sábado, 12 de dezembro de 2009

O partido da mentira

O PT mente escrachadamente. Sobre seus "feitos", sobre a herança do governo anterior, sobre pesquisas, sobre ser perseguido pela imprensa… Serra sobe, Dilma não sobe nem desce, e a petralhada vem buzinar: "Serra despenca! Dilma dispara!". O que eles pensam que a gente é? Idiota?

Da pesquisa anterior o Jornal Nacional noticiou somente a alta popularidade do Lula. Sobre os números bons de Serra para a eleição no ano que vem e a possibilidade do candidato tucano ganhar no primeiro turno, nenhuma palavra. E a petralhada reclama, patrulha, faz campanha contra a imprensa, chama-a de tucana, de vendida, de golpista…

A propaganda do partido que foi ao ar na quinta passada foi um desfile de mentiras, uma atrás da outra. Distorções, retórica vazia, demagogia. Além disso, tentou dividir o Brasil entre ricos e pobres (ou entre brancos e negros etc), o que é uma das coisas mais graves e nocivas que pode haver para o país. Deveria ser crime. E fica ainda mais abjeto porque isso está sendo usado como recurso desesperado para ganhar a eleição. É a demonstração clara de que o PT não está preocupado com o país, mas em se manter no poder. Essa é a prioridade deles. Se destruirem o país para conseguirem o que querem, para eles tanto faz.

Sem falar que era para ser um programa partidário, mas o PT o transformou em PROPAGANDA E BAIXARIA ELEITORAL. E isso não pode! É proibido por lei! É que eles pouco se importam de desrespeitar as leis, não é mesmo?

[De toda forma, não conseguiram disfarçar a artificialidade de Dilma, uma candidata de plástico. Quem se dispuser a ler o Augusto Nunes, verá que ela é mesmo uma fraude:

Por aí se vê exatamente o que será a eleição no ano que vem: DESESPERO PETRALHA.Desfile de mentiras.

Cedo ou tarde a população vai perceber que se essa gente mente coisas tão óbvias, mente também em todas as outras, desde sempre. Por hábito.

Lançamento de Máximas de um País Mínimo


sábado, 12/12/09
11 horas
Teatro Eva Herz
Livraria Cultura
Av. Paulista, 2073
São Paulo - SP

Quem for, ganhará adesivos:

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Não misturem minha moral com a deles

Ontem Reinaldo Azevedo escreveu em seu blog um post cujo título é TEXTOS DE FORMAÇÃO: A NOSSA MORAL E A DELES. A leitura é obrigatória:

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/textos-de-formacao-a-nossa-moral-e-a-deles/

Este post ilustra bem com quem estamos lidando. E hoje tive um exemplo disso: clonaram um perfil meu no Orkut. Fizeram um perfil que é uma cópia do meu, com foto e descrição e tudo mais para espalhar alguns links pelas comunidades oposicionistas. Já denunciei e acho que o Orkut já excluiu minha foto do perfil. Deve retirá-lo do ar em breve.

Mas quero deixar uma coisa bem clara: minha moral não é mesmo igual à deles.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

FHC entrevistado por Augusto Nunes

Entrevista completa que Auguto Nunes, da revista Veja, fez com FHC. Para arquivar e spamear:

Parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=K_PhYIs5FLc&feature=player_embedded

Parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=H62RJIU-WYI&feature=player_embedded

Parte 3
http://www.youtube.com/watch?v=wOOle6JDwgg&feature=player_embedded

Parte 4
http://www.youtube.com/watch?v=fl1RQ-BEmZw&feature=player_embedded

Parte 5
http://www.youtube.com/watch?v=MJVwZmcWrQw&feature=player_embedded

Parte 6
http://www.youtube.com/watch?v=8-wpoERIkiM&feature=player_embedded

Parte 7
http://www.youtube.com/watch?v=3ygrVpnfIXk&feature=player_embedded

Parte 8
http://www.youtube.com/watch?v=Yte3dizfYmU&feature=player_embedded

Parte 9
http://www.youtube.com/watch?v=WCXI0dZwp6I&feature=player_embedded

Parte 10
http://www.youtube.com/watch?v=GQWb5foJVME&feature=player_embedded

Parte 11
http://www.youtube.com/watch?v=1tPZJ7PSPhY&feature=player_embedded

Parte 12
http://www.youtube.com/watch?v=my0SEOGBXm0&feature=player_embedded

Parte 13
http://www.youtube.com/watch?v=ikVtaE30kqA&feature=player_embedded

Parte 14
http://www.youtube.com/watch?v=W6xg3FW7fxM&feature=player_embedded

Parte 15
http://www.youtube.com/watch?v=LPEay--Zm50&feature=player_embedded

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Pequeno por fora, grande por dentro

Em formato pocket com capa-dura, chega nesta semana às livrarias Máximas de um país mínimo, Editora Rercord, um apanhado de frases-sínteses de Reinaldo Azevedo.
Quem já é leitor do blog vai aproveitar para mergulhar mais uma vez nas frases, quase aforismos, do blogueiro político mais influente no Brasil.
Quem ainda não é leitor do blog terá um ótimo aperitivo para abrir o apetite pelos textos densos do autor, o que transforma este livro no presente natalino ideal para aquele seu amigo, vizinho, irmão, cunhado etc que até gosta de falar de política, tem boa formação intelectual, mas que ainda não entendeu algumas coisas que você se exaaaaaure de tentar explicar… :D

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Obrigada pela preferência

Mas este blog não precisa de patrulhamento.

Apagão mental

Deu em O Globo
De Miriam Leitão:

Há muitas lições a tirar do apagão. A mais urgente é que energia é um tema que não pode ser entregue à partilha política. O sistema brasileiro foi montado para prevenir um evento como este, ou então, ser capaz de remediar em minutos.

Eram 5h15m de ontem quando chegou à Itaipu a informação do ONS de que podia gerar 100% da energia. O problema durara sete horas e dois minutos.

Vários técnicos e dirigentes de empresas com quem a equipe desta coluna conversou disseram a mesma coisa: o espantoso é demorar tanto para explicar o que houve.

A falta de diagnóstico rápido revela pouca coordenação e descontrole. O que assusta. A explicação oficial — e insuficiente — só chegou às 7h da noite.

Nas crises, fica ainda mais patético ter um ministro tão desligado do tema.

