sábado, 15 de dezembro de 2007

Para os senadores do PSDB

Caros senadores

Quero aqui parabenizar todos os senadores do PSDB por terem votado de forma unânime contra a CPMF, ajudando o governo a perder para si mesmo.

Especiais parabenizações ao senador Arthur Virgílio, a quem já elogiei em e-mail em separado e ao senador Álvaro Dias, pela coerência e pela firmeza no discurso desde a primeira hora. Mil vezes desejo vosso nome para governo do estado em 2010 do que o do vosso irmão, que decepcionou e ludibriou o povo do Paraná.

A continuarem assim, vossas excelências estarão colaborando para o retorno dos eleitores que, por desânimo com o partido, estavam inclinando-se mais ao DEM do que ao PSDB desde a eleição passada. Mais imporante que isso, entrentanto, é que vossas excelências estão colaborando para melhorar a consciência política dos brasileiros, quando aceitam o debate, quando respondem às blasfêmias que partícipes deste governo (incluindo os governistas que povoam as redações dos veículos da imprensa) gostam de semear à torto e à direito, quando saem das cordas e ocupam o devido lugar no ringue.

E é disso que o partido precisa para recuperar musculatura, de gente como o senador Arthur Virgílio, que soube marcar bem claramente que o PSDB não é uma versão do PT que toma banho e sabe usar a língua portuguesa. A musculatura que o partido precisa é composta de gente que atravessa a rua para não chegar perto de um governista, de um lulo-petista. O que espanta o eleitor do partido é vê-lo aproximando-se do governo e do PT. É claro que compreendemos a convivência diplomática e pacífica nas instâncias democráticas, mas daí a calar-se diante das agressões que o partido de vossas excelências sofre há muita distância.

Como diria o Capitão Nascimento, quem está acompanhando a gravidade da situação nestas épocas lulo-petistas só tem três opções:
- Ou se abraça ao PT (e é isso que víamos sempre os tucanos fazerem)
- Ou joga a toalha e cai fora da política e/ou do país
- Ou vai para a guerra.

Nós, vossos eleitores, estamos na guerra desde o início do ano passado. Para criar musculatura, o PSDB precisa disso: tucanos que venham para a guerra conosco, argumentando, explicando, demonstrando o quanto este (des)governo é uma vergonha, o quanto o governo de FHC foi superior a este e o quanto o PSDB pode fazer pelo Brasil a partir de 2010. Vocês são muito melhores que os petistas em todas as áreas. Tenham coragem e enfrentem a popularidade do Lula - e a razão, cedo ou tarde, imperará sobre o discurso obscurantista.

À guerra, tucanos, que é disso que vocês precisam!

Agradecida, aliviada e satisfeita,

Daniela

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Arthur Virgílio Presidente 2010

"Não nos digam que não negociamos. Procuramos todas as janelas. O governo opta pela prepotência."

"Ninguém quebra minha espinha dorsal."

"Posso ser líder por 10 minutos, por um ano. Sou líder há 5 anos."

"Não consigo negociar com quem não fala verdade, me chantageia, com quem me ameaça."

"Todas as propostas apresentadas há dois meses pelo partido ao ministro Mantega, e o ministro disse que não daria tempo para fazer tudo isso nesse momento. E agora vem o governo dizer que pode fazer agora, no último momento?"

"Para mim foi dolorido. Tenho contrariado governadores do partido. Mas não consigo dar para trás na palavra que empenhei."

"Tem hora que se paga qualquer preço, mas não se ajoelha. Qualquer preço, mas não quebrar a espinha dorsal."



Registre-se para que entre para a história.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Governo tem sua primeira derrota importante no Senado

Estou muito satisfeita e aliviada, pois a CPMF não foi renovada - 45 (número "cabalístico"!) votos a favor e 34 contra. O governo precisava de 49 votos.

De agora em diante o PSDB e o DEM que se preparem, porque o Lula vai bater em vocês. Vai colocar a culpa na oposição (embora a responsabilidade mesmo tenha sido da base aliada, já que o governo adotou uma política de negociação desastrosa). Vai se jogar no chão e se fazer de vítima.

