segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Para começar mal a semana

Conferindo meus e-mails, me deparo com esta notícia:

PT empurra responsabilidade pela crise para oposição
De olho na sucessão presidencial em 2010, o PT já prepara o discurso eleitoral para neutralizar eventuais impactos da crise financeira sobre uma candidatura petista. A estratégia é empurrar para os principais adversários nas próximas eleições, o PSDB e o DEM, a responsabilidade por dificuldades econômicas que venham a surgir nos próximos dois anos.
http://br.noticias.yahoo.com/s/08122008/25/politica-pt-empurra-responsabilidade-pela-crise.html


O PT não tem mesmo nenhum pudor de rachar o país para formular um discurso que convença os incautos a os manter no poder!

A cada vez que o PT faz uma dessas, mais distante fica qualquer possibilidade de conciliação entre petistas e anti-petistas. Às vezes parece-me que esta radicalização nem é um efeito colateral, mas um objetivo que eles propositadamente ambicionam: acirrar as disputas internas, rachando o país, para, aproveitando-se da falta de educação da população, apontar, isolar e esmagar seus inimigos, e assim manterem-se no poder.

É verdade que a política, por dentro, não é bonita ou muito digerível. Mas não, não é verdade que posicionamentos como este do PT sejam naturais na política. O PSDB não é assim, a política não é assim. É o PT que não tem limites, é o PT que rebaixa a política, que rebaixa as instituções, que faz pouco da democracia. É o PT que, para usar uma metáfora, diz que prefere ver a esposa morta a separar-se dela.

Infelizmente o PSDB não tem sabido aproveitar a (saudável e democrática) indignação que o PT causa a nós e a muitos outros para formar a militância de que tanto precisam, ao invés de carregar nas costas, sozinho, toda a coerência e a responsabilidade pelo país que o PT não tem.

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