terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Ainda educação – nunca antes neste país…

… descemos tanto! (E este post tem tudo a ver com o anterior.)

Brasil cai no ranking de educação da Unesco
País está na 76ª posição no índice que mede progressos na conquista de metas.
À frente estão, por exemplo, a Bolívia, o Paraguai e o Equador. O Brasil caiu quatro posições no ranking de educação da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). (…)


http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL198885-5604,00.html

Enquanto isso, tome mais propaganda do PDE e do Prouni na televisão…

Aí vêm os patrulheiros petistas fazer seu trabalho para cima de mim:

"Ah, porque o problema da educação brasileira não está diretamente ligado ao Governo Federal, que vem sim aumentando o investimento em educação, principalemte no ensino técnico e no ensino superior. O problema está na base da educação e os governos estaduais e municipais são falhos neste sentido…"

Pois eu acho é muito engraçado. Quando são benesses, o crédito é do Lula, não é? Quando é pepino, a responsabilidade é dos governos estaduais e municipais, não é?

Se a economia vai bem, o mérito é do Lula (mesmo que ele não tenha feito ABSOLUTAMENTE NADA e apenas tenha mantido as diretrizes da política econômica dos governos FHC). Quando pipocam números ruins, a culpa é da crise econômica… Estes patrulheiros petistas não se envegonham de fazer tanto contorcionismo argumentativo, não?

O pior de tudo é que este degringolamento na educação é responsabilidade do governo federal SIM. A educação brasileira sempre foi capenga, mas vinha melhorando de pouquinho em pouquinho a cada ano, desde antes dos governos FHC. A piora citada pela reportagem deu-se em cidades específicas? Deu-se em estados específicos? Deu-se ao menos numa região específica do país? Não, né? A piora foi generalizada! Por um acaso todos os administradores municipais e estaduais fizeram um conluio macabro para, ao mesmo tempo, todo mundo prejudicar a educação?

E por algum acaso não existem projetos educacionais de caráter nacional, diretrizes educacionais ou planos de metas que são determinadas pelo governo federal, ou a escolha de material didático não recebe orientação de Brasília? Por algum acaso o governo federal repassa verbas e dá de ombros, sem ter o direito e a obrigação de saber o que está sendo feito com elas?

E mais: se houve um aumento generalizado da corrupção e desvio de verbas que deveriam ir para a educação em todo o país, bem, isso não é de se estranhar. O exemplo sempre vem de cima.

Mas eu tenho a convicção de que o principal problema da educação no Brasil não é nem questão de verba ou falta dela. A questão é ideológica. A questão é ensinar a "pensar criticamente" (como "criticamente" leia-se "conforme a cartilha do Tio Marx") , mas não ensinar nada de matemática e língua portuguesa. Canso – canso! – de ver alunos recém saídos do ensino fundamental, e não só de escolas públicas, que não sabem isolar uma variável numa eqüação ou construir uma frase, mas sabem explicar conflito de classes e mais-valia que é uma beleza! Estes alunos entram em universidades por cotas e Prouni (não sem antes serem devidamente selecionados por suas redações engajadas), e depois estarão nas salas de aula, ensinando os outros a fazer o que não sabem que não sabem, ou seja, a pensar criticamente.

Outro coração do entrave da nossa educação, mas que não deixa de ter relação com o que acabei de escrever, está nas pessoas que defendem que todos os professores devem ganhar o mesmo salário (como a Apeoesp, por exemplo), independente de ter produzido mais ou menos. As pessoas que são contra o mérito e a favor de um igualitarismo artificial nivelam a educação por baixo. Cada vez mais por baixo, como aponta o ranking de educação da Unesco.

E tudo isso, sim, tem relação direta com Lula, com o governo federal, com o PT e com a esquerda e seu marxismo escolar.

Gazeta do Povo, outra vez

Ótimo o artigo "Marxismo na escola", publicado na Gazeta do Povo no dia 05/02.

Por Carlos Ramalhete:

Há algum tempo, o jornalista Ali Kamel denunciou um fenômeno que, na verdade, não é nada novo: a doutrinação marxista presente nos livros escolares. Eu mesmo já tive contato com ela, contato suficiente para desistir de dar aulas de História ao perceber que era forçado a ensinar mentiras.