Vai fazer isso todo santo dia, demonizando um a um os senadores tucanos. E vai sobrar pros governadores também.

Pois, se querem saber, acho isso ótimo. Porque finalmente o jogo vai endurecer e os tucanos serão obrigados a entrar na guerra, como gatos acuados. Se os governadores não quiserem abrir o bico, tudo bem. Mas o PSDB, como partido, vai ter que partir para a argumentação. Se o PSDB não reagir nem nesta situação, ele acabou. Morreu e esqueceram de nos avisar. Enterrem.

E é tão fácil desmentir o chororô do Lula. É fácil desmontar todo o teatro dele. Mais do que o fim da CPMF, a grande vitória da noite de hoje é que agora é que a oposição vai começar, porque ela estará obrigada a entrar na guerra contra o PT, defender a verdade para defender a si mesmo, defender o que é certo para sobreviver, e não ficar correndo atrás de um adesismo por causa da alta popularidade do Lula. O que a gente quer é que o PSDB comece a argumentar e a explicar as coisas para a população, para ver se aí as pessoas enxergam a verdade sobre este (des)governo.

A maior vantagem do fim da CPMF é iniciar no país um verdadeiro confronto de idéias. Colocar na mesa o que defende um lado e o que defende o outro. Às claras. Não tenho dúvidas de que a razão, pode demorar um pouco (há tempo suficiente até 2010), irá vencer. E o Brasil vai ganhar.

Para Arthur Virgílio

Caro senador

Foram tantas as vossas palavras e ações brilhantes nesta noite que nem posso citar nenhuma delas em especial.

Hoje um "menino de calças curtas" se tornou um gigante maior que o próprio Senado. Estou muito orgulhosa de tudo o que vossa excelência disse e fez pelo Brasil e pela democracia na sessão que acaba de se encerrar.

Muitos parabéns. Quiséramos nós que todo o PSDB tivesse um posicionamento, uma coragem, uma disposição para estabelecer a verdade como os que o senhor tem.

Se hoje eu pudesse escolher um nome para ser candidato à presidência pelo PSDB em 2010, sem dúvida escolheria o seu.

Aliviada, satisfeita e agradecida,
Daniela

Para os decepcionantes senadores

Osmar Dias
Cristóvam Buarque
Jefferson Peres
Pedro Simon

Esperava mais de vossas excelências. Esperava hombridade e coerência, e não covardia e adesismo. Pior: adesismo disfarçado, distorcido, mascarado. Vossa história, até então muito respeitável, não merecia o que vossas excelências fizeram hoje.

Quanto ao senador Osmar Dias, convenha-se, arrancar promessas do ministro Múcio com prazos para serem cumpridas até 2011 (11!) e usar isso como argumento é, no mínimo, chamar a nós, seus ex-eleitores, de ASNOS. Pois desejo realmente que vossa excelência candidate-se em 2010. Assim eu terei a oportunidade de devolver a honra a meu título de eleitor, optando desta vez por alguém à altura dele.

Muito decepcionada,
Daniela

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Último post sobre a CPMF - hoje

Só sei uma coisa: agora os dois lados já trucaram, já pediram 6, já desceram com 12.
É tudo ou nada.

Quem perder, perde a partida toda.

Para o governo, "a partida toda" pode significar os 40 dindins da CPMF e o desperdício que seria feito com eles. Pode significar um freio no entrincheiramento partidário no estado e o fim do assistencialismo em troca de votos, bem como o esgotamento do leite que jorrava das tetas do governo para os corruptos ávidos por algum PACzinho onde desse para meter a mão. Pode ser um balde de água fria no continuísmo em 2010.

Para a oposição, "a partida toda" pode significar 2008.
Por conseqüência, pode significar 2010.
E pode significar a própria existência do PSDB.


Para nós, essa partida pode significar o fortalecimento do Senado como instrumento democrático ou pode ser mais um passo em direção ao desmantelamento das instituições no país, o que nos levaria a... nem quero escrever sobre isso, que tenho calafrios.

