terça-feira, 18 de novembro de 2008

Reconhecimento

Com quase três semanas de atraso escrevo a respeito de algumas observações que fiz sobre a edição 2085 da Veja, do dia 01/11/2008. Na capa, uma reportagem ácida sobre a indústria farmacêutica, sabidamente um dos segmentos mais poderosos do mercado.

Logo nas páginas amarelas, uma excelente entrevista de Demétrio Magnoli, que não economiza adjetivação negativa ao governo federal e ao pensamento esquerdista bolorento. Como aperitivo, faço duas citações:

"O PT no poder revelou a esquerda que faz o mensalão, persegue o caseiro, tenta controlar os meios estatais para os seus próprios fins e confunde estado com governo e partido."

"O que espantou muita gente foi o estilo PT de corromper – e que, claro, tem a ver co a sua visão de mundo. O partido apresentou um modelo centralizado de praticar a corrupção. Ao contrário da prática tradicional, feita em nome de interesses localizados, o PT deliberou e organizou a corrupção a partir da sua cúpula."

Algumas páginas à frente, o artigo do Reinaldão: "O muro caiu, mas a amoralidade da esquerda sobrevive", com as sempre precisas e merecidas cacetadas no PT e no esquerdismo.

Não bastasse, logo depois do Diogo, a reportagem "Deu no New York Times", sobre o caso do jornalista americano Larry Rohter, quase expulso do Brasil porque falou algumas verdades sobre Lula. Segundo a reportagem, consta que quando Lula soube que expulsá-lo era inconstitucional, teria batido na mesa e berrado, exaltado, "Que se f*** a Constituição! Quero que ele vá embora!". Não sou eu quem está dizendo, não. Está lá na reportagem, é só conferir nos links – ABERTOS – ao final deste post.

Por prudência diante de possíveis dias mais magros a partir de janeiro do ano que vem, cogitando medidas parcimoniosas, pensei em cancelar a assinatura da Veja. Mas como posso deixar de assinar uma revista que, às vésperas de uma crise que dizem apocalíptica, peita um dos mais fortes setores da iniciativa privada e o governo federal numa mesma edição, com tamanha coragem, ousadia, profissionalismo e independência? Não dá, não. Digam aos editores que a revista fica.

Quem quiser conferir as reportagens:

Remédios: sustos difíceis de engolir
http://veja.abril.com.br/051108/p_088.shtml

Entrevista com Demétrio Magnoli
http://veja.abril.com.br/051108/entrevista.shtml

Artigo de Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/051108/p_078.shtml

Deu no New York Times, de Larry Rohter
http://veja.abril.com.br/051108/p_132.shtml

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