quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Cabeça e pés equipados são condições para estar no rumo certo.
A Veja desta semana está imperdível, uma edição histórica.
Recomendo especialmente a reportagem de capa e o artigo do Reinaldo Azevedo.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Aécio e o PT


Se o mal que o PT fez É MAIOR que o bem que o PSDB fez ao país, então minha rejeição pelo PT é maior que meu apreço pelo PSDB – ou por qualquer nome do partido.
Entre ficar perto do PT e ficar longe do PSDB, sem dúvida, eu fico longe do PSDB.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Pérola da Veja

Eis uma matéria para ser lida e usada com muita freqüência. Por isso, deve estar sempre à mão. Carregue isso no seu pen drive, no seu mp3, no seu celular. Não perca este texto de vista.

http://veja.abril.com.br/291207/p_140.shtml


Retrospectiva 2007 Ideologia

"Pede para sair, esquerda embolorada"

Nas democracias, divisões ideológicas costumam manifestar-se com estridência nas campanhas eleitorais. Em tais ocasiões, excessos retóricos são perdoáveis, desde que não firam os valores e processos fundamentais para a manutenção do jogo acordado. Dois mil e sete foi uma exceção a essa regra tácita. Apesar de os brasileiros não terem ido às urnas, o ano foi marcado por debates em que certo ideário se apresentou mais exacerbado do que o habitual – e em vários graus além do tolerável, já que seguidores seus tentaram, agora sem meias palavras, sobrepor seus equívocos políticos aos metros (morais e racionais) balizadores das sociedades que se pretendem civilizadas. De acordo com esse ideário – de matriz esquerdista –, a criminalidade se justifica porque é fruto da miséria, e a polícia, sempre corrupta, está a serviço da "burguesia exploradora". Como se não bastasse, os cidadãos ricos devem ser alvos de "vinganças sociais" e a ignorância popular é redentora.

Essas visões são de um despropósito ululante. Mas, ainda assim, elas encontram ressonância no Brasil, como a demonstrar a boutade de Roberto Campos, segundo a qual a burrice no país tem um passado glorioso e um futuro promissor. Diz o cientista político Denis Rosenfield: "O Brasil vive hoje sob o império do politicamente correto, que se traduz em chavões pescados do pensamento esquerdista do século XX. O primeiro desses chavões afirma que não existe problema penal, tudo é uma ‘questão social’. Isso não passa de um analfabetismo político sem tamanho, porque a esfera do social não equivale à esfera da criminalidade. Existem intersecções, não equivalência. O segundo chavão defende que autoridade é igual a autoritarismo. E o terceiro prega que todo signo de riqueza é sinônimo de exploração e precisa ser rechaçado. As pessoas condenam o lucro e a livre escolha do sujeito de fazer o que quiser com o dinheiro que ganhou com seu trabalho. Tudo isso é um grande absurdo. Desde o século XVII, não existe um cientista político sério que não diga que a função primeira do estado é proteger o cidadão física e juridicamente".


A inflamação ideológica contaminou, particularmente, as discussões em torno de três temas: o filme Tropa de Elite, do diretor José Padilha, o assalto sofrido pelo apresentador Luciano Huck, em São Paulo, e o livro A Cabeça do Brasileiro, escrito pelo sociólogo Alberto Carlos Almeida. É compreensível, embora não aceitável, que esses assuntos tenham despertado a belicosidade nas hostes da esquerda. Afinal de contas, para desespero dessa gente, cada um deles talvez represente, a sua maneira e proporção, o início de uma inflexão rumo àquela modernidade promulgadora do bem-estar e felicidade geral da nação. Que a possibilidade também se tenha oferecido sob os modos de um Capitão Nascimento, personagem de Wagner Moura em Tropa de Elite, é apenas um sinal trocado dos quais a ficção é pródiga em seus momentos reveladores.