Pior é que agora não dá mais para "destrucar".

FAÇA A SUA PARTE

Telefone da ouvidoria do Senado:

0800 61 22 11

E-mail de todos os senadores:

adelmir.santana@senador.gov.br; alfredon@senador.gov.br; almeida.lima@senador.gov.br; mercadante@senador.gov.br; alvarodias@senador.gov.br; acm@senador.gov.br; antval@senador.gov.br; arthur.virgilio@senador.gov.br; augusto.botelho@senador.gov.br; cesarborges@senador.gov.br; cicero.lucena@senador.gov.br; cristovam@senador.gov.br; delcidio.amaral@senador.gov.br; demostenes.torres@senador.gov.br; edison.lobao@senador.gov.br; eduardo.azeredo@senador.gov.br; eduardo.suplicy@senador.gov.br; efraim.morais@senador.gov.br; eliseuresende@senador.gov.br; ecafeteira@senador.gov.br; expedito.junior@senador.gov.br; fatima.cleide@senadora.gov.br; fernando.collor@senador.gov.br; flavioarns@senador.gov.br; flexaribeiro@senador.gov.br; francisco.dornelles@senador.gov.br; garibaldi.alves@senador.gov.br; geraldo.mesquita@senador.gov.br; gerson.camata@senador.gov.br; gilvamborges@senador.gov.br; heraclito.fortes@senador.gov.br; ideli.salvatti@senadora.gov.br; inacioarruda@senador.gov.br; jarbas.vasconcelos@senador.gov.br; jayme.campos@senador.gov.br; jefperes@senador.gov.br; joaodurval@senador.gov.br; joaoribeiro@senador.gov.br; jtenorio@senador.gov.br; j.v.claudino@senador.gov.br; joaquim.roriz@senador.gov.br; jonaspinheiro@senador.gov.br; jose.agripino@senador.gov.br; jose.maranhao@senador.gov.br; josenery@senador.gov.br; sarney@senador.gov.br; katia.abreu@senadora.gov.br; leomar@senador.gov.br; lucia.vania@senadora.gov.br; magnomalta@senador.gov.br; maosanta@senador.gov.br; crivella@senador.gov.br; marco.maciel@senador.gov.br; marconi.perillo@senador.gov.br; maria.carmo@senadora.gov.br; mario.couto@senador.gov.br; marisa.serrano@senadora.gov.br; mozarildo@senador.gov.br; neutodeconto@senador.gov.br; osmardias@senador.gov.br; papaleo@senador.gov.br; patricia@senadora.gov.br; paulo.duque@senador.gov.br; paulopaim@senador.gov.br; simon@senador.gov.br; raimundocolombo@senador.gov.br; renan.calheiros@senador.gov.br; renatoc@senador.gov.br; romero.juca@senador.gov.br; romeu.tuma@senador.gov.br; rosalba.ciarlini@senadora.gov.br; roseana.sarney@senadora.gov.br; sergio.guerra@senador.gov.br; sergio.zambiasi@senador.gov.br; serys@senadora.gov.br; siba@senador.gov.br; tasso.jereissati@senador.gov.br; tiao.viana@senador.gov.br; valdir.raupp@senador.gov.br; valterpereira@senador.gov.br; wellington.salgado@senador.gov.br

Para todos os senadores

ESTE GOVERNO NÃO TEM ARGUMENTOS PARA RENOVAR A CPMF:

"Os recordes de arrecadação anunciados pela Receita Federal já superam uma vez e meia o total da CMPF estimado para 2008: 40 bilhões de reais.A análise da proposta de Orçamento, que está no Congresso, já sofreu correção da estimativa de receita para 2008, de cerca de 40 bilhões que viriam da arrecadação tradicional (sem CPMF). Portanto, o governo não teria necessidade desses recursos.Pesquisa da Fecomercio-SP divulgada ontem mostra que os mais pobres pagam, proporcionalmente, mais CPMF que os mais ricos. O imposto perverso pesa mais na (pouca) renda dos menos favorecidos e é muito mais diluído na renda (mais alta) dos mais favorecidos."


Ponto final.