Para passar em um vestibular, o aluno deve ser capaz de encontrar a resposta que mais agradaria a um membro do comitê central do Partido Comunista, e isso não é de hoje. O mesmo acontece com a Geografia, que é um pouco subsidiária da história devido à ênfase na geografia social, e nas outras matérias por conta da famosa “interdisciplinariedade”, nome complicado para o nobre afã de dar uma coerência mínima às coisas díspares que são ensinadas em cada disciplina.

A grita foi grande, falou-se nisso por um tempo, mas tudo continuou e continuará como dantes no quartel de abrantes. A razão é dupla: por um lado, temos uma casta de pedagogos marxistóides erigindo altares a Paulo Freire e suas esquerdopatias no currículo e nas escolas do país. Por outro lado, temos a própria visão de mundo marxista, que vê a doutrinação nas escolas como nobre, bela e verdadeira.

Explico: o marxista acredita que conhece o futuro. Algo assim como a Mãe Dinah, mas arvorando-se em ciência. A História seria, pensa ele, previsível. Haveria uma situação dada de opressão (a “tese”), contra a qual levantar-se-ia uma revolução (a “antítese”). Esta derrubaria aquela, absorvendo-a e fazendo-se “síntese”. Esta síntese, por sua vez, seria a nova “tese”, contra a qual surgiria outra “antítese”, e por aí vai. O resultado é que a História, com “H” maiúsculo, iria andando assim, em passos coordenados de dança de salão, avançando sempre para a esquerda. Afinal, a “antítese” estaria sempre, por definição, mais à esquerda que a “tese”, o que explica a estapafúrdia leitura de um movimento reacionário, monarquista e católico como progressista, anticlerical e revolucionário que se operou na historiografia de algibeira feita em torno de Canudos.

Deste modo, o marxista vê a situação atual e diz que “o PT virou tese, sintetizando-se com o PSDB; a vanguarda do proletariado agora é o PSTU, MST etc., que estão à esquerda do PT”. É o que explica os ataques de muitos marxistas ao governo atual, similares aos ataques feitos ao governo anterior. Antes era o PSDB a tese e o PT a antítese, mas teria havido outro passinho de dança de salão (um, dois e... três), e quem quiser estar na vanguarda deve acompanhar a dança.

A interpretação da história, para um marxista, forçosamente ocorre neste quadro absurdamente reducionista. Em uma história marxista, a era de mil anos de duração que nos legou as universidades, a democracia representativa, a ciência experimental, a sujeição do arbítrio dos governantes, etc., conhecida como Idade Média, consiste em geral em uma ou duas páginas sobre o “modo de produção feudal”, mostrando como a nobreza oprimia os camponeses. Logo em seguida, pula-se para o Renascimento, sem mencionar que foi neste período, não na Idade Média, que ocorreram as famigeradas queimas de bruxas (aliás mais comuns em territórios protestantes). Daí já se salta para – finalmente! – a chegada da antítese: a burguesia que derruba a aristocracia na Revolução Francesa. A Revolução Americana, tão revolucionária quanto a ocorrida dez anos antes, em geral passa quase em branco. Pega mal falar bem dos EUA.

Enquanto os militares corriam atrás de meia-dúzia de garotões mimados brincando de guerrilheiros (os mesmos que hoje ganham indenizações milionárias pagas com nossos impostos), marxistas mais inteligentes procuraram dominar as universidades e, por tabela, o ensino fundamental e médio. Afinal, é no lugar em que se explica a história que se pode fazer mais facilmente uma doutrinação que se pretende baseada em leis que orientariam o próprio curso da História.

Este trabalho foi feito aos poucos. As universidades foram, aos poucos, sendo dominadas. Delas saíram os pedagogos que tomaram o poder no ensino, decretando parâmetros curriculares de cunho marxista. Hoje temos um paradoxo: quanto mais cara e “boa” for a escola, mais marxista será sua pregação. O aluno não terá chance alguma de passar em um vestibular se não estiver com o bestialógico marxista bem na ponta da língua. É por isso que escolas indubitavelmente conservadoras, como o São Bento, no Rio, são flagradas usando material marxista.

Isto não é novidade nenhuma. Só acaba quando o MEC acabar.