Onze milhões de pessoas assistiram ao filme de José Padilha, no cinema e em cópias piratas. Para a maior parte dos espectadores, o efeito de Tropa de Elite foi, antes de mais nada, catártico. A ferocidade do Capitão Nascimento no trato com os bandidos vingou-os, na tela, do terrorismo que os criminosos lhes impingem no cotidiano. Os ideólogos aproveitaram-se dessa catarse para conferir ao filme de sucesso tonitruante uma moldura ao estilo dos programas "mundo cão" e, desse modo, esvaziar as suas verdades. Mas em que consistem, afinal de contas, os "pecados" de Tropa de Elite? Em mostrar que o caminho do crime é uma opção individual, que os consumidores de drogas da classe média são cúmplices dos traficantes e que, sim, existem policiais honestos – os quais, desamparados pelo estado corrupto e omisso, são obrigados não raro a descambar para a truculência até por razões de sobrevivência. Resume o sociólogo Demétrio Magnoli: "A tese – falsa e preconceituosa – de que a criminalidade é produto da pobreza é sustentada pela classe política de esquerda. Ela se recusa a discutir uma política de segurança pública para o país. Mas essa recusa é tão restrita a esse círculo político e tão pequena na sociedade que, quando surge um Capitão Nascimento – que faz a lei, mesmo fora da lei –, ele se torna um herói popular. O filme ajudou a levantar um aspecto muito importante: é preciso cobrar responsabilidade individual pelas opções de cada um – o criminoso não deve ser tratado como representante de uma classe sem escolhas".

A falácia de atribuir à pobreza o caos da segurança pública brasileira caiu como foice e martelo sobre a cabeça de Luciano Huck. Abordado no trânsito por um motociclista armado que lhe roubou o Rolex, o apresentador escreveu um artigo para o jornal Folha de S.Paulo, no qual relatava o ocorrido e expressava a sua indignação e perplexidade com a falta de segurança dos cidadãos de bem. Foi o que bastou para acender a ira dos ideólogos. Eles simplesmente revogaram o direito de Huck de reclamar. Um energúmeno chegou a escrever que o apresentador deveria sentir-se satisfeito, porque a troca fora justa: Huck havia saído com vida do assalto, e o "correria" com seu Rolex. "Os valores no Brasil se inverteram a tal ponto que as pessoas acham que alguém bem-sucedido como Luciano Huck tem de ser roubado e ficar calado, porque já teve privilégios demais na vida", diz o professor de ciência política David Fleischer, da Universidade de Brasília.

Há décadas, os ideólogos esquerdistas demonizam as "elites", das quais Huck é integrante. Culpam-nas pela pobreza, pelo subdesenvolvimento, pelo descaso. Isso até pode continuar a ser verdade em relação aos coronéis do Nordeste. Mas o Brasil, apesar de todos os percalços e mazelas, sofreu metamorfoses extraordinárias. Hoje, suas "elites", além de mais amplas, são mais bem educadas e, por isso mesmo, mais conscientes e desprovidas de preconceitos. Não se trata de impressão, mas do resultado de uma vasta pesquisa levada a cabo pelo sociólogo Alberto Carlos Almeida e condensada em A Cabeça do Brasileiro (Editora Record).

Ao confrontar iletrados e menos ou mais escolarizados com questões sobre política, economia e comportamento, Almeida constatou que a quantidade de anos de estudo é diretamente proporcional à formação de uma cabeça mais arejada. Como, no Brasil, mais educação associa-se necessariamente ao topo da pirâmide social, isso quer dizer que os mais ricos são mais modernos que os mais pobres. Ou seja, a ignorância da massa puxa o país para trás e o conhecimento das "elites" o impele para a frente, ao contrário do que apregoam as viúvas marxistas, com seu blablablá sobre a consciência originada da miséria e por aí vai. Previsivelmente, Almeida foi malhado, ironizado e vilipendiado. Por desespero de causa, é claro. O livro, somado a Tropa de Elite e ao desabafo de Luciano Huck, pode ser sinal, como já se disse, de uma inflexão, de que algo está mudando para melhor no Brasil. "O ano de 2007 foi aquele em que as ‘vacas sagradas’ da esquerda começaram a ser contestadas mais fortemente. Isso é uma novidade", diz Magnoli. Em outras palavras, a burrice talvez não tenha um futuro tão brilhante no país.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

FHC e Lula: em tudo há diferença

Até, e principalmente, diante de gestão de crises.