Acabou-se!


Chega de bravatas, chantagens e retórica vazia.
Chega de dividir o país entre "pobres e ricos".
Chega de irresponsabilidade!

Não há argumentos que justifiquem a falta de verbas para saúde, para educação, para segurança ou projetos sociais (que, aliás, neste governo NEM EXISTEM de verdade: o que existe é assistencialismo). As únicas coisas que justificam a falta de dinheiro é o desperdício, a má gestão, a superlotação de cargos políticos, o abuso no uso dos cartões corporativos, a megalomania dos representantes políticos, a criação de ministérios inúteis e dispendiosos - como a TV Pública - E A CORRUPÇÃO GENERALIZADA.

A carga tributária - a mais alta da história - que a sociedade brasileira paga já oferece valores mais que suficientes para todos os gastos com educação, saúde e segurança pública. Se falta dinheiro, caros, não nos venham pedir mais: façam vosso trabalho honestamente que haverá dinheiro para tudo, inclusive para os projetos sociais.

Para os senadores do DEM

adelmir.santana@senador.gov.br; acmjr@senador.gov.br; demostenes.torres@senador.gov.br; efraim.morais@senador.gov.br; eliseuresende@senador.gov.br; heraclito.fortes@senador.gov.br; jayme.campos@senador.gov.br; jonaspinheiro@senador.gov.br; jose.agripino@senador.gov.br; katia.abreu@senadora.gov.br; marco.maciel@senador.gov.br; maria.carmo@senadora.gov.br; raimundocolombo@senador.gov.br; rosalba.ciarlini@senadora.gov.br

Caros senadores do DEM

É com ânimo que vos escrevo. Sou uma tradicional eleitora do PSDB que há muito se decepciona com os tucanos.
Tenho acompanhado vossos discursos muito satisfeita. Estão, ao menos na retórica, acertando na mosca (ou na classe média): mais liberalismo econômico e retidão moral. Parabéns!

Espero, entretanto, que tudo isso não fique limitado ao discurso. Estarei acompanhando a votação pela CPMF seja ela feita nesta quarta-feira, no dia 24 ou 31 de dezembro ou mesmo no ano que vem. Seja no dia em que for. Assim, aguardo escutar, um a um, quatorze "NÃO"s partindo de vossas excelências. Um único "SIM" colocará na lata do lixo o crédito que o DEM vem conquistando com a classe média.

MUITO pior do que um partido do qual discordamos do discurso é um partido que vende um produto e entrega outro. O DEM está, sim, no caminho certo, mas qualquer desvio pode lhe ser fatal.

Continuem firmes!

Daniela

Para os POSSÍVEIS traidores do PSDB e do DEM

lucia.vania@senadora.gov.br; cicero.lucena@senador.gov.br; jtenorio@senador.gov.br; jonaspinheiro@senador.gov.br; jayme.campos@senador.gov.br

Caros senhores senadores
Lúcia Vânia
Cícero Lucena
João Tenório
Jonas Pinheiro
Jayme Campos

Acabo de ler o que segue no blog da Lucia Hippolito (http://www.luciahippolito.globolog.com.br/), a quem dou créditos dilatados:

"Já na oposição, as consciências, digamos, mais sensíveis a um apelo governo [pela CPMF] são Lúcia Vânia (PSDB-GO), Cícero Lucena (PSDB-PB), João Tenório (PSDB-AL), Jonas Pinheiro (DEM-MT) e Jayme Campos (DEM-MT)."

Quero vos dizer que estarei prestando ESPECIAL ATENÇÃO em vossos votos. Seja a votação pela CPMF nesta quarta-feira, no dia 24 ou 31 de dezembro ou no ano que vem. Seja o dia que for.

Espero, sinceramente, que os senhores votem alinhados com vossos partidos. Qualquer - QUALQUER - dissidência, depois de tanto discurso e retórica inflamada, significa destroçar e humilhar a oposição, deixando nosso país perigosamente ainda mais desprotegido diante dos tentáculos totalitários deste (des)governo. Democracia REQUER a existência de uma oposição. Se quaisquer dos senhores, do DEM ou do PSDB, votarem a favor da recriação da CPMF, o Brasil estará, sem exageros, sem oposição - porque os eleitores do DEM e do PSDB lhes virarão as costas. E não vai ser bonito de ver no que o Brasil se transformará. Pobre país!