Edison Lobão disse inicialmente que era pane em Itaipu. Não era; foi na linha de transmissão. Disse que em 2001 o sistema não era interligado. Já era, há décadas; depois de 2001 foi reforçado. Disse que o apagão foi causado por problemas meteorológicos. O próprio governo depois negou. No início da noite, Lobão voltou a culpar o mau tempo. Isso é que dá escolher um ministro pela sua interligação com o sistema Sarney.

Ficou claro que há uma lista de tarefas a fazer: o país precisa aperfeiçoar o sistema de isolar o problema para evitar o efeito dominó. O mecanismo existe e deveria ter funcionado, explica Mário Veiga, presidente da PSR. Não funcionou e espalhou o sinistro por 18 estados.

Seja qual for a explicação que perdure, o fato é que no futuro haverá mais eventos climáticos extremos.

Secas como a de 2001 podem ocorrer com mais frequência, seguidas de grandes tempestades. O país depende muito de água nos reservatórios, e tem um sistema interligado. Portanto, está duplamente vulnerável. Precisa de um planejamento energético que leve em conta as mudanças climáticas e que aumente a segurança.

As decisões dos últimos anos tornam o país mais frágil, explica Adriano Pires, porque optou-se por manter o modelo de grandes hidrelétricas, como as do Rio Madeira, que exigirão linhões de transmissão e estarão interligadas ao sistema.

Mário Veiga lembrou que as hidrelétricas do Rio Madeira não terão reservatórios.

Interligar o sistema é um avanço, na opinião de Veiga. O necessário é ter um sistema eficiente que crie o "ilhamento" de eventuais problemas, disse Luiz Pinguelli Rosa. Veiga acha que o evento mostrou duas fragilidades:

— O sistema não conseguiu prevenir o problema e demorou muito a remediar.

Em 2001, houve racionamento. Falta de energia. Agora, houve apagão. São eventos totalmente diferentes.

Um foi crise de abastecimento; o outro, colapso de algumas horas no sistema operacional. Atualmente, há sobra de energia por dois motivos: muita água nos reservatórios por causa das chuvas abundantes; e a crise econômica que reduziu a demanda.

— A demanda estava crescendo a 5% ao ano. Em 2009, ficará estável. A crise anulou um ano de crescimento da demanda — explicou Mário Veiga. Leia mais em O Globo

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Se fosse o contrário

Se o PSDB fosse governo e o PT oposição neste episódio do apagão, estaríamos ouvindo/lendo agora:

Tá vendo? Enquanto o presidente está lá no ar condicionado, as pessoas cuja vida depende de aparelhos estão morrendo!

Militantes petistas

Ótima participação do Danilo Gentili do CQC de segunda-feira:

Apagão de liderança em Brasília

O assunto da noite, que se arrastou pela madrugada, foi o apagão elétrico nacional, ainda sem causa identificada.

Pesa-me lembrar que o pior apagão no Brasil não é o de energia elétrica. O pior apagão é o apagão ético. O apagão moral. E, nestes momentos é preciso constatar, o apagão de lideranças em Brasília.

Um presidente com um mínimo senso de responsabilidade teria dado entrevista ao vivo pelo menos ao Jornal da Globo. Teria chamado a responsabilidade para si, dando pessoalmente satisfações aos brasileiros, ainda que não tivesse respostas técnicas para dar.

Mas e quem esperaria isso de Lula? Quem esperaria isso do presidente que em 7 anos de governo não desceu do palanque um único dia? Tudo o que Lula sabe fazer é campanha. Não tem tempo para governar. Ademais, faz parte do trabalho do Ministério da Propaganda e Teflonação de Lula afastá-lo de toda e qualquer notícia ruim. Os subalternos é que são obrigados a receber os tomates do público, como se não estivessem nos cargos que ocupam por uma escolha política do presidente.

Escrevo isso porque no início da madrugada, na internet, vi mostras daquilo que deveríamos esperar de uma autoridade política. Antenadíssimo pelo Twitter, o governador (carinhosamente "govs" - by Marcelo Tas) José Serra postou o seguinte:

Sobre o apagão em grande parte do país: esta foi a primeira vez na história que todas as máquinas de Itaipu pararam.

Aqui em São Paulo, acionamos um esquema de emergência de todo o sistema de energia do estado, a partir do grupo Cesp/Henri Borden.

As usinas de Jupiá e Ilha Solteira e as 8 geradoras do Tietê trabalham em conjunto com a Cia. de Transmissão de Energia Elétrica Paulista.

A informação é de que a energia começa a voltar em algumas regiões do estado - ABC e Baixada Santista - e em muitos bairros da Capital.

Tb estou usando o twitter p/ monitorar a situação e manter contato. Segundo a PM, não houve distúrbios graves e o 190 funcionou normalmente.

Viva! RT @andregraziano Viva o Twitter! O @joseserra_ fala com a Jovem Pan agora. Respondeu ao nosso chamado. Jovem Pan AM e FM em cadeia.

Para quem não ouviu ou não é de São Paulo, entrevista à Rádio Jovem Pan: http://migre.me/bfio

Serra sabe que o apagão não é responsabilidade sua (o problema foi nacional, né?). E mesmo assim corre deliberar e dar satisfação às pessoas, porque considera que a população deve ser preservada, não importando se a causa do apagão é da competência de A, B ou C.

Não bastasse o exemplo de espírito público, Serra, dando provas de maleabilidade e modernidade, fez tudo isso através da mais atual das ferramentas da internet. Um jornalista da Jovem PAN enviou um twitt público destinado ao governador pedindo contato para uma entrevista ao vivo. Minutos depois Serra estava no ar, conforme se pode ouvir no link acima.

Agindo assim, o governador de São Paulo torna-se referência nos meios virtuais.

Apenas uma coisa me chateou enquanto eu acompanhava os comentários para o govs. Algumas pessoas, aproveitando-se do comportamento transparente e honesto do governador, escreveram textos incutindo-lhe responsabilidade pelo o apagão, fazendo-lhe cobranças absurdas. Não sei se fazem isso por ignorância política ou má-fé. Se for má-fé, é má-fé partidária. Não tem outra explicação.

Leitura obrigatória

Dilma é inocente

SEG, 09/11/09
POR GMFIUZA |

Ela não tem culpa. Está sendo só ela mesma. Passeia de mãos dadas com o padrinho, reclama da imprensa burguesa, fuxica informações do governo anterior. Isto é Dilma Rousseff.

