segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Alckmin secretário de Serra

Alckmin deve ser novo secretário de Desenvolvimento de Serra

Serra e Alckmin estavam afastados desde as eleições municipais em São Paulo, quando Kassab foi reeleito

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, José Serra, deve anunciar ainda nesta segunda-feira, 19, o nome de Geraldo Alckmin para a secretaria de Desenvolvimento. Atualmente, o cargo é ocupado por Alberto Goldman, que também é vice-governador do Estado.

"Essa é uma demonstração da união do PSDB, da liderança do governador Serra e do espírito partidário e de cooperação de Alckmin", destacou o presidente do PSDB paulista, deputado federal Mendes Thame, que está no Palácio dos Bandeirantes para o anúncio oficial. Na opinião de Mendes Thame, é preciso destacar também "o desprendimento de Alckmin", que foi governador do Estado e agora pretende colaborar com o governo Serra para o desenvolvimento do Estado. "Isso mostra que o PSDB vai caminhar junto, todos saem ganhando", emendou o presidente estadual do PSDB.

A Secretaria de Desenvolvimento (SD) é considerada uma área estratégica no governo estadual, sobretudo neste momento de crise financeira global, pois é o órgão responsável pela formulação de medidas que propiciem o desenvolvimento econômico de São Paulo. Uma de suas principais funções é diagnosticar e atuar para melhorar a competitividade dos diversos setores da indústria já instalados no Estado.

Além disso, a secretaria cuida da atualização do quadro regulatório existente e da criação de novos instrumentos de fomento necessários à efetiva promoção do desenvolvimento econômico de São Paulo. A secretaria é responsável também pelo Centro Paula Souza, que administra 151 Escolas Técnicas (Etecs) e 47 Faculdades de Tecnologia (Fatecs) em 127 cidades do Estado de São Paulo. As Etecs atendem 123 mil estudantes, sendo cerca de 30 mil no Ensino Médio e mais de 90 mil no Ensino Técnico, para os setores Industrial, Agropecuário e de Serviços, em 86 habilitações. Nas Fatecs, o número de alunos matriculados nos 39 cursos superiores ultrapassa 28 mil (números referentes ao 2º semestre de 2008.

Serra e Alckmin estavam afastados desde as eleições municipais em São Paulo, no ano passado. O prefeito reeleito Gilberto Kassab e Alckmin dividiram o PSDB no primeiro turno. Enquanto uma parte da legenda ficou com o seu candidato oficial, outra parte, comandada pelo governador José Serra, esteve ao lado do prefeito. Kassab sucedeu Serra na prefeitura e manteve vários tucanos em secretaria municipais.


Carlos Marchi, de O Estado de S.Paulo e Elizabeth Lopes, da Agência Estado
(Com Reuters)

http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac309560,0.htm

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Tomara que isso seja um sinal de entendimento verdadeiro entre os dois. O que até há pouco estávamos acompanhando acontecer nas hostes militantes de um e de outro não era o sinal de um bom futuro para o partido. Vamos ver, agora, as reações, se a postura dos líderes chega em cadeia aos militantes alckmistas.

A jogada de mestre de Serra foi, ao se confirmar a candidatura de Alckmin para o governo do estado em 2010, ter colocado em oposição os interesses do novo secretário e de Aécio, ambos disputando o espaço para ser a segunda maior força dentro do partido. O que, é claro, coloca Serra como candidato a presidente e pode facilitar para que o governador mineiro aceite o cargo de vice para 2010.

Ficando assim aclaradas as posições das peças no tabuleiro, faço aqui um convite a todos aqueles que sofrem com a política brasileira e estão, como eu, contando os dias para o 1º de janeiro de 2011: vamos cada um colaborar com seu trabalho voluntário para, em nome da nossa responsabilidade pelo país que legaremos aos nossos descendentes, fazer de Serra presidente em 2010?

Sim, o convite é quase uma convocação. Creio que nossas Instituições não suportarão mais um mandato petista.

5 comentários:

Dick disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Dick disse...

O fato é que PT nunca mais! Por incrível que pareça, até Aécio seria melhor que o PT da Dilma & Cia.

O Serra tem lá seus defeitos, como, por exemplo, a fama de não gostar de militares, como se todo militar fosse mau. Militares são funcionários públicos. Policiais também, e também não são todos maus. Muito pelo contrário. Precisaríamos de muito mais policiais, militares, e também médicos e professores, por exemplo.

Se o Serra for presidente, pelo menos o Brasil terá alguma chance de viver algo parecido com o primeiro governo FHC, eu espero.

O que importa mesmo, a princípio, é que os brasileiros tenham realmente plena liberdade de expressão, mídia independente e educação de qualidade. Só assim viveremos numa verdadeira democracia.

Paulo Eduardo (negresse@terra.com.br) disse...

A dificuldade, para os contrários, é perceber como não há a menor possibilidade de aglutinação em torno de um projeto usado e sem originalidade. Por favor, mais gelo na minha batida de limão....

soqquadro disse...

Parece que sua campanha para o "bonitinho das gerais" não está dando ibope.....

Claudino disse...

Sabe, Daniela,

Acho que enquanto ficamos aqui embasbacados com as estrepulias tucanas, ornadas pelas fusquinhas alckimistas-aécianas, e nos "encatando" com a bela jogada política do gênio de Serra para neutralizar os dois futriqueiros, eles lá, estão apostando e acelerando fundo em direção ao terceiro mandato para aquele militante da ignorância, que Reinaldo bem caracterizou com o apelido de Apedeuta.

Ou será que a bênção de lula à eleição do Sarney para a presidência do Senado não embute um perigo dessa ordem? Não representaria uma troca com Sarney para este trabalhar para neutralizar o óbice dos senadores a uma PEC com esse teor aprovada pela Câmara?

Com essa gente todo cuidado é pouco.