sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

FHC e Lula: em tudo há diferença

Até, e principalmente, diante de gestão de crises.

Em 2001 o Brasil pisa no freio com a falta de energia elétrica:

"Fernando Henrique Cardoso afirma que 'se não chover o país vai parar'
"Se não chover, o país vai parar." A frase dita pelo presidente Fernando Henrique Cardoso resume a situação da crise energética no país. FHC admitiu ainda que o governo brasileiro deveria ter percebido a escassez de energia antes de chegar à atual situação. "Deveríamos ter sido alertados e também alertado antes à população. É realmente injustificável. Por enquanto, a crise é temporária, mas se não chover no ano que vem, não saberemos o que fazer", disse ao Jornal do Brasil. "E não vamos pensar que poderemos resolver o problema com as termoelétricas porque nosso sistema é basicamente hidrológico." O presidente anunciou que está pensando em reeditar a medida provisória que cria a Câmara da Gestão da Crise Energética para não prejudicar os consumidores. Na tentativa de reverter o mal-estar criado pela medida, ele determinou à Advocacia Geral da União que convoque entidades de defesa do consumidor para corrigir decisões que tenham aparecido "como se fossem ferir o Código". "Apesar de haver um apoio grande da população, há um certo mal-estar em relação ao Código de Defesa do Consumidor. É importante que os consumidores não sejam prejudicados", declarou o presidente.
http://www.comerciosdeitaquaquecetuba.com.br/Trabalhos%20Escolares/Historia%5CA%20crise%20de%20energia%20no%20Brasil.htm

Estamos em 2008 e o governo Lula, apesar de ter criticado enormemente a crise de 2001 e ter recebido um país já preparado para evitar crises, está na iminência de outra crise energética. E o que o presidente diz? Nada: nomeia para ministro da área um apadrinhado político - é, apadrinhado político! - de Sarney - é, do Sarney! - que não entende lhufas da área - é, não entende lhufas da área!.

Não, mas o presidente não virá a público assumir a responsabilidade (e este presidente lá sabe o que é isso? Se houver, o discurso colocará toda a responsabilidade nos governos FHC...) e pedir ao povo que colabore economizando energia. Isso não vai acontecer. É que a nossa colaboração não vai ser espontânea, mas compulsória:

Setor já opera em ritmo de apagão, diz empresário
O presidente da Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia Elétrica (Abiape), Mário Luiz Menel, disse ontem que o setor de energia já opera em ritmo de apagão, diante da alta do custo do megawatt-hora. A entidade reúne gigantes como Vale, CSN, Votorantim e Gerdau. O empresário rechaçou a afirmação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que “a questão energética vive de boatos”. Para o empresário, “o racionamento se faz no preço”. “Ora, se estamos pagando de cinco a seis vezes mais pela energia, isso já é racionamento. Para mim, pagar cerca de R$ 600 o megawatt-hora já configura apagão”, observou. Segundo ele, há investidores, mas o governo não tem projetos. Um modelo matemático define o preço da energia no mercado livre, levando em consideração elementos como o volume de chuvas e o crescimento econômico. Quanto maior o risco de escassez, maior o preço. O indicador, medido pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), alcançou o máximo permitido de R$ 569,59 para todo o País. O valor é quase 20% maior do que os R$ 475,53 da semana passada.
http://www.estado.com.br/editorias/2008/01/16/eco-1.93.4.20080116.14.1.xml

Um comentário:

Aleste Crai disse...

Muito me honra seu comentário em meu blog, já devidamente no ar.

Já me calei, hoje falo o que preciso, mesmo correndo o risco de ser mal vista.