O problema são os outros. A opinião pública brasileira é comprável com meio slogan. Caetano Veloso, querendo criticá-la, sem querer abençoou a fraude. O mal de Dilma, segundo o compositor, é ser apenas uma gestora, sem experiência política.

Haja paciência. A única verdade incontestável no currículo de Dilma Rousseff – fora as que ela mesma cria – é ser uma militante. Venerável Caetano: política é a única coisa que a ministra-chefe da Casa Civil fez até hoje.

Quem lhe disse que Dilma é gestora? Lula? Os jornais? Procure saber você mesmo. Descubra, se puder, uma única experiência de gestão bem-sucedida da suposta dama de ferro.

A auto-intitulada companheira de armas de José Dirceu fez na vida o que dez entre dez políticos da DisneyLula fazem: buscar o poder, grudar nele, abrir espaços para a companheirada na sombra do Estado brasileiro.

Avalie a gestão mais conhecida de Dilma Rousseff, à frente do Ministério das Minas e Energia (na Casa Civil ela só conspira, faz campanha e brinca de mãe do PAC, portanto não conta). Caetano, você ouviu falar que as concessionárias de energia elétrica estão devendo bilhões de reais ao consumidor, por cobranças excessivas na conta de luz?

Pois bem: isso é uma das obras-primas da famosa gestora Dilma Rousseff.

Copiando o populismo tarifário argentino, a candidata de Lula baixou na marra o preço da energia – como sempre, em nome do povo. É o crime perfeito: o povo fica feliz agora, e se dá mal mais tarde, com a falência das empresas do setor, que acabarão sendo socorridas pelo Tesouro – isto é, por todos nós.

Desta vez, as empresas deram um jeitinho, dentro do fantástico modelo criado pela gestora Dilma, de já ir abatendo o prejuízo no caminho. O contribuinte vai se ferrar lá na frente, e o consumidor já vai se ferrando agora. Um lembrete: ambos são a mesma pessoa – você –, vítima da grande gestora.

Alguém tem notícia de que a cobrança exorbitante e ilegal será devolvida às vítimas? Alguém ouviu alguma garantia nesse sentido da ministra mais poderosa do governo?

Ninguém tem, ninguém ouviu. Por uma razão simples: Dilma Rousseff não é uma autoridade de fato, não está administrando (gerindo!) os problemas do Brasil. Está cuidando do seu projeto eleitoral. Fazendo política – que é o que se dispõe a fazer.

Nada disso aparece na pasmaceira que é o debate político brasileiro. Todos os gatos por aqui têm status de lebre. Maluf inventa o “gestor” Celso Pitta, e a manada só grita depois do cofre arrombado. E lá vamos nós de novo, Caetano.

O verdadeiro analfabeto brasileiro é o eleitor.


http://colunas.epoca.globo.com/guilhermefiuza/2009/11/09/dilma-e-inocente/

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Revista Veja

Estou cansada de escutar críticas à Veja. Dizem que é uma revista parcial, que não é isenta.

Em primeiro lugar, precisamos acabar com o mito da isenção. Isso não ec-xiste. Para emitir uma opinião, qualquer pessoa (do jornalista das grandes empresas de comunicação ao vizinho que comenta o futebol, passando pelos sites da internet) faz julgamentos com base nos filtros culturais que recebeu, elaborou e escolheu ao longo da vida. Então é claro que não existe isenção absoluta em nenhum veículo de comunicação. Mas isso não impede que se possa ser criterioso e escolher os que são menos tendenciosos.

Ccomo saber isso? Observando os patrocinadores.

No caso da revista Veja, os assinantes, compradores em banca e os anunciantes. Quanto mais assinantes e vendas em banca tem uma revista, mais independente ela se torna dos anunciantes, que são os que podem tornar as matérias menos isentas, influenciando a escolha dos assuntos e a abordagem sobre eles. Veja é disparado a revista com o maior número de assinantes e vendas em banca no Brasil. Não tenho os números aqui, mas é coisa de mais de cinco vezes o segundo lugar.

De qualquer forma, só o número de assinantes e vendas em banca não sustenta veículo impresso algum. Então precisamos avaliar os anunciantes. Quanto mais plural é o leque dos anunciantes, com setores diferentes da indústria, do comércio e da prestação de serviços, mais independentes serão as matérias, mais liberdade tem a editoria para contratar jornalistas com visões diversificadas e maior é o conjunto de assuntos para pesquisarem.

Por isso, para quem busca isenção, a pior escolha possível são os veículos que recebem anúncios de poucos setores ou tem poucos anunciantes. Pior: de um único anunciante. E tanto pior se ele é o estado. Aí é que com certeza não haverá isenção. Qual é o veículo de comunicação que vai ficar escarafunchando e dificultando a vida de seu principal (ou único) anunciante? E é justamente aí, nas instituições que administram o dinheiro público, onde ocorrem as maiores maracutaias e onde mais há necessidade de investigação jornalística.

É por isso que, de todos os veículos de comunicação no Brasil, o que eu acredito que seja mais isento é a Veja. Tem o maior número de assinantes, a maior venda em banca e o maior leque de anunciantes (inclusive estatais) – anunciantes internacionais, nacionais e locais, tanto da indústria, do comércio como da prestação de serviços. Isso significa maior independência, pois a revista não precisa temer perder um anunciante porque falou mal de um setor ou fez alguma denúncia que poderia prejudicar alguma empresa. Bem diferente de outros veículos que alguns acreditam isentos, como a Carta Capital ou a Caros Amigos.

O exemplo máximo é o jornal Gramma. Aliás, os cubanos têm dado um excelente uso para ele, já que falta papel higiênico em Cuba. E não, não estou fazendo blague, ironia ou sendo mal-educada. É a realidade.

A estratégia da indecisão

da revista Época:

Enquanto a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, se esforça para exibir ao país sua candidatura ao Planalto em 2010, o governador de São Paulo, José Serra, faz o contrário. Na semana passada, numa inauguração no Hospital do Servidor Público Estadual, em São Paulo, Serra falou pouco com dirigentes da instituição, poupou sorrisos e deu apenas um abraço numa possível eleitora. Passou o evento falando ao celular e lendo documentos. Na saída, nada de cumprimentos.

