segunda-feira, 23 de julho de 2007

Quem pensa em vida e morte não faz política

Do Fantástico deste domingo:

"Acordo de cavalheiros"
Congonhas é, de longe, o aeroporto mais movimentado do Brasil. Mais de 18 milhões de passageiros por ano. Vôos para 55 cidades. Mas os pilotos já decidiram: não vão esperar mais por soluções. Os pilotos da TAM, junto com os da Gol, firmaram nesta semana um “acordo de cavalheiros”, conforme mostra e-mail obtido pela reportagem. Eles se recusam a “operar em Congonhas sempre que a pista apresentar qualquer lâmina d’água, por mais insignificante que seja. Sempre no sentido de preservar não mais a segurança de vôo, mas sim a vida de cada um de nós”.

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL75339-5605,00.html

Notem que eles não combinaram não voar mais em aviões que tenham reversos que não abrem; eles combinaram NÃO POUSAR MAIS EM CONGONHAS COM PISTA MOLHADA.

Quando alguém tem a própria vida em risco não pensa partidariamente, não se interessa em tomar decisões ou fazer escolhas levando em consideração os interesses alheios ou conjunturais, para beneficiar ou prejudicar outrem (muito menos governo ou oposição), mas pensa tão somente em defender a própria vida.

E os pilotos têm medo é de pista molhada em Congonhas, e não de reverso que não abre.

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