Nenhum argumento os senhores teriam para tamanha traição - que não seria só partidária, mas também uma traição à pátria. Acredito que tal ingnomínia justificaria, inclusive, a explusão do partido.

Abaixo, segue e-mail já encaminhado a todos os senadores do PSDB há alguns dias atrás, com maiores explicações.

Grata pela atenção,
Daniela

Para o Senador Flávio Arns

flavioarns@senador.gov.br

Senador Flávio Arns

Estimando, primeiramente, sua melhora, venho através desta manifestar-me muito sinceramente sobre o PT, sobre seu mandato e principalmente sobre a CPMF.

Esclareço, ainda antes de iniciar meus comentários, que não tenho filiação partidária nem quaisquer ligação com políticos ou partidos. Porém, não escondo que considero o governo petista O PIOR de toda a história, por motivos que não creio que o senhor, pela experiência que tem, desconheça. Prefiro abster-me de descrevê-los aqui para evitar alongar o texto demasiadamente. Também, é necessário que eu diga, na última eleição, por ser tomada de uma tamanha indignação, voluntariamente dediquei-me a debater com pessoas nas ruas e na internet com a intenção de angariar votos para Geraldo Alckmin.

É verdade também que não sou sua eleitora: nos pleitos para senador, votei em Osmar e Álvaro Dias. Mas isso não impede que eu, como natural deste estado que é representado também pelo senhor, me manifeste.

Em recente pesquisa, o Paraná demonstrou uma rejeição de 73% ao terceiro mandato para Lula. Isso, por si, já é um sinal de amadurecimento político da nossa população. É um sinal de que nosso povo, por mais baixa escolaridade que possa ter em algumas regiões, não é um povo que aceita e adere passivamente a qualquer retórica que não faça sentido. E a CPMF, para o povo paranaense, não faz.

Acabei de ler no blog da Lucia Hippolito (http://www.luciahippolito.globolog.com.br/):

"O Paraná é um estado quase unanimemente contrário à CPMF."

Isso é verdade, que confirmo diariamente com desconhecidos e com conhecidos que não acompanham a política tão atentamente quanto eu.

Entretanto, senador Arns, é verdade que embora eu coloque na lata do lixo todo o PT, considero como discreta (para o bem e para o mal) a sua atuação no Senado. E é visível seu desconforto com vários discursos e opções do seu partido.

Em virtude de tudo o que expliquei acima, gostaria de pedir que o senhor, preferencialmente, contrarie a orientação dada aos governistas e VOTE CONTRA A CPMF na quarta-feira, ou no ano que vem, ou quando for que esta votação acontecer. Se isso não for possível - e eu compreendo que não seja - seria, digamos, providencial que o senhor se abstenha, de alguma forma, de votar.

Sendo um pouco mais ousada, na realidade eu gostaria mesmo é de vê-lo fora do PT, para ser sincera convosco. Isso mesmo, o que eu quero dizer é: "salve-se!".

Digo tudo isso porque o povo paranaense tem memória. Ainda que não sejam todos os paranaenses os que a tenham, haverá muitos, como eu, que os ajudarão a ter em 2010.

Obrigada pela atenção.

Muito sinceramente,

Daniela

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Para os senadores Jefferson Peres e Pedro Simon

jefferson.peres@senador.gov.br; mailto:peres@senador.gov.br;%20simon@senador.gov.br;simon@senador.gov.br;jefperes@senador.gov.br

Não à CPMF - uma missão democrática do Senado

Caros Senadores Jefferson Peres e Pedro Simon

Escrevo-os a uma só vez porque considero-os igualmente: verdadeiros representantes dignos de vossos respectivos estados, bastiões éticos e morais e faróis de lucidez democrática raros e indispensáveis diante da imensa escuridão que vejo apontar nos céus brasileiros.

