos blogs que defendem claramente algum candidato, há diversos outros que, mesmo não declarando abertamente o seu intuito, preferem sempre divulgar os feitos recentes e notícias importantes sobre algum dos concorrentes - de preferência, em meio a outros assuntos, para tentar disfarçar a defesa de seu candidato preferido.

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/proxima-disputa-presidencial-ja-travada-blogs-redes-sociais-foruns-427385.shtml

Eu, pelo menos, não tento disfarçar: esta blogueira é pró-Serra. E vai (no futuro; e isso significa que, por enquanto, apenas defendo a candidatura dele) pedir votos na internet e nas ruas nas eleições em 2010, se ele for o candidato que disputará com a Dilma.

Por isso seguem os links abaixo. Se concorda comigo, ajude participando:

Maior comunidade do Orkut pró-Serra:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=22482901

Outras comunidades:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=1900947
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=51861816
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=31846087
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=80582461
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=53807164
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=10422254
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=5285731
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=53940104

Blogs pró-Serra:
http://serrapresidente.blogspot.com/
http://jovemserra.wordpress.com/
http://euqueroserra.blogspot.com/

Ah, sim, e depois de tanta luta pelo direito de usar a internet para debater e dar suas opiniões (pró um candidato e contra outro) sobre política, convém ler também:
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/internet-devera-ter-menos-restricoes-427386.shtml

Espero que não venham com censura para cima da gente de novo. Aí eu desisto deste país duma vez!

Lula carrega Dilma à tiracolo pelo país inteiro antecipando, eles mesmos, a campanha eleitoral de 2010 e a gente aqui, NA INTERNET, SEM USAR UM CENTAVO DE RECURSO PÚBLICO, não vai poder dizer qual candidato a gente prefere para concorrer com ela? Não vai poder dizer porque a gente prefere esse àquele? Não vai poder falar das qualidades, da experiência e das coisas positivas que nosso candidato já fez pelo país e pelo estado que governa?

Melhor parar de imaginar coisas por aqui. Só de pensar que possam querer tirar algum destes conteúdos do ar, já começo a ficar indignada e a passar mal.

E aí, Globo?

Nada de noticiar isso (abaixo) no Jornal Nacional, né?

É uma obrigação da imprensa desmontar esta pregação de "privataria" que o PT imprimiu ao noticiário desde que as privatizações foram feitas.

EM RED, BOLD E CAPS LOCK

JUSTIÇA ABSOLVE COMANDANTES DA PRIVATIZAÇÃO

A Justiça Federal absolveu integrantes do alto escalão do governo Fernando Henrique Cardoso da acusação de terem privilegiado o Banco Opportunity e outras empresas durante o leilão de venda da Telebrás, em julho de 1998. A decisão foi tomada pelo juiz titular da 17 Vara Federal de Brasília, Moacir Ferreira Ramos, no último dia 4, dez anos depois do início da tramitação do processo.
(…)
Todos foram inocentados pela Justiça. A conclusão é que eles não atuaram para interferir na concorrência de modo a favorecer alguns participantes do leilão. Segundo o juiz aconteceu justamente o contrário: eles teriam é viabilizado o certame.
(…)
Já os integrantes do PT que entraram com representação para que o Ministério Público ingressasse com a ação - uma lista encabeçada pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP) e pelo presidente do partido, Ricardo Berzoini - tomaram um puxão de orelha do juiz. Ele considerou que os integrantes do PT poderiam ter contribuído com as investigações quando o partido assumiu o governo, em 2003. Mas isso não aconteceu. Assim, houve uma dificuldade em produzir novas provas no caso e, daí, a sentença pela improcedência das acusações.

"Penso ser importante enfatizar que esta ação foi promovida em decorrência de representação feita por alguns políticos que, à época das privatizações do setor de telefonia, ostentavam notória oposição ao governo do Sr. Fernando Henrique Cardoso, que então administrava o país", escreveu o juiz. Ele citou nominalmente: Mercadante, Berzoini, Vicente de Paula da Silva (deputado pelo PT-SP) e João Vaccari Neto (filiado ao PT e presidente do Sindicato dos Bancários). "Sobreveio o governo do Sr. Luiz Inácio Lula da Silva", continuou o juiz. "Ora, se havia a preocupação com a apuração destes fatos, por que esses nobres políticos não interferiram junto ao governo atual, ao qual têm dado suporte, para que fosse feita, a fundo, a investigação dessas denúncias - sérias, enfatize-se - que apontaram na representação?", questionou o juiz.

http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?&tit=Juiz+absolve++r%C3%A9us+do+caso+Telebr%C3%A1s&dtmateria=12/03/2009&codmateria=5457953&codcategoria=99&tp=239339050

Íntegra da sentença:
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/avesso/

quarta-feira, 11 de março de 2009

Um recado para o CQC

Perguntar o que é jihad para o baixo clero do Congresso é covardia.
Quero ver vocês terem peito de perguntar isso pro Lula.
Mas tem que ser à queima-roupa, sem combinar nada antes!

E a coerência, ó!

Nada é mais escasso no discurso de um petista do que a coerência.

Antes da crise econômica, quando a economia global crescia mais que pão-de-ló no forno, e o Brasil crescia mais do que em anos anteriores (os de FHC, justamente), mas muito menos que a média mundial ou mesmo que os demais países emergentes – pior: menos que quase todos os países da América Latina –, petistas diziam que não era possível comparar o crescimento brasileiro com o crescimento dos demais países, que tínhamos que comparar nosso país com ele mesmo, com o que éramos antes e o que fomos depois.