Líder nas pesquisas de intenção de voto, Serra afirma que o PSDB só deverá escolher seu candidato à Presidência da República em março do ano que vem. O governador de Minas, Aécio Neves, que também quer a vaga de candidato, emprega a tática oposta – e cobra uma definição. Em tom impaciente, Aécio declarou na semana passada que esperará até o fim do ano – caso contrário, vai concorrer ao Senado. Serra aguardou dois dias para responder. Numa entrevista, ele perguntou à reporter: “Você sabe se o Ciro Gomes (PSB) vai ser candidato? A Dilma já se declarou candidata? Então, por que essa ansiedade?”. E disse: “Minha impaciência é com fila de elevador, banheiro de avião. Tenho nervos de aço na política”.

Não é só uma questão de temperamento, contudo. ÉPOCA teve acesso a um documento de circulação exclusiva entre Serra e seus auxiliares, em que se podem ler argumentos claros e lógicos a favor do silêncio. “A quem lidera as pesquisas, interessa manter mais ou menos congelada a situação”, diz o texto. “Líder de pesquisa que entra em campo cedo demais passa a receber com muita antecedência toda a carga de campanha negativa e de desgaste.” Com ironia, o documento pergunta: “Causa menos dano se expor e apanhar por oito meses do que por quatro?”. Em outro trecho, o documento diz que, diante da campanha de Dilma, Serra está “em situação dramaticamente assimétrica: tem menos exposição na mídia nacional, menos mobilidade, menos máquina, menos recursos, menos espaço para se defender e contra-atacar do que Lula/Dilma”.

Artigo de FHC

Deus e o mundo já leram, mas tenho que arquivar:

Para onde vamos?,
por Fernando Henrique Cardoso

A enxurrada de decisões governamentais esdrúxulas, frases presidenciais aparentemente sem sentido e muita propaganda talvez levem as pessoas de bom senso a se perguntarem: afinal, para onde vamos? Coloco o advérbio “talvez” porque alguns estão de tal modo inebriados com “o maior espetáculo da terra”, de riqueza fácil que beneficia a poucos, que tenho dúvidas. Parece mais confortável fazer de conta que tudo vai bem e esquecer as transgressões cotidianas, o discricionarismo das decisões, o atropelo, se não da lei, dos bons costumes. Tornou-se habitual dizer que o governo Lula deu continuidade ao que de bom foi feito pelo governo anterior e ainda por cima melhorou muita coisa. Então, por que e para que questionar os pequenos desvios de conduta ou pequenos arranhões na lei?

Só que cada pequena transgressão, cada desvio, vai se acumulando até desfigurar o original. Como dizia o famoso príncipe tresloucado, nesta loucura há método. Método que provavelmente não advenha do nosso Príncipe, apenas vítima, quem sabe, de apoteose verbal. Mas tudo o que o cerca possui um DNA que, mesmo sem conspiração alguma, pode levar o país, devagarinho, quase sem que se perceba, a moldar-se a um estilo de política e a uma forma de relacionamento entre Estado, economia e sociedade, que pouco têm a ver com nossos ideais democráticos.

É possível escolher ao acaso os exemplos de “pequenos assassinatos”. Por que fazer o Congresso engolir, sem tempo para respirar, uma mudança na legislação do petróleo mal explicada, mal ajambrada? Mudança que nem sequer pode ser apresentada como uma bandeira “nacionalista”, pois se o sistema atual, de concessões, fosse “entreguista” deveria ter sido banido, e não foi. Apenas se juntou a ele o sistema de partilha, sujeito a três ou quatro instâncias político-burocráticas para dificultar a vida dos empresários e cevar os facilitadores de negócios na máquina pública. Por que anunciar quem venceu a concorrência para a compra de aviões militares se o processo de seleção não terminou? Por que tanto ruído e tanta ingerência governamental em uma companhia (a Vale) que, se não é totalmente privada, possui capital misto regido pelo estatuto das empresas privadas? Por que antecipar a campanha eleitoral e, sem qualquer pudor, passear pelo Brasil às custas do Tesouro (tirando dinheiro do seu, do meu, do nosso bolso...) exibindo uma candidata claudicante? Por que, na política externa, esquecer-se de que no Irã há forças democráticas, muçulmanas inclusive, que lutam contra Ahmadinejad e fazer mesuras a quem não se preocupa com a paz ou os direitos humanos?

Pouco a pouco, por trás do que podem parecer gestos isolados e nem tão graves assim, o DNA do “autoritarismo popular” vai minando o espírito da democracia constitucional. Essa supõe regras, informação, participação, representação e deliberação consciente. Na contramão disso tudo, vamos regressando a formas políticas do tempo do autoritarismo militar, quando os “projetos de impacto” (alguns dos quais viraram “esqueletos”, quer dizer obras que deixaram penduradas no Tesouro dívidas impagáveis) animavam as empreiteiras e inflavam os corações dos ilusos: “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Em pauta, temos a transnordestina, o trem-bala, a Norte-Sul, a transposição do São Francisco e as centenas de pequenas obras do PAC, que, boas algumas, outras nem tanto, jorram aos borbotões no orçamento e minguam pela falta de competência operacional ou por desvios barrados pelo TCU. Não importa: no alarido da publicidade, é como se o povo já fruísse os benefícios: “Minha casa, minha vida”; biodiesel de mamona, redenção da agricultura familiar; etanol para o mundo e, na voragem de novos slogans, pré-sal para todos.

Diferentemente do que ocorria com o autoritarismo militar, o atual não põe ninguém na cadeia. Mas da própria boca presidencial saem impropérios para matar moralmente empresários, políticos, jornalistas ou quem quer que seja que ouse discordar do estilo “Brasil potência”. Até mesmo a apologia da bomba atômica como instrumento para que cheguemos ao Conselho de Segurança da ONU – contra a letra expressa da Constituição – vez por outra é defendida por altos funcionários, sem que se pergunte à cidadania qual o melhor rumo para o Brasil. Até porque o presidente já declarou que em matéria de objetivos estratégicos (como a compra dos caças) ele resolve sozinho. Pena que tivesse se esquecido de acrescentar “l’État c’est moi”. Mas não esqueceu de dar as razões que o levaram a tal decisão estratégica: viu que havia piratas na Somália e, portanto, precisamos de aviões de caça para defender “nosso pré-sal”. Está bem, tudo muito lógico.

