domingo, 3 de agosto de 2008

A importância de escolher um bom vereador

Não é só com a escolha do nosso representante no executivo que devemos nos preocupar. A escolha de bons representantes na Câmara de Vereadores é igualmente importante, porque são os vereadores quem vão ou não dar apoio e sustentação às iniciativas do prefeito. Por isso é importante nos preocuparmos também em eleger pessoas que irão permitir que os projetos do prefeito sejam executados, e que estejam também sempre focados em fazer o que é certo e ético, além, é claro, de terem competência técnica e conhecimento sobre os assuntos da nossa cidade.

A eleição do legislativo, proporcional, é diferente do executivo, majoritária. Explico.

Nas cidades com mais de 100.000 habitantes, uma pessoa é eleita para o cargo executivo se tiver 50% + 1 voto dos votos válidos, em primeiro ou segundo turno.

Para os cargos legislativos, entretanto, a coisa é mais complicada. Antes de mais nada, é feito o cálculo do quociente eleitoral (QE), que é o número total de votos válidos dividido pelo número de cargos disponíveis. O QE é o número mínimo de votos que um partido (ou coligação) precisa obter para eleger pelo menos um candidato. Em Curitiba, estima-se que são necessários entre 8.000 e 10.000 votos para eleger um vereador. E isso não é nada fácil de fazer.

Depois é feito o cálculo do quociente partidário (QP), que é o número de votos que o partido recebeu (considerando os votos na legenda e os votos que todos os vereadores deste partido/coligação receberam) dividido pelo QE. Se o resultado for 14, por exemplo, isso significa que este partido elegeu 14 vereadores.

Complicou? Complica ainda mais para fazer o cálculo completo, mas estou fazendo uma explicação bem simplificada, por isso não vou entrar em detalhes do preenchimento de todas as vagas. Quem quiser se aprofundar procure, no Código Eleitoral, o Capítulo IV – Da Representação Proporcional, artigos 105 a 113.

Mas é importante saber que, se o QP de um partido é 14, por exemplo, os primeiros 14 candidatos a vereador mais votados do partido (ou da coligação), conseguirão se eleger.

Este método é um tanto ruim, democraticamente falando, porque nós sempre poderemos saber em quem votamos, mas nunca ficamos sabendo de fato quem elegemos.

Ainda assim – e talvez por isso mesmo – é necessário que saibamos escolher bem em quem vamos votar, porque, ao querer eleger uma determinada pessoa, poderemos estar ajudando a eleger outra.

Preocupada com isso, hoje estive investigando melhor (conhecendo pessoalmente e fazendo perguntas, inclusive) a pessoa em quem vou votar. Fica aqui minha dica, se você está, como eu, preocupado em acertar:

Omar Sabbag Filho

número 45080

Se você quiser conhecer melhor:

www.omarsabbagfilho45080.can.br

Há no site muitos bons motivos para votar nele, mas os que não estão lá e que me ajudaram a decidir são seus laços de amizade com o deputado Gustavo Fruet e com a "ala" do PSDB que eu considero positiva e intelectual, além de seu respeito pelos valores da família.

Um comentário:

Tarás Antônio disse...

Por que quero ser Vereador em Curitiba?
A política é uma arte, uma ciência muito mais ampla do que se possa imaginar. Fazemos política desde o seio da família ampliando essa prática social a todas as atividades humanas. Na Grécia antiga, Aristóteles já afirmava que “o homem é um animal político”.
Os dicionários definem política “como o conjunto de normas seguidas por cada um, na sua família, nos seus negócios e na sua maneira geral de lidar com os outros”.
No regime democrático, o Poder Legislativo tem destacada importância. Através dele, são assegurados todos os direitos e deveres das pessoas.
Sabemos que a Democracia não é um sistema perfeito, mas de todos já testados ao longo da História, mostrou-se o melhor, pois é aquele que proporciona garantias sólidas aos direitos dos cidadãos.
Desde a minha infância participo da vida política de nossa cidade. Primeiro acompanhando meu pai Omar Sabbag que foi Prefeito em 1967, e depois como diretor do Departamento de Obras e Secretário de Obras do Prefeito Maurício Fruet. Mais recentemente, tive a oportunidade de integrar o corpo administrativo do Prefeito Beto Richa.
Mesmo servindo ao Município, sempre mantive minha principal atividade de Pesquisador e Professor do Curso de Engenharia Civil da UFPR. Essa vivência com alunos, funcionários do Município, e cidadãos curitibanos amadureceu em mim o desejo de pleitear o cargo de Vereador. Vereador, aliás, vem da palavra “vereda” – àquele que mostra o rumo, a direção. Foi o que sempre procurei fazer como professor universitário e como servidor público.
Hoje, mais maduro e experiente, sustento este desejo de contribuir com a Cidade na Câmara de Vereadores com base em cinco grandes tópicos:
1) O fato de eu ser curitibano e minha história familiar ser eminentemente daqui. Tenho amor a esta Cidade e penso que posso retribuir um pouco, tudo que Curitiba já me ofereceu.
2) A vocação. Tenho uma forte energia interior e fé na função social do indivíduo e no espírito público.

3) O Cidadão. É para ele que inicio esta caminhada. O combate a omissão, o incentivo a ação participativa e a busca por uma atitude democrática, tão esquecida em nosso país. O combate ao populismo, aprofundando os debates e me envolvendo com a ação política, ao contrário de muitas pessoas que só sabem criticar ou pior, omitem-se. Não quero ser representante de um bairro da cidade apenas, sou representante do cidadão. Conheço bem a realidade dos trabalhadores, dos estudantes, dos funcionários públicos e dos empresários e empreendedores.
4) Amadurecimento profissional. Hoje me sinto preparado para a função. Sou engenheiro urbano, com conhecimento em obras públicas, saneamento ambiental, orçamento e gestão. Conheço o governo, o setor privado e a universidade, participando ativamente desses setores.
5) Visão de futuro. Acompanho o crescimento da Cidade de Curitiba desde pequeno quando acompanhava meu pai nas obras da Prefeitura. Tenho plena consciência de que a Cidade melhorou muito nesses anos todos, mas sei também que há muito por fazer. Quero, assim como todo curitibano uma cidade mais justa, mais moderna e mais segura; onde todo curitibano tenha acesso aos serviços públicos e possa viver numa cidade com igualdade social.

Há que se pensar em uma Curitiba integrada, que busca a cooperação e elimina conflitos de competências entre os diferentes níveis da administração pública com uma visão solidária e firme de quem tem na nossa cidade, a nossa casa.

Omar Sabbag Filho