É claro que nunca concordei com isso. Mas se é nisso que eles acreditam, que assim seja na saúde e na doença, não é? Hoje, escutando o Jornal da Globo, quem é que estava lá catequizando seus vassalos? Ele mesmo, Lula. E se sai com esta:

"Mesmo que seja próximo do zero, o Brasil será um dos poucos países do mundo, dos emergentes e dos grandes, que não terá uma recessão como terão os paises ricos.” *

Ah, é, né? Para dizer que nossa crise é só uma marolinha, comparar o Brasil com os outros países póóóódchiii!

E a imprensa para apontar esta incoerência, onde é que está?

* Até por escrito a fala do Lula vem com erro de português. No site está paises sem acento, mas, que me conste, é países com acento – e isso não mudou com o Acordo Ortográfico.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Não pensem que eu vou esquecer

De olho na popularidade recorde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, empresas começaram a comprar cotas de até R$ 2 milhões para patrocinar o longa Lula, O Filho do Brasil, descartando o mecanismo mais comum de financiamento cinematográfico - o de incentivo fiscal.
Essas companhias, que não estão entre as principais financiadoras de cinema no País, são, na maior parte, empresas com negócios que dependem intimamente de decisões do Executivo e que possuem contratos milionários com o governo federal - nos últimos dois anos, já receberam mais de R$ 1 bilhão.
Das sete empresas que já decidiram bancar o filme sobre os primeiros 30 anos da vida de Lula, dirigido por Fábio Barreto, três estão entre as principais construtoras do País: Odebrecht, OAS e Camargo Corrêa, que financia um longa pela primeira vez. A Oi, empresa de telefonia que teve autorização para comprar a Brasil Telecom, também financia o projeto.
Além delas, são patrocinadoras Volkswagen, AmBev e Nestlé, que farão merchandising no filme, baseado no livro homônimo da historiadora Denise Paraná. O bilionário empresário Eike Batista, do grupo EBX, doou R$ 1 milhão.
O filme sobre a vida do presidente será lançado em 2010, ano de eleição presidencial. (…)

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090308/not_imp335328,0.php

Ok, anotado:

AmBev
Nestlé

Oi
Volkswagen

Também não vou esquecer das demais, mas quanto a elas não posso mesmo fazer nada.

domingo, 8 de março de 2009

Cadê eu?

Dois amigos já me puxaram as orelhas porque havia dias eu não postava nada no blog.
Pronto, amigos, já tirei as teias de aranha.

Se não estou por aqui, não se preocupem: estou viva (embora no momento com dois sisos recém extraídos, o que deixa a gente num estado mais morto do que vivo…) e provavelmente gastando minha digitação no Orkut. A última (por lá) é um chatonildo na comunidade do Reinaldo Azevedo, na qual sou mediadora. Deu um baita trabalho explicar que aquela não é uma comunidade contra o Reinaldo, mas de admiradores, e que se ele não se enquadra na descrição da comunidade, ué, que vá procurar uma em que se enquadre. O rapaz parecia não entender, não obstante nossa imensa paciência…

Outra coisa na qual andei me enfronhando é o Twitter. Interessante. Meu perfil é este: http://twitter.com/DanielaBInsone . Pelo que pude ver a aplicação é vastíssima, embora a ferramenta, de tão simples, chegue até a nos assustar – estamos tão acostumados com opções, menus, botões, janelas, pop-ups… quando não achamos nada disso, a gente tem a leve sensação de que não está entendendo o troço direito… Bom, para falar a verdade, ainda me falta descobrir como coloco os posts deste blog lá na minha página, mas isso fica para amanhã.

Embora muito diferente do Orkut, no Twitter também tem espaço para todos os gostos. Para a gente, que gosta dessas coisas de política e noticiários em geral, indico aqui algumas páginas interessantes de serem seguidas (é assim que se diz):

http://twitter.com/bbcbrasil
http://twitter.com/veja
http://twitter.com/abrilcom
http://twitter.com/g1
http://twitter.com/oestadodesp
http://twitter.com/folhadesp
http://twitter.com/reinaldoazevedo
http://twitter.com/diogomainardi
http://twitter.com/MiriamLeitaoCom


Creio que a onda Twitter está chegando ao Brasil com a mesma força com que o Orkut chegou.

Para não dizer que o PSDB também não faz oposição…

O PSDB finalmente resolveu colaborar consigo mesmo (porque afinal ninguém ganha eleição falando bem do concorrente, né?):

FHC: Justiça Eleitoral precisa coibir abusos que já estão em marcha

Incompetência e falta de projetos "afogam" PAC, diz FHC

'Dilma cava oportunidades para aparecer', diz Aníbal

FHC critica MST e diz que governo é 'indulgente' com lei

FHC: Protógenes é 'escutador geral da República'

Oposição

Como muitos amigos e conhecidos, gostei demais dos vídeos que o DEM está veiculando na TV por estes dias:









"Governo Lula
Muita marola,
pouco trabalho."

Isso é para deixar bem claro que DÁ SIM para fazer oposição ao governo de um presidente que tem quase 80% de aprovação. Vejam só o caso em Curitiba: o prefeito do PSDB tem tanto ou até um pouco mais de aprovação do que Lula. Há na Câmara Municipal apenas 5 (cinco!) vereadores de oposição. E todo dia, TODO SANTO DIA, tem matéria nas rádios e movimentação destes míseros cinco vereadores contra a administração municipal.

Eles não têm medo de fazer oposição, mesmo que muitas vezes (ou quase sempre), ela seja injusta, feita por mero palanque político. Por que a oposição ao governo federal deveria se intimidar, ainda mais se erros e omissões podem ser encontrados em pencas?