Na terça-feira, ao que parece, finalmente o Senado votará a permanência ou não da CPMF. Tenho plena ciência das pressões que vossas excelências estão sofrendo de todos os lados: de vossos governadores, do Palácio do Planaldo, de vossos eleitores, tanto pelos que pedem pela prorrogação quanto pelos que pedem pela extinção da contribuição.

Neste ponto, a mim parece óbvio, como já demonstrado fartamente pela imprensa independente das verbas estatais, que este é um governo que gasta muito e gasta mal. Ao invés de dedicar-se a dar instrumentos à sociedade para que ela ande com as próprias pernas (leia-se educação de qualidade e saneamento básico), este governo opta maquiavelicamente por criar estado-dependentes, por perpetuar a miséria (tornando-se cafetão dela), por distribuir migalhas em troca de "beijos-na-mão". Resta evidente que este é o governo de um partido que mais tempo investiu na busca do poder do que em elaborar projetos para quando o obtivesse. Por conseguinte, é agora o governo de um partido que mais tempo e dinheiro gasta para manter-se no poder do que em trabalhar pelo país.

Devo dizer, caros senadores Peres e Simon, que não sou vossa eleitora. Obviamente não porque não quero, mas porque não posso, já que meu título eleitoral é do Paraná. Não tenham dúvidas, entretanto, de que meu voto seria sempre vosso, caso meu título fosse do Rio Grande do Sul ou do Amazonas. Assim, não vos escrevo para fazer "chantagem", oferecendo meu voto em troca de vosso "NÃO" na terça-feira. O mote deste e-mail é uma preocupação cívica e patriótica. Como eu disse no começo deste, vejo sinais assustadores de turbulências num futuro próximo para o Brasil. Sinais estes que, do alto de vossa experiência, não tenho dúvida de que os senadores perceberam muito antes do que novatos como eu. A nós, que estamos de fora da política, mas tudo acompanhamos atentamente, preocupa ver tamanho aparelhamento estatal, tamanha vociferação contra os meios de comunicação (sem falar na "classificação indicativa" e na "TV Pública"). Preocupa ver tanta corrupção institucionalizada e tamanho apego ao poder.

Não, com tão poucos no Senado como os senhores, não é possível aos cidadãos de bem do país, diante de tais quadros, dormir o sono dos inocentes.

E, em virtude disso tudo, peço para que o peso de VOSSAS CONSCIÊNCIAS (porque nelas eu confio) SEJAM MAIORES QUE AS PRESSÕES que lhes chegam de todos os lados.

A CPMF pode ser uma das únicas formas de ensinar democracia a este governo, ensinar que não se governa fazendo bravatas e dividindo perigosamente o país, não se governa fazendo promessas e reiteradamente as descumprindo (onde estão as reformas tributária, trabalhista e da previdência?). Não se governa como se o país e as instituições lhes servissem, e não o contrário.

Rogo-vos que na terça-feira tomem para si esta missão democrática de educar e dar limites a este governo. É em nome das próximas gerações que vos peço. Elas nos cobrarão pelo que virá - e é isso que me move a pedir estes minutos de vossa atenção.

Muitíssimo agradecida

Daniela

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Para o Senador Osmar Dias

osmardias@senador.gov.br

Caro Senador Osmar Dias


Nós, seus eleitores, sabemos da pressão que o PDT está fazendo para que o senhor vote a favor do governo pela recriação da CPMF. Igualmente sabemos que essa não é sua opinião pessoal.

Seu partido se esquece, no entanto, de que o eleitor paranaense é um dos mais conscientes do país, conforme comprova a última pesquisa do Datafolha que demonstra que 73% dos eleitores paranaenses são contrários a um terceiro mandato para Lula. Este estado, para nosso orgulho, tem por hábito acompanhar a política. O PDT não poderia cometer tal erro tão primitivo, o de obrigar um seu representante a votar contra suas convicções pessoais e seus eleitores! Isso significaria inexoravelmente entregá-lo ao limbo eleitoral, pois quem haverá de elegê-lo em 2010 para governador ou mesmo para senador se o senhor votar contra a VOSSA E A NOSSA VONTADE?