Pode ser grave, mas, dirão os realistas, o tempo passa e o que fica são os resultados. Entre estes, contudo, há alguns preocupantes. Se há lógica nos despautérios, ela é uma só: a do poder sem limites. Poder presidencial com aplausos do povo, como em toda boa situação autoritária, e poder burocrático-corporativo, sem graça alguma para o povo. Este último tem método. Estado e sindicatos, Estado e movimentos sociais estão cada vez mais fundidos nos altos-fornos do Tesouro. Os partidos estão desmoralizados. Foi no “dedaço” que Lula escolheu a candidata do PT à sucessão, como faziam os presidentes mexicanos nos tempos do predomínio do PRI. Devastados os partidos, se Dilma ganhar as eleições, sobrará um subperonismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão. Estes são “estrelas novas”. Surgiram no firmamento, mudaram de trajetória e nossos vorazes mas ingênuos capitalistas recebem deles o abraço da morte. Com uma ajudinha do BNDES, então, tudo fica perfeito: temos a aliança entre o Estado, os sindicatos, os fundos de pensão e os felizardos de grandes empresas que a eles se associam.

Ora dirão (já que falei de estrelas), os fundos de pensão constituem a mola da economia moderna. É certo. Só que os nossos pertencem a funcionários de empresas públicas. Ora, nessas, o PT, que já dominava a representação dos empregados, domina agora a dos empregadores (governo). Com isso, os fundos se tornaram instrumentos de poder político, não propriamente de um partido, mas do segmento sindical-corporativo que o domina. No Brasil, os fundos de pensão não são apenas acionistas – com a liberdade de vender e comprar em bolsas – mas gestores: participam dos blocos de controle ou dos conselhos de empresas privadas ou “privatizadas”. Partidos fracos, sindicatos fortes, fundos de pensão convergindo com os interesses de um partido no governo e para eles atraindo sócios privados privilegiados, eis o bloco sobre o qual o subperonismo lulista se sustentará no futuro, se ganhar as eleições. Comecei com para onde vamos? Termino dizendo que é mais do que tempo de dar um basta ao continuísmo antes que seja tarde.

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2703129.xml&template=3898.dwt&edition=13422&section=1012

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O PT reestatizando o que foi privatizado

Meu amigo Anônimo de Todo Dia, também comentarista do blog do Reinaldo, teceu em seu blog comentários sobre uma matéria da revista Exame desta quinzena que trata das relações da direção da Vale com Lula. As opiniões do meu amigo sobre o artigo são pertinentes e podem ser lidas aqui: http://oqueestamosfazendo.blogspot.com/2009/10/vale-e-do-pt.html

Reproduzo abaixo os trechos da matéria que o Anônimo resumiu em seu post:

"Poucos executivos tiveram mais motivos para se gabar de uma amizade estreita com o presidente Lula do que Roger Agnelli. Ao longo dos últimos anos, principalmente durante o segundo mandato de Lula, os dois alardearam camaradagem inúmeras vezes. Agnelli organizou reuniões para aproximar o empresariado do governo, de quem sempre foi um defensor. A crise mundial, porém, abalou o processo de expansão da Vale - e também os laços de amizade entre o presidente da república e Agnelli. Desde dezembro as broncas de Lula passaram a ser cada vez mais comuns. Nos últimos dois meses, o inconformismo do presidente chegou ao extremo - e ele decidiu tomar para si a prerrogativa de dizer onde, como e quando a Vale deve realizar seus investimentos. Lula declarou numa entrevista que o estado deve ter um papel indutor da economia e contou como persuadiu a Petrobrás a construir refinarias no nordeste. "A Vale entra nessa lógica minha", disse o presidente, num sinal evidente de que rpetende ter sobre a mineradora uma influência cada vez mais parecida com a que tem sobre as estatais. "Eu disse ao Roger que era pra gente ter começado a construir essas siderúrgicas no auge da crise", afirmou o presidente. Lula também se mostrou indignado com a compra que a Vale fez, na China, de 12 navios para o transporte de minério, um negócio de 1,6 bilhão de dólares. "Você vai comprar um pouco mais barato, mas está gerando emprego na China, reclamou Lula". Em sua defesa, a Vale argumenta que tentou fazer as encomendas no Brasil, mas não encontrou estaleiro capaz de atendê-las. Nos bastidores a movimentação do governo era ainda mais intensa. Em julho, o presidente pediu a ministros e auxiliares que estudassem o acordo de acionistas da Vale para tentar substituir Agnelli por alguém mais alinhado com o governo. A esses auxiliares Lula manifestou preferência pelo petista Sergio Rosa. Pelas regras do acordo de acionistas, para demovê-lo do cargo seria preciso conseguir, além do voto do fundo de pensão e do BNDES, o de um terceiro acionista. Nesse contexto, a oferda de 9 bilhões de reais feita em meados de agosto por Eike Batista pela participação da Bradespar na Vale caiu como uma luva para o jogo de nervos travado entre o governo e Agnelli. A amigos, Eike diz que conta com o apoio de Lula e da ministra Dilma. Para resistir a tanta pressão, Agnelli começou a pedir a políticos amigos que intercedessem a seu favor junto a Lula. Paralelamente, nos dias 14 e 15 de agosto, Agnelli e alguns de seus diretores ciceronearam o ministro da comunicação social, Franklin Martins, numa visita a operações e projetos sociais em Carajás. segundo a assessoria de imprensa de Martins, o ministro disse a agnelli que para acabar com o mal-estar bastava a empresa manter o compromisso de fazer, o mais rápido possível, as quatro usinas siderúrgicas prometidas ao presidente."

Matéria completa aqui.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Ainda as laranjas roubadas e o laranjal destruído

O caso (abaixo) é uma amostra do pensamento corrente: o de que os fins justificam os meios. Só isso explica que um ladrão de laranjas esteja preso e os que destruíram um laranjal sejam considerados heróis do movimento social.

A lógica é esta: se não há um fim de cunho coletivo e social que justifique um roubo, então é roubo; se há uma causa por trás do roubo, da morte, da destruição, do terror, do seqüestro, do caixa dois, então não é roubo, é ato de heroísmo.

É por isso que Tarso Genro defende Cesare Battisti. É por isso que Constituições (qualquer uma) são irrelevantes para chavistas.

A pergunta que o Brasil precisa fazer em 2010 é: entre a causa, por mais nobre que seja, e a lei, o que vem primeiro? Ao cabo, é a escolha entre a barbárie e a civilização. Mas há, juro, nos círculos acadêmicos quem não veja muita diferença entre uma coisa e outra.