Carlos Ramalhete é filósofo e professor
profcarlos@hsjonline.com.br


http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/opiniao/conteudo.phtml?tl=1&id=854436&tit=Marxismo-na-escola

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A popularidade de Lula, por Anônimo de Todo Dia

O amigo Anônimo de Todo Dia escreveu ontem em seu blog uma análise sobre a popularidade de Lula. Não obstante eu não coloque em xeque as pesquisas, como ele faz em seu texto, gostei muito deste trecho:

Pesquisa CNT/SENSUS divulgada hoje crava novo recorde – 84% da população aprova Lula. Com a velocidade que este percentual de aprovação cresce, até o fim do mandato atingirá 100%, e até eu, mesmo sem saber disso, estarei entre os que aprovam Lula.

Ao atingir 100% de aprovação, Lula se juntará a outros dois que já tiveram o mesmo percentual em pesquisas/eleições – Sadam Hussein e Fidel Castro.

Já escrevi aqui que a mídia transformou Lula num ídolo pop/midiático, de forma que sua avaliação descolou completamente de seu “trabalho” à frente do governo. Fazer pesquisa da popularidade de Lula é como fazer pesquisa da popularidade de Patrícia Pilar ou Reinaldo Gianechini. A popularidade estará sempre alta, independentemente do governo e da situação do país. Se estiverem participando de novela, a popularidade será maior. Como Lula está todo dia na mídia, virou um personagem de ficção permanente - o presidente Lula.

Perfeito!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Inimigos involuntários

Como dão mostras as atuais pesquisas de opinião, sabemos que 2010 não vai ser brinquedo. É por isso que me preocupam "dissidências" das hordas direitistas, que muito poderão fazer falta. O PSDB, claro, não colabora em nada para que as baixas na militância pelo Serra não ocorram, como pudemos acompanhar na recente eleição para a presidência do Senado.

Quase sempre os partidários do conservadorismo cultural e do liberalismo econômico me jogam na cara todo tipo de proximidade entre PSDB e PT. A começar com a eleição em Belo Horizonte, que igualmente em mim causa asco: não, esse não é um bom exemplo para a saúde da democracia brasileira. Democracia precisa de situação e oposição republicanas, não de arranjos artificiosos que suprimam o papel de uma e de outra.

Não tiro a razão de ninguém que seja avesso à ideologia socialista, comunista e congêneres, mas discorda do PSDB por seu perfil de esquerda light. Aliás, nem entro no debate com foralulistas que discordam em tudo ou quase tudo do PSDB. O que não concordo é em ficar de braços cruzados ou, pior, justificar voto, votar nulo ou em branco se o PT tem chances de continuar no poder com Dilma Rousseff. Primeiro ajudemos todos a tirar o PT da presidência. Depois a gente começa a fazer oposição ao PSDB. E, por mais "siameses" que PT e PSDB sejam, eu garanto (porque já vimos como foi) que fazer oposição ao PSDB é muito diferente de fazer oposição ao PT: ninguém ficará nos acusando de ser "elite-branca-burguesa-golpista"; ninguém fará cercos censórios à imprensa quando ela fizer críticas ao governo; ninguém fará uso de programas sociais para fins eleitoreiros – como Dona Ruth NÃO fez quando criou o bolsa escola. O máximo que vamos ouvir é que nosso barulho é um "nhe-nhe-nhém". E isso só para quem faz "nhe-nhe-nhém" esquerdopata e sindicalista, o que, creio, não é nosso caso.

Considero que quem não ajudar a tirar o PT da presidência porque não soube escolher e ver diferenças entre Serra e Dilma, depois não tem do que reclamar. Até Diogo Mainardi, em 2006, sugeriu que tampássemos o nariz, mas que votássemos em Alckmin.

Como já afirmei em outros textos, não tenho certeza se aqui no blog ou em posts do Orkut, penso que a oscilação de poder ideal se daria entre PSDB, social-democracia, e DEM, que se recusa a assumir formalmente o liberalismo econômico e o conservadorismo cultural, o que é uma pena. Não culpo simploriamente, entretanto, os partidos. A questão é o aparelhamento ideológico da imprensa, que rapidamente transformaria em vilão qualquer partido ou representante político que tivesse peito para abraçar as duas causas.