Em 2001 o Brasil pisa no freio com a falta de energia elétrica:

"Fernando Henrique Cardoso afirma que 'se não chover o país vai parar'
"Se não chover, o país vai parar." A frase dita pelo presidente Fernando Henrique Cardoso resume a situação da crise energética no país. FHC admitiu ainda que o governo brasileiro deveria ter percebido a escassez de energia antes de chegar à atual situação. "Deveríamos ter sido alertados e também alertado antes à população. É realmente injustificável. Por enquanto, a crise é temporária, mas se não chover no ano que vem, não saberemos o que fazer", disse ao Jornal do Brasil. "E não vamos pensar que poderemos resolver o problema com as termoelétricas porque nosso sistema é basicamente hidrológico." O presidente anunciou que está pensando em reeditar a medida provisória que cria a Câmara da Gestão da Crise Energética para não prejudicar os consumidores. Na tentativa de reverter o mal-estar criado pela medida, ele determinou à Advocacia Geral da União que convoque entidades de defesa do consumidor para corrigir decisões que tenham aparecido "como se fossem ferir o Código". "Apesar de haver um apoio grande da população, há um certo mal-estar em relação ao Código de Defesa do Consumidor. É importante que os consumidores não sejam prejudicados", declarou o presidente.
http://www.comerciosdeitaquaquecetuba.com.br/Trabalhos%20Escolares/Historia%5CA%20crise%20de%20energia%20no%20Brasil.htm

Estamos em 2008 e o governo Lula, apesar de ter criticado enormemente a crise de 2001 e ter recebido um país já preparado para evitar crises, está na iminência de outra crise energética. E o que o presidente diz? Nada: nomeia para ministro da área um apadrinhado político - é, apadrinhado político! - de Sarney - é, do Sarney! - que não entende lhufas da área - é, não entende lhufas da área!.

Não, mas o presidente não virá a público assumir a responsabilidade (e este presidente lá sabe o que é isso? Se houver, o discurso colocará toda a responsabilidade nos governos FHC...) e pedir ao povo que colabore economizando energia. Isso não vai acontecer. É que a nossa colaboração não vai ser espontânea, mas compulsória:

Setor já opera em ritmo de apagão, diz empresário
O presidente da Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia Elétrica (Abiape), Mário Luiz Menel, disse ontem que o setor de energia já opera em ritmo de apagão, diante da alta do custo do megawatt-hora. A entidade reúne gigantes como Vale, CSN, Votorantim e Gerdau. O empresário rechaçou a afirmação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que “a questão energética vive de boatos”. Para o empresário, “o racionamento se faz no preço”. “Ora, se estamos pagando de cinco a seis vezes mais pela energia, isso já é racionamento. Para mim, pagar cerca de R$ 600 o megawatt-hora já configura apagão”, observou. Segundo ele, há investidores, mas o governo não tem projetos. Um modelo matemático define o preço da energia no mercado livre, levando em consideração elementos como o volume de chuvas e o crescimento econômico. Quanto maior o risco de escassez, maior o preço. O indicador, medido pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), alcançou o máximo permitido de R$ 569,59 para todo o País. O valor é quase 20% maior do que os R$ 475,53 da semana passada.
http://www.estado.com.br/editorias/2008/01/16/eco-1.93.4.20080116.14.1.xml

Arquivando

Privatização das Teles e exemplos da burrice daqueles que ainda a criticam:

http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/01/teles-2-clvis-rossi-est-errado.html
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/01/preguia-ignorncia-ou-m-f.html
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/01/cad-privataria-1.html
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/01/cad-privataria-2-petista-confessou-ao.html
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/01/cad-privataria-3-o-que-diz-uma-leitora.html
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/01/o-que-eles-dizem.html