Roubar laranjas ou destruir laranjais?

Polícia prende dois por furto de laranjas em fazenda invadida; MST nega participação


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A gente defende que se roubem laranjas? É claro que não!
Mas é um absurdo que quem rouba laranjas mereça tratamento mais severo do que quem destrói um laranjal.
É isto: na cabeça de muita gente o crime pelo ideal é inimputável. É a metafísica do mensalão.

Cidade de Zeca Dirceu recebe o dobro de verba de SP

Essa é para arquivar:

Município de 20 mil habitantes administrado por filho do ex-ministro José Dirceu recebeu, proporcionalmente, mais recursos federais do que capital paulista desde 2008. Média também supera a do Rio e de cidades do mesmo porte no Paraná

Eduardo Militão

O município paranaense de 20 mil habitantes administrado pelo filho do ex-ministro José Dirceu (PT) recebeu, proporcionalmente, o dobro de verbas da União do que a maior cidade do país nos últimos dois anos. Mais também do que outras importantes capitais do país, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, e do que municípios vizinhos do mesmo porte.

A cidade de Cruzeiro do Oeste, dirigida pelo prefeito José Carlos Becker de Oliveira e Silva, o Zeca Dirceu (PT), recebeu R$ 11,1 milhões da União entre 2008 e outubro deste ano. A conta exclui as transferências constitucionais obrigatórias, como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e o Fundo da Educação Básica (Fundeb).

Desde o início do ano passado, o governo federal destinou R$ 552,85 por habitante no município do prefeito Zeca Dirceu. Nesse mesmo período, os repasses federais para cada um dos quase 11 milhões de habitantes de São Paulo ficaram em R$ 244,92. A média de Cruzeiro do Oeste também supera a registrada no Rio, que é de R$ 353,83, a de Brasília, R$ 537,85, e a de Belo Horizonte, R$ 524,69. Os dados fazem parte de levantamento feito peloCongresso em Foco no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi).

Denúncia do MPF

Há quatro anos o Ministério Público Federal acusa José Dirceu, Zeca Dirceu e Waldomiro Diniz de usarem a estrutura do Palácio do Planalto para beneficiar prefeituras do noroeste do Paraná e patrocinarem um projeto político.

Dirceu diz que a denúncia é frágil, pois não foi aceita pela Justiça. Zeca nega a interferência do pai e afirma que conta com bons profissionais que aumentam a eficiência administrativa da cidade. Procurada pelo Congresso em Foco, a Presidência da República afirma que não há qualquer favorecimento a Cruzeiro do Oeste nas transferências de dinheiro da União para o município.

Vizinho pródigo

Proporcionalmente, Cruzeiro do Oeste também obtém mais verbas que a capital do Paraná. Curitiba, dirigida pelo oposicionista Beto Richa (PSDB), só recebeu R$ 484,79 por habitante no mesmo período. Entre as seis maiores cidades do estado, o município comandado por Zeca Dirceu só perde em desempenho de verbas recebidas para Maringá e Londrina, também dirigidas por prefeitos da base aliada do governo Lula.

Localizada no noroeste do Paraná, Cruzeiro do Oeste bate todos os municípios de sua região com população semelhante. Altônia, a 100 quilômetros de distância da cidade de Zeca Dirceu, também tem cerca de 20 mil habitantes, mas obteve apenas R$ 2,6 milhões da União do ano passado para cá. Quase um quarto do valor obtido pela cidade de Zeca Dirceu.

Loanda, a 120 quilômetros, conseguiu R$ 1,4 milhão para beneficiar os 19 mil moradores da localidade. Ubiratã ficou com R$ 983 mil para repartir entre os 21 mil habitantes do município situado a 150 quilômetros de Cruzeiro do Oeste.

Asfalto e calçamento

Entre as principais verbas recebidas pela cidade comandada por Zeca estão R$ 3,5 milhões que o Ministério das Cidades destinou no ano passado para obras de urbanização, como asfalto e calçamento. Outros R$ 26 mil foram para planos de habitação de interesse social, como casas populares.

Em 2008 e 2009, o Ministério do Turismo enviou R$ 568 mil para projetos de infra-estrutura turística. Ações para melhorar o saneamento básico receberam R$ 1 milhão do Ministério da Saúde do ano passado para cá. O programa Saúde da Família em Cruzeiro do Oeste foi agraciado com R$ 1,1 milhão desde 2008.

http://congressoemfoco.ig.com.br/cf/noticia.asp?cod_canal=21&cod_publicacao=30033

Gregos do meu coração

Recebi esta por e-mail:

Há uma forma de república (…) na qual o poder supremo não emana da Lei, mas da multidão, cujas reivindicações passam por cima da Lei. Pois nas repúblicas constitucionais, os melhores cidadãos ocupam os primeiros lugares, e não há espaço para demagogos mas onde a Lei não é suprema, os demagogos prosperam. Esse tipo de regime é uma degeneração da república, assim como a tirania é uma degeneração da monarquia. O espírito de ambas as degenerações é o mesmo. Os decretos da multidão se assemelham aos éditos do tirano e o demagogo que corteja o povo corresponde ao cortesão que bajula o ditador. (…) Os demagogos, submetendo as decisões políticas às assembléias populares, fazem que as vontades da multidão fiquem acima da Lei. E como o povo é conduzido pelos demagogos, estes se engrandecem. Se alguém não se conforma e recorre à Justiça, os demagogos dizem: "que o povo decida." E o povo aceita com prazer a incumbência. Desse modo as autoridades constituídas se desmoralizam. Essas democracias, na verdade, não têm Constituição pois onde a Lei não tem autoridade, não há Constituição. (Aristóteles, Política, livro IV, 4).


Beijomeligaaristóteles!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Prêmios

Duas votações que considero bem importantes:

1.
http://www.premiocongressoemfoco.com.br

Para deputado é que a coisa tá meio difícil – mas peloamordedeus não vão me deixar o Gustavo Fruet, o Arthur Virgílio, o Álvaro Dias e o Demóstenes Torres de fora!


