sexta-feira, 25 de abril de 2008

Porque bandidagem pouca é bobagem

No Brasil, a bandidagem é tanta que a polícia atira no que viu e acerta no que viu e no que não viu:

Atrás de prostituição, PF acha desvios no BNDES

http://vejaonline.abril.com.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=1&textCode=140152&date=currentDate

Estrelando: Ricardo Tosto.

Adivinhem?
Segundo Reinaldo Azevedo, Tosto já foi advogado de grandes estrelas da política brasileira, como Paulo Maluf e José Dirceu.

FHC na lista dos 100 maiores intelectuais

Da BBC Brasil:

O sociólogo e ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi selecionado como um dos 100 intelectuais públicos mais importantes da atualidade, em uma lista divulgada nesta quinta-feira pela revista americana Prospect.

A lista é ponto de partida para uma votação em que o público poderá selecionar os cinco nomes que consideram os mais importantes. Com base nos resultados, a revista criará um ranking dos principais intelectuais por ordem de importância.

Segundo a publicação, a escolha dos candidatos foi feita com base em "critérios simples": os intelectuais tinham que estar vivos e ativos na vida pública. Além disso, deveriam demonstrar excelência na sua área de atuação e habilidade em influenciar debates internacionais.

FHC foi o único brasileiro escolhido pela Prospect para integrar a lista dos candidatos. A relação inclui ainda nomes como o lingüista Noam Chomsky, o Papa Bento 16, o semiólogo italiano Umberto Eco, o ex-vice-presidente dos EUA e hoje ativista ambiental Al Gore, o filósofo alemão Jürgen Habermas, o ex-presidenciável peruano Mario Vargas Llosa, entre outras personalidades.

Esta não é a primeira vez que a revista Prospect faz um ranking dos 100 principais intelectuais. Em 2005, a publicação também abriu a votação para o público. Na ocasião, os cinco eleitos foram Noam Chomsky, Umberto Eco, Richard Dawkins, Václav Havel e Christopher Hitchens.
A votação para a escolha deste ano se encerra no dia 15 de maio. Os resultados estarão disponíveis online a partir de 23 de junho e serão divulgados na edição de julho da revista.


http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/04/080424_fhcintelectualprospect_np.shtml

Esse é o MEU presidente.
E tenho dito.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Da Folha:

"São Paulo é atingida por tremor de 5,2 graus na escala Richter"


Estamos mesmo na era do "nuncaantesnestepaís"

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Um pouco de Arnaldo Jabor

Na quarta-feira, Jabor fez para a rádio CBN o que eu considero ser uma de suas melhores crônicas. Ele toma como exemplo o caso das ONG's e expande o raciocínio, chegando a uma análise e uma conclusão inexoráveis:

Nossa idéia de democracia é um mal-entendido
http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/wma/wma_e.asp?audio=2008%2Fcolunas%2Fjabor%5F080416%2Ewma&OAS%5Fsitepage=sgr%2Fsgr%2Fradioclick%2Fradiosam%2Fcbn%2Farnaldojabor1

Hoje também somos brindados por outra excelente crônica, também para a CBN:

Estamos vivendo em pleno Abril Vermelho
http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/wma/wma_e.asp?audio=2008%2Fcolunas%2Fjabor%5F080417%2Ewma&OAS%5Fsitepage=sgr%2Fsgr%2Fradioclick%2Fradiosam%2Fcbn%2Farnaldojabor1

Neste comentário, eu só discordo de que a esquerda, para o governo Lula, seja apenas este "brinco" inofensivo, que não oferece perigo algum. Se juntarmos os pontinhos aparentemente isolados que só são visíveis para quem está muito atento (como o marxismo jornalístico, universitário e até escolar, o aparelhamento e uso do estado como mero instrumento de quem está no governo, sindicatos e ong's funcionando com garantia de receitas sem obrigação de prestação de contas, movimentos sociais que usam parcelas da população como massa de manobra, dependência estatal - 25% da população depende do bolsa família -, a vociferação contra a imprensa, o Legislativo e Judiciário, além da imensa popularidade do atual presidente), o desenho final se torna bastante assustador. E este desenho demonstra que o "esquerdismo", do qual falou Jabor, não ocupa, não, só o lugar do "brinco": é o coroamento e o que dá sentido a todo o resto.
Se a oposição conseguir eleger o presidente em 2010, estas coisas precisam ser obstinadamente revertidas, sob pena de em 2014 Lula voltar à presidência para dar continuidade na construção "do desenho". Que em 2010 o presidente eleito seja alguém com liberdade e determinação para desmontar e inviabilizar de forma definitiva o caminho que as coisas estão tomando, custe o que custar.