Ainda que os que vêem apenas semelhanças entre PSDB e PT estejam certos, a questão é estratégica. É evidente que não se pode estabelecer todas as verdades numa só tacada; não é possível desintoxicar o país da esquerdopatia num só passo. Muito menos, como algaraviam alguns, com uma ação militar – da qual absolutamente DISCORDO –, até porque as Forças Armadas hoje estão tomadas por "melancias" (verdes por fora e vermelhas por dentro).

É preciso ter uma estratégia progressiva para que os políticos de direita tenham espaço no debate democrático. Se entendo que a oscilação de poder e o debate ideais seriam entre PSDB e DEM, isso é um bom motivo para tirar o PT do poder – nem que seja substindo-o, por ora, pelo PSDB. Daí porque votar e militar por Serra deva ser a prioridade de todo direitista (ainda que o DEM lance candidato próprio, apoiaria o PSDB num segundo turno). Porque o PSDB não se comportaria, como não se comportou quando esteve no poder, com a imprensa da mesma forma que o PT se comporta. Porque o modelo de esquerda ao qual o PSDB (sem dúvida) pertence permite que o DEM seja tomado no debate como partícipe liberal economicamente e conservador culturalmente sem ser demonizado, sem ser transformado num vilão. E isso não é a mesma coisa que manter o PT no poder.

O PT, entrincheirado nos sindicatos, imprensa, institutos, igrejas, em toda parte, vai transformar o Brasil numa guerra antes de 2010 e depois, caso Serra seja eleito. Por isso, ainda que eu achasse que o PSDB não é um bom partido, ainda que eu não considerasse FHC o melhor presidente que tivemos desde o fim da ditadura, eu não deixaria de ter e de trabalhar por um lado nessa guerra: contra o PT.

Vídeo bombando

Há dias este vídeo está fazendo sucesso na internet. Não por acaso:

http://www.youtube.com/watch?v=IZGTV6FbBXM

Fiquem com a tradução de Reinaldo Azevedo:

Marlen dá início à entrevista indagando por que escolher Miami para lançar o filme, justamente uma cidade onde vivem tantos cubanos, vítimas do regime. “É uma provocação?” Toro balbucia uma negativa, um tanto apatetado. Marlen pergunta se uma fita exibindo o lado bom de Hitler não ofenderia 15 milhões de judeus e a memória de 6 milhões de vítimas. Assustado, ele diz que não crê que Guevara tenha feito campo de concentração. Pois é. Falta de informação, Toro. Vá estudar! O Porco criou o primeiro campo de trabalhos forçados da América Latina. Ela não deixa a peteca cair: “Estamos falando de assassinatos. Não é igualmente assassino quem mata um, cem, cem mil...” Toro, tadinho, tenta ainda uma saída: comparou Che a um general num campo de guerra...

Marlen lembra as opiniões favoráveis que Toro deu sobre Che e indaga se ela sabia que, à frente da prisão de La Cabaña, o dito revolucionário mandou fuzilar mais de 400 prisioneiros. E o que diz o valente? “Sabia. Muitos dos que foram fuzilados eram terroristas...” Não, atalha Marlen: “Noventa por cento eram presos de consciência. [morreram] Simplesmente por discordar do sistema nascente, por pensar diferente”. E ele: “Ah, não sabia disso”... E assim vai.

No arremate, Marlen lembra uma frase de Che: “A ação mais positiva e forte, independentemente de qualquer ideologia, é um tiro bem dado, no momento certo, em quem merece”. E presenteia o pobre Toro — àquela altura, só um bezerro gritando ‘mamãe’ — com o livro Guevara: Misionero de la Violencia, do historiador cubano e ex-preso político Pedro Corzo.

Dois artigos na Gazeta do Povo

Custa um pouco, é preciso procurar com lupa, mas de vez em quando é possível encontrar gente de lucidez no meio de milhões de brasileiros hipnotizados – consta que 84% dos brasileiros estão nesta situação.

http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/opiniao/conteudo.phtml?tl=1&id=849828&tit=Nunca-na-historia-deste-pais-I

http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/opiniao/conteudo.phtml?tl=1&id=851461&tit=Nunca-antes-na-historia-deste-pais-II

Evidentemente não concordo com tudo o que vai acima. Mas é bom saber que não estamos carregando sozinhos o peso da realidade, enquanto quase todo mundo vive no oba-oba das ilusões.