2.
http://info.abril.com.br/pesquisa/premioinfo2009.shl

É o Prêmio Info 2009. Metade das categorias eu nem soube escolher (não precisa responder tudo), mas a surpresa é que na categoria tuiteiro concorrem @marcelotas, @cardoso e… @joseserra_!
Tas é muito bacana, Cardoso pode ser especialista em informática, mas vão me perdoar: a surpresa do ano no Twitter é o governador Serra!

Parece que precisa de código do assinante para votar. Eu usei o da Veja e deu certo.

People, são duas votações bastante reconhecidas, vale a pena ir votar e não custa nada!

sábado, 3 de outubro de 2009

A escalada da corrupção

Segundo o site Transparência Internacional, o Brasil de 2008 é ainda mais corrupto do que o de 2007. A lista vai do menos corrupto para o mais corrupto.
Acompanhe a posição do Brasil de 1998 à 2008:

1998 –> 46º lugar
1999 –> 45º lugar
2000 –> 49º lugar
2001 –> 46º lugar
2002 –> 45º lugar
2003 –> 54º lugar
2004 –> 59º lugar
2005 –> 62º lugar
2006 –> 70º lugar
2007 –> 72º lugar
2008 –> 80º lugar

Ir do 45º ao 80º lugar na lista dos países menos corruptos do mundo é mais uma das coisas nunca antes vistas nestepaíz.

(Dica do Filipe Garcia)

Rio 2016

Perguntam se sou a favor.
Nem respondo.
Esta matéria e um comentário respondem por mim:

Comemoração vira boca-livre e balada em hotel em Copenhague
(…)
A comemoração teve bebida e comida liberada. Além de vinho, os convidados bebiam cerveja e piña colada.
(…)
A comemoração terminou em clima de baile funk e quase em briga. Um convidado queria entrar numa área restrita e foi contido por seguranças.

Eu só quero saber quem é que paga a conta.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O que é que foi que eu escrevi aqui três posts abaixo?

Saiba os cuidados que blogueiros devem ter na hora de fazer campanha na rede

Por Guilherme Felitti, do IDG Now!


Ainda que a reforma eleitoral dê liberdade para blogs, fóruns e redes sociais, os internautas precisam seguir algumas recomendações durante eleições.


A pressão popular diante da votação das emendas referentes ao uso da internet na reforma eleitoral forçou o senador e relator do Projeto de Lei 141 de 2009, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), a mudar o texto do artigo que estipulava restrições ao uso da web durante as eleições.

Para ser aprovado no Senado, o texto final do antes polêmico artigo 57-D foi condensado em seis linhas que garantem a liberdade de manifestação de pensamento por sites, serviços, blogs e redes sociais, com eventuais problemas por utilização indevida sendo apreciados conforme a Constituição federal.

A pressão popular diante da votação das emendas referentes ao uso da internet na reforma eleitoral forçou o senador e relator do Projeto de Lei 141 de 2009, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), a mudar o texto do artigo que estipulava restrições ao uso da web durante as eleições.

Para ser aprovado no Senado, o texto final do antes polêmico artigo 57-D foi condensado em seis linhas que garantem a liberdade de manifestação de pensamento por sites, serviços, blogs e redes sociais, com eventuais problemas por utilização indevida sendo apreciados conforme a Constituição federal.

Isso quer dizer que você está totalmente livre de problemas legais quando manifestar apoio a seu candidato ou criticar outros postulantes a cargos públicos em blogs, redes sociais e fóruns? Longe disto.

O IDG Now! compilou dúvidas e possíveis distorções referentes às duas principais restrições presentes no texto final da reforma eleitoral - o anonimato e o direito de resposta. Essas informações podem ajudar blogueiros a evitar problemas durante o pleito de 2010.

Anonimato
O intuito da proibição ao anonimato nas eleições tem fundo nobre, como lembraram por seguidas vezes senadores presentes na plenária que aprovou a reforma eleitoral: trata-se de uma maneira para coibir ataques e ofensas feitas contra candidatos por quem se esconde atrás do anonimato.

Há, no entanto, um problema quanto à definição vaga de anonimato no texto, argumenta o pesquisador e professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul, Marcelo Träsel.

"O problema é que esse parágrafo não define o que é anonimato", afirma. Ele argumenta que até mesmo aqueles que blogam usando apelidos (ainda que suas identidades sejam amplamente conhecidas) podem ser classificados como anônimos em uma possível interpretação jurídica.

Outra possibilidade aventada pelo pesquisador é um comentário feito no nome (real) de outra pessoa. Ainda que se use nome e sobrenome, "ninguém garante que seja a mesma (pessoa) que está falando. Isso não é mais crime eleitoral, mas de falsidade eleitoral", diz.

Ambas as possibilidade deve ser levadas em consideração pelos mais prevenidos. "Se fosse dar uma sugestão a um blogueiro, diria para assinar comentários com o próprio nome e moderar os que forem anônimos", explica. O conselho vale também para quem opera um fórum online ou comunidades em rede social destinados ao debate político.

Em um cenário menos extremo, Träsel pondera a possibilidade de contatar o candidato criticado por leitor anônimo para que haja uma resposta oficial logo que o comentário for ao ar, o que impediria a interpretação de difamação por parte do respectivo político.

Nem a lei, no entanto, pode impedir que blogs difamatórios sejam criados em serviços hospedados fora do Brasil ou com empresas sem operação no Brasil. Situações como essas que praticamente inviabilizariam a quebra de sigilo exigida pela Justiça para se chegar aos culpados e aplicar a punição prevista pela Constituição.

O cuidado, obviamente, se traduz em um esforço maior por parte daqueles que cuidam de blogs, comunidades em redes sociais e fóruns. "No final das contas, o blogueiro fica responsável pelo que está no site", sintetiza. O esforço, porém, é inimigo também da Justiça. "Quem vai fiscalizar isso?, questiona Träsel.

Direito de resposta
A questão levantada pelo pesquisador ecoa opinião do professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), Massimo di Felice, ao comentar as dúvidas envolvidas na segunda restrição a blogueiros prevista no texto final da reforma eleitoral: o direito de resposta.

Ao prever que um blogueiro deve abrir seu blog à resposta de um candidato supostamente ofendido, usando o mesmo destaque e com o dobro de tempo de exposição do conteúdo original, a reforma eleitoral emula na internet restrições que fazem sentido em mídias analógicas - rádio e TV, por exemplo- , como espaço reduzido para programação.

