sexta-feira, 18 de abril de 2008

Um pouco de Arnaldo Jabor

Na quarta-feira, Jabor fez para a rádio CBN o que eu considero ser uma de suas melhores crônicas. Ele toma como exemplo o caso das ONG's e expande o raciocínio, chegando a uma análise e uma conclusão inexoráveis:

Nossa idéia de democracia é um mal-entendido
http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/wma/wma_e.asp?audio=2008%2Fcolunas%2Fjabor%5F080416%2Ewma&OAS%5Fsitepage=sgr%2Fsgr%2Fradioclick%2Fradiosam%2Fcbn%2Farnaldojabor1

Hoje também somos brindados por outra excelente crônica, também para a CBN:

Estamos vivendo em pleno Abril Vermelho
http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/wma/wma_e.asp?audio=2008%2Fcolunas%2Fjabor%5F080417%2Ewma&OAS%5Fsitepage=sgr%2Fsgr%2Fradioclick%2Fradiosam%2Fcbn%2Farnaldojabor1

Neste comentário, eu só discordo de que a esquerda, para o governo Lula, seja apenas este "brinco" inofensivo, que não oferece perigo algum. Se juntarmos os pontinhos aparentemente isolados que só são visíveis para quem está muito atento (como o marxismo jornalístico, universitário e até escolar, o aparelhamento e uso do estado como mero instrumento de quem está no governo, sindicatos e ong's funcionando com garantia de receitas sem obrigação de prestação de contas, movimentos sociais que usam parcelas da população como massa de manobra, dependência estatal - 25% da população depende do bolsa família -, a vociferação contra a imprensa, o Legislativo e Judiciário, além da imensa popularidade do atual presidente), o desenho final se torna bastante assustador. E este desenho demonstra que o "esquerdismo", do qual falou Jabor, não ocupa, não, só o lugar do "brinco": é o coroamento e o que dá sentido a todo o resto.
Se a oposição conseguir eleger o presidente em 2010, estas coisas precisam ser obstinadamente revertidas, sob pena de em 2014 Lula voltar à presidência para dar continuidade na construção "do desenho". Que em 2010 o presidente eleito seja alguém com liberdade e determinação para desmontar e inviabilizar de forma definitiva o caminho que as coisas estão tomando, custe o que custar.

E, para terminar, do Jornal da Globo de hoje:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM817122-7823-ARNALDO+JABOR+FALA+SOBRE+INVASAO+DE+CARAJAS+E+A+QUESTAO+INDIGENA,00.html


País dividido

O MST cumpriu a ameaça anunciada. Ocupou a ferrovia de Carajás, atacando a Vale, uma das maiores mineradora do mundo e que devia ser o orgulho do governo, que não fez nada.
No mesmo dia Lula estranhou as declarações do general Augusto Heleno, comandante geral da Amazônia, porque ele disse que a política indigenista no país é arcaica e caótica.
O presidente irritado chamou o ministro da Defesa e do Exército para explicações. Mas o general apenas clamou por uma reunião com os órgãos responsáveis pelos índios para reformar uma política que não dá certo.
Hoje, o sociólogo Demétrio Magnoli escreveu um artigo profundo falando desse arcaísmo. Ele pergunta: - "Existem nações indígenas distintas da nação brasileira? Nações não existem como rios e montanhas, mas são inventadas na esfera da política".
Há uma loucura rancorosa no país, dividindo-nos em várias nações, índias, negras, menos a brasileira. E isto favorece ONGs picaretas internacionais e daqui lucram com essa divisão para captar dinheiro e controle.
E quanto ao general Heleno, ele sabe do que fala, pois está na floresta e não na burocracia de Brasília. O que foi? Quebra de hierarquia? Esta quebra se dá quando o MST desafia o governo e a lei e ninguém faz nada, porque Lula precisa agradar aliados populistas e comunas de má fé.

Um comentário:

mineirinhomesmo disse...

Foi a melhor matéria que li a esse respeito, muito obrigado por pensar dessa maneira.