sábado, 29 de março de 2008

Um presidente que já perdeu a casinha

Sobre as sandices recentes proferidas por aquele que se diz presidente (?!) do Brasil (?!), o melhor comentário veio ontem do Merval Pereira:

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/wma/wma_e.asp?audio=2008%2Fcolunas%2Fmerval%5F080327%2Ewma&OAS%5Fsitepage=sgr%2Fsgr%2Fradioclick%2Fradiosam%2Fcbn%2Fmervalpereira1

(é só clicar que o comentário já começa)

Só discordo quando o Merval diz que Lula faz uma política social eficaz: não faz. Hoje 25% da população brasileira vive com a renda do Bolsa Família. Isso faz mal para o país e bem apenas ao PT e seu projeto de poder.

Política social eficaz é o que fazia o governo FHC. Lula, ao contrário, desconstrói as coisas certas que haviam sido feitas. Basta entender isso aqui: http://jornalnacional.globo.com/Jornalismo/JN/0,,AA1676906-3586-809082,00.html

Destacando algumas partes:

Neusa Maria Marques de Oliveira tem seis filhos e diz que o marido está desempregado há três anos. Ela conta que os R$ 65 que recebe do programa, há muito tempo deixaram de ser apenas uma ajuda emergencial: "agora nós precisamos, depende do Bolsa Família. Compra alimento, às vezes, precisa de um lápis, um caderno, para um filho, para outro, a gente vai lá e compra".
(…)
O Bolsa Família é, de longe, o programa com maior número de domicílios atendidos. Para manter o benefício, uma das exigências é a freqüência das crianças na escola. Dados de outras pesquisas do IBGE mostram que, do ano de 1992 até 2002, antes da criação do Bolsa Família, houve um forte avanço no número de matrículas na faixa dos 7 aos 14 anos de idade.
De 2003, quando o programa foi lançado, até 2006, o crescimento continua, mas em um ritmo menor, com percentuais na faixa dos 97%. Pelo levantamento feito agora, o índice de freqüência na sala de aula de crianças que não fazem parte do programa é um pouco maior do que daquelas que são beneficiadas.
Já a taxa de analfabetismo das pessoas de dez anos ou mais que moram em residências atendidas por programas sociais caiu pouco. “Hoje em dia, cada vez mais, fica muito claro que esses programas só se justificam como programa de transferência de renda. Eles não têm nenhum impacto significativo como programa na área de educação”, afirma Simon Schwartzman, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade.
(…)
Eles [os beneficiados] estão comprando mais eletrodomésticos. O índice de residências com máquina de lavar roupa subiu de 7,6% para 10,2%. Geladeira: aumento de 72% para quase 77%. E televisão: passou de 82,5% para quase 88%.
O número de casas com telefone também cresceu. “O problema disso é que a transferência de renda para os pobres voltada para o consumo não produz resultados sociais de longo prazo. O aumento do consumo conjuntural é importante porque tem efeitos econômicos, mas não retira pessoas da pobreza em longo prazo“, explica o sociólogo Demétrio Magnoli.


No governo Lula não se salva nada, absolutamente nada. E pensar que ele poderia usar essa popularidade para pressionar o Congresso a fazer as reformas (e é só assim que as reformas saem), para deixar algum legado positivo. Mas quê! Lula usa essa popularidade e capacidade que tem de se comunicar com a população, que ele tão bem representa, diga-se, apenas para a manutenção de seu grupo no poder, para solapar a democracia, para alimentar a própria vaidade criando um mito e uma caricatura bizarra de si mesmo.

Por mais que eu reprove a corrupção do governo Collor e a incompetência do governo Sarney, creio que nada tão vil esteve na presidência da república. Porque além de ser mais corrupto que o governo Collor e mais incompetente que o governo Sarney, este também é um governo demolidor da democracia e do estado de direito.

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