Para que a lei se tornasse aplicável, Felice seria necessário rastrear toda a rede. "Quero ver quem vai ficar monitorando todo site e blog para ver se há ataques a um candidato. Na TV era fácil, são sete ou oito canais. Agora, é objetivamente inaplicável. Trata-se de uma lei cômica, coisa absolutamente hilária”, afirmou ele ao IDG Now!.

Para o blogueiro, na prática a distorção pode guiar os usuários mais precavidos a consultar advogados antes da publicação de conteúdos potencialmente ofensivos em uma plataforma de relativa relevância, para que não haja exploração indevida do artigo 58.

A impossibilidade de aplicação da lei tal como formulada, diz Felice, mostra como, por mais que na teoria haja perigos para blogueiros, a tendência na prática é haver sua aplicação em "casos muito extremos, com uma difamação muito grande", algo que deve ser punido a título de exemplo para os outros, afirma Träsel. Ainda assim, um pouco de cuidado não faz mal a ninguém.


http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/09/18/sabai-os-cuidados-que-blogueiros-devem-ter-na-hora-de-fazer-campanha-na-rede/

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Almoço de tucanos

Não era comida de passarinho. Mas a barulheira foi bem parecida com a de um passaredo, dadas as mais de 5.000 pessoas presentes ao almoço que o PSDB promoveu sábado passado em Curitiba. Twittei ao vivo detalhes sobre o evento, para quem me acompanha por lá (soube depois que o que eu escrevia era lido pelo ex-governador Geraldo Alckmin – mas eu ainda não estou distribuindo autógrafo, tá people?). Tem fotos e tudo, uma postada no dia, outra postada domingo à noite.

Este post, no entanto, é para dar destaque a um material que estava sendo distribuído pela JPSDB. Uma iniciativa bacanérrima, engajada e visionária. Confiram:

Para elogiar, escreva para jpsdbcuritiba@gmail.com.

Texto completo:


VOCÊ PODE MULTIPLICAR AS IDÉIAS DO BETO RICHA POR TODO O PARANÁ. BASTA UM CLICK!

As redes sociais já unem milhões
de pessoas em todo o mundo.

Agora também
vão ajudar a levar
as boas idéias do
BETO RICHA para todo
o Paraná. Para isso,
basta você clicar e
multiplicar o seu apoio.


CONVIDE SEUS AMIGOS A FAZER PARTE DE UM FUTURO MELHOR.
Veja onde o Beto está na internet e como você pode acompanhá-lo.
www.betoricha.com.br
www.twitter.com/BetoRicha
www.youtube.com/soubetoricha
www.fl ickr.com/betoricha
www.orkut.com/Main#Community.aspx?cmm=2896405
WWW.BETORICHA.COM.BR
O portal de internet do Beto Richa já está no ar. Moderno, efi ciente e ágil, é a porta de entrada para você se conectar aos projetos do Beto e fazer parte da rede de amigos do Beto.

O BETO ESTÁ NO TWITTER
Você pode seguir o Beto Richa no microblog que virou mania mundial e já tem 5 milhões de
usuários no Brasil. Basta acessar www.twitter.com/betoricha para se tornar um dos seguidores do Beto e saber o que ele está fazendo, acompanhar sua agenda, mandar e receber mensagens diretas. Já são mais de 3,5 mil pessoas que estão seguindo o Beto no Twitter. Com você e seus amigos, vamos multiplicar esse número em uma escala capaz de colocar o Beto em todos os computadores do Paraná.

ORKUT
No Orkut, várias comunidades já comentam as ações do Beto. O site mais acessado pelos brasileiros na internet pode ser uma grande ferramenta para você levar a mensagem do Beto Richa para milhares de pessoas. O Beto tem uma comunidade ofi cial – BETO RICHA – você não precisa criar outra na sua cidade ou região. O mais importante é participar das comunidades que já existem, que você tem afi nidade, e falar do Beto. Apresentar as idéias do Beto e as obras em Curitiba.

No endereço www.betoricha.com.br você encontra as últimas notícias sobre o Beto, as obras e projetos que ele está realizando na Prefeitura de Curitiba e que podem ser transformadas em soluções para outras cidades. O site do Beto é uma plataforma que tem muito mais coisa: O YoutuBeto – com vídeos do Beto Richa. A Rádio Beto, com entrevistas, sonoras e gravações das participações do Beto Richa em vários programas de rádio e mensagens do Beto . Tem um cantinho só de fotografi as: o “AMIGOS DO BETO”, com fotos do Beto junto com novos amigos de várias regiões do Paraná.

7 COISAS QUE VOCÊ PODE FAZER
Agora que você já sabe como acompanhar o Beto na internet, veja como você pode ajudar.

1. Conecte-se
Participe ativamente das comunidades que formam a rede social na internet. Orkut, fóruns, chats com assuntos positivos e relevantes para o Paraná ou para a sua região.

2. Cultive sua rede
Sua rede de contatos pode trazer mais apoio para construir o futuro melhor que todos queremos. Puxe da memória o amigo do colégio. Mantenha o contato com as pessoas que você já trabalhou ou trabalha. Pessoas que torcem para o mesmo time. Que praticam o mesmo esporte que você.

3. Evite comunidades “Eu Odeio”
Lembre-se. Você está participando de um processo inovador. Não vamos entrar em confl ito com pontos de vista contrários aos nossos. Participe de comunidades do “bem”.

4. Mantenha a classe
Quando você participar de fóruns, debates e outras discussões, evite os conflitos. Deixe as opiniões polêmicas e exaltações de ódio fora da sua rede.

5. Atualize-se
A atualidade faz a oportunidade. Não deixe seu perfi l abandonado na rede nem abandone as comunidades que você tem afinidade. O ritmo tem que ser o mesmo da internet. Rápida, constante e evoluindo sempre.

6. Não peça votos. Defenda Idéias.
Pega muito mal entrar em contato somente para pedir votos. Defenda idéias e projetos e peça para que as pessoas participem. Deixe a iniciativa a critério delas. Você verá que com as suas recomendações e depoimentos, em pouco tempo o Beto terá muito mais seguidores e pessoas interessadas em participar da construção de um futuro melhor.

7. Converse com os demais multiplicadores
Através do soubeto@googlegroups.com você pode conversar com gente que está fazendo a mesma coisa que você em outra região do Paraná e trocar idéias e experiências. Você vai receber o convite para o grupo pelo e-mail que deixou aqui. Além disso receberá missões para ajudar o Beto.