Isso é suicídio político. Perdoe-me a ousadia, mas talvez caiba lembrar seus correligionários destas coisas.

Como eu já escrevi em e-mail aos senadores tucanos (minha preferência partidária, não escondo), os eleitores do PSDB (que obviamente optaram pelo senhor em 2006 e 2002), em sua maioria, não são como os eleitores petistas (felizmente!). Nós somos mais intolerantes, sim, somos menos complacentes, somos mais atentos, mais criteriosos com nosso voto e nossos representantes. Se eles aceitam que seus partidários carreguem dinheiro em malas e cuecas, que dêem discursos inflamados e imediatamente virem as costas fazendo exatamente o contrário do que disseram, nós não fazemos isso.

Portanto, peço ao senhor, como pedi aos senadores do PSDB, que não nos tratem como eleitores do PT, que tudo relevam em seu partido e seguem obstinadamente uma cega fé partidária.

Nós temos mais memória que os petistas. Nós temos mais rigor nas nossas escolhas que os petistas. Nós nos deixamos levar (muito) menos pela emoção e (muito) mais pela razão e por isso não nos submetemos a uma militância idiotizada que perdeu o senso crítico.

A realidade, como o senhor sabe, senador, é que este governo gasta muito e gasta mal. E, para bem do Brasil, precisa ter quem lhe coloque limites. Esperamos que nosso Senado, que tem desmoronado a olhos vistos, possa ter algum fiapo de diginidade para cumprir com esta missão democrática. Se não o fizer, que ao menos da sua miséria se distanciem os mais nobres, nem que seja em nome da sua própria história política.

Agradecida pela atenção

Daniela

Para os senadores tucanos

alvarodias@senador.gov.br; arthur.virgilio@senador.gov.br; cicero.lucena@senador.gov.br; eduardo.azeredo@senador.gov.br; flexaribeiro@senador.gov.br; jtenorio@senador.gov.br; lucia.vania@senadora.gov.br; marconi.perillo@senador.gov.br; mario.couto@senador.gov.br; marisa.serrano@senadora.gov.br; papaleo@senador.gov.br; sergio.guerra@senador.gov.br; tasso.jereissati@senador.gov.br

Caros Senhores Senadores


Sou mais uma eleitora que vos escreve - e o faz mais uma vez.

Nós, seus eleitores de sempre (mas não necessariamente "para" sempre) e recém-chegados militantes, estaremos acompanhando atentamente a votação da recriação da CPMF.
Temos, como já afirmei em outro e-mail, abundantes argumentos para demonstrar que este governo não é confiável (é bom de prometer e ruim de cumprir, como disse noutro dia a Lucia Hippolito), além de gastar muito e gastar mal. Estamos prontos a defendê-los da artilharia rancorosa e politiqueira do governo que tem a pretensão de vos impingir a pecha de "sonegadores, irresponsáveis com as contas públicas, elitistas, inimigos do povo" e todas essas sandices que só enganam os alienados. Alienados, aliás, que tomamos como ofício "desalienar".

Os eleitores tucanos, em sua maioria, não são como os eleitores petistas (felizmente!). Nós somos mais intolerantes, sim, somos menos complacentes, somos mais atentos, mais cuidadosos com nosso voto e nossos representantes.
Se eles aceitam que seus partidários carreguem dinheiro em malas e cuecas, que dêem discursos inflamados e imediatamente virem as costas fazendo exatamente o contrário do que disseram, nós não fazemos isso.
Portanto, não nos tratem como eleitores do PT, que tudo relevam em seu partido.

Por favor, atendam as demandas de quem vocês representam, de quem os colocou aí para defender, não nossos interesses, mas os interesses do país. E, no momento, ao contrário do que choraminga o governo, o interesse do país é DIZER NÃO À CPMF.

Estamos atentos!

Daniela

domingo, 2 de dezembro de 2007

Platão, sempre Platão

Eternamente com a razão:

"A punição que os homens de bem
sofrem quando se recusam a tomar
parte é viver sob o governo dos maus."