E, para terminar, do Jornal da Globo de hoje:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM817122-7823-ARNALDO+JABOR+FALA+SOBRE+INVASAO+DE+CARAJAS+E+A+QUESTAO+INDIGENA,00.html


País dividido

O MST cumpriu a ameaça anunciada. Ocupou a ferrovia de Carajás, atacando a Vale, uma das maiores mineradora do mundo e que devia ser o orgulho do governo, que não fez nada.
No mesmo dia Lula estranhou as declarações do general Augusto Heleno, comandante geral da Amazônia, porque ele disse que a política indigenista no país é arcaica e caótica.
O presidente irritado chamou o ministro da Defesa e do Exército para explicações. Mas o general apenas clamou por uma reunião com os órgãos responsáveis pelos índios para reformar uma política que não dá certo.
Hoje, o sociólogo Demétrio Magnoli escreveu um artigo profundo falando desse arcaísmo. Ele pergunta: - "Existem nações indígenas distintas da nação brasileira? Nações não existem como rios e montanhas, mas são inventadas na esfera da política".
Há uma loucura rancorosa no país, dividindo-nos em várias nações, índias, negras, menos a brasileira. E isto favorece ONGs picaretas internacionais e daqui lucram com essa divisão para captar dinheiro e controle.
E quanto ao general Heleno, ele sabe do que fala, pois está na floresta e não na burocracia de Brasília. O que foi? Quebra de hierarquia? Esta quebra se dá quando o MST desafia o governo e a lei e ninguém faz nada, porque Lula precisa agradar aliados populistas e comunas de má fé.

sábado, 12 de abril de 2008

Cansaço

Alguém aí sabe onde podemos encontrar esperança para vender?

A minha acabou e eu estou precisando urgentemente de 5 kg.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Terceiro mandato para Lula: na real, o que eu acho

Dado o comportamento do presidente e seus apoiadores, é difícil negar que Lula e o PT querem a todo custo um terceiro mandado. Mas acredito também que eles darão passos discretos neste sentido para medir a reação da sociedade e só agirão clara e efetivamente se tiverem certeza de que vão conseguir seus objetivos. Daí por que é tão importante gritar, espernear, fazer barulho contra isso. Se não for possível mobilizar a opinião pública para frear o processo, a sociedade não colocará limites para as ambições de Lula e do PT.

Ao contrário, se este limite for claro e vier logo, este pleito terá fim e aí eu não tenho dúvidas de que o PT irá esfolar a máquina pública para eleger em 2010 um sucessor que 1) preferencialmente NÃO QUEIRA ou 2) ao menos NÃO SEJA CAPAZ de fazer uma despetização do estado, para que a volta de Lula em 2014 possa ser garantida com maior facilidade.

É claro que a primeira opção deles será alguém do PT. Se não der, apoiarão Ciro Gomes mesmo, nem que seja no segundo turno. Depois dele, seguirão como leque de opções uma escala de preferências que vai da menos opositiva para a mais opositiva. No fim desta lista estará o candidato do DEM ou o candidato que o DEM apoiar. E em penúltimo lugar eu aposto que estará o Alckmin, seguido do Serra. Ficam desde já claras também as minhas escolhas.

O preocupante é que há um corpo-mole da classe média para fazer oposição a Lula e ao PT. Obviamente ela não está satisfeita com o governo (e não só porque ele não a atende, mas porque ela é o único setor da sociedade capaz de perceber os erros estruturais, já que é a menos dependente do estado), e no entanto não se movimenta, não faz barulho, não se manifesta, não diz o que pensa. Esta imobilidade pode nos custar caro, porque quaaaando e se ela resolver ocupar a função que sempre deveria ter ocupado - de carro-chefe da sociedade - pode ser tarde demais. Aí, eu até sei o que vou ouvir dos mais próximos:

"ah, mas que barbaridade!
ninguém vai fazer nada?
se deixarem, o povo ignorante vai votar no Lula outra vez!"

Ao que direi:

O que VOCÊ fez para que não chegássemos a este ponto?