domingo, 25 de março de 2007

Hoje tem marmelada?

No nosso legislativo, não tem dia ruim para marmelada.

Então, os "home" que deveriam estar lá escrevendo e revisando leis tentaram no fim do ano passado quase dobrar o próprio salário. Deu um escarcéu só e o povo jogou tanto tomate neles que até hoje o preço da fruta tá alto no mercado (R$ 2,99 o kg, é brincadeira?). Felizmente, os congressistas desistiram da idéia.

Na eleição para presidente da Câmara, ficou um disse-não-disse de que o então candidato Chinaglia estaria tentando captar os votos do baixo-clero com a promessa do aumento que não tinha saído meses antes. Chinaglia ganhou, mas até há pouco não se tinha falado em assunto de aumento salarial para eles.

Há uma semana atrás, a oposição, porque queria instituir a CPI do apagão aéreo, estava sendo acusada pelos governistas de trancar a pauta. A "pauta" constituía-se, segundo os governistas, de uma porção de assuntos de interesse nacional, como os detalhes do tal PAC. Assim passamos bem uns 10 dias neste stress: CPI sai ou não sai? Acabou que não saiu, e a oposição ainda posou de vilã.

Agora que a pauta está desobstruída, qual foi a primeira medida votada? O aumento dos salários do legislativo, e desta vez incluíram o salário do presidente também (pasme se você quiser, eu não fico mais admirada com isso e essa frase vai terminar com um ponto final comum, não com ponto de exclamação). No ano passado, o aumento quase dobraria o salário dos parlamentares. Agora, eles foram mais comedidos: de R$ 12.000 eles só pretendem aumentar para R$ 16.000 - mas nunca se esqueça de ler os asteriscos no final.*

Resultado de toda a história na massa encefálica dentro do cérebro do povão: a oposição é uma vilã que não deixa o congresso trabalhar; o legislativo é uma porcaria mesmo, vamos fechar esse congresso; nenhum político presta e esse país nunca vai andar para frente, eu vou tratar é de tirar o "meu", por bem ou por mal.

Eu só não fico ainda mais enfurecida do que já estou porque alimentar esse discurso anti-legislativo é jogar nas mãos do executivo ainda mais poder. Pior de tudo é ter que engolir em seco e agüentar a tortura sem piar.

* Além do aumento, os deputados pretendem também dispensar a comprovação de gastos para ter direito a sacar R$ 5.000 (dos R$ 15.000 já existentes, totalmente isentos de tributação) em verbas auxiliares para custear despesas diversas. No ano passado, o aumento os deixaria com um salário de quase R$ 24.000 dos quais teriam que descontar imposto de renda. Agora, o aumento os deixa com um salário de R$ 16.000 + R$ 5.000 = R$ 21.000. E eles não precisam pagar o imposto de renda sobre os R$ 5.000. Vai um pedacinho de marmelada aí?

Onde será o limite?

Quando foi que se imaginou que o noticiário político iria trazer uma manchete como esta?

Ana Júlia demite cabeleireira e esteticista

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u90567.shtml

O que o PT está fazendo com o Brasil?

sábado, 24 de março de 2007

Males que vêm para o bem

Como há males que vêm para o bem, há também censuras que servem para impulsionar uma explosão de verdades. A censura que o Arnaldo Jabor sofreu no ano passado é uma destas, conforme pode ser conferido em seus últimos comentários para a CBN:

PT fala muito em governar, mas ainda não fez nada http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/wma/wma.asp?audio=2007/colunas/jabor_070301.wma

Governo Lula fez muitas coisas por outros países http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/wma/wma.asp?audio=2007/colunas/jabor_070305.wma

O governo Lula é uma simulação de governo
http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/wma/wma.asp?audio=2007/colunas/jabor_070313.wma

Quando perguntarem o que o Brasil produz de mais belo, respondamos: a cara-de-pau!
http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/wma/wma.asp?audio=2007/colunas/jabor_070316.wma

A reforma ministerial é como um mensalão, em que Lula distribui aos partidos presentes em vez de grana
http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/wma/wma.asp?audio=2007/colunas/jabor_070319.wma

O Legislativo se tornou serviçal de Lula
http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/wma/wma.asp?audio=2007/colunas/jabor_070323.wma


E A MELHOR DE TODAS:
Com a chegada do PT ao governo, está sendo comida a idéia de democracia, que eles fingem respeitar
http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/wma/wma.asp?audio=2007/colunas/jabor_070315.wma

Posse de Reinhold Stephanes

Depois do fiasco com o Balbinotti, tomou posse hoje o novo Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, ex-arena, ex-ministro do Collor e de FHC.

Lula justificou na cerimônia a sua escolha tão ideologicamente heterodoxa:

"Eu não faço política olhando apenas o que as pessoas foram ontem. Eu faço política olhando o que as pessoas vão ser amanhã."
http://canais.ondarpc.com.br/gazetadopovo/brasil/conteudo.phtml?id=646974

(É mesmo, seu Lula? E por que não adivinhou "ontem" o que iriam ser "hoje" o Gushiken, o Delúbio, o Dirceu, o Genoíno, o Palocci etc. etc. etc.? Ou será que o senhor adivinhou?)


No fim do ano passado, manifestantes chegaram às raias de agredir verbal e fisicamente alguns deputados e senadores na saída da cerimônia de posse no Paraná. Stephanes foi um dos que sofreram agressões (só verbais, se não me engano). No dia seguinte, saiu dando entrevista para a rádio CBN local, se dizendo injustiçado (com o que, à época, eu concordei), acusando a população de estar misturando "alhos e bugalhos", se dizendo desanimado com a vida política por falta de reconhecimento e tudo mais. Me causa muito espanto Stephanes aceitar este cargo no governo Lula. Agora sim é que a população vai olhá-lo como mais um entre tantos corruptos, já que aceitou se misturar com este governo desmoralizado.

quarta-feira, 21 de março de 2007

PIB Plastificado

Os técnicos do IBGE criaram um novo método para calcular os valores do PIB, que indica, ano a ano, o crescimento do país. Para quem acompanhou o anúncio das taxas de crescimento ocorrido há mais ou menos um mês, nas quais Lula consegue o prodígio de empatar com FHC, o novo cálculo não é novidade: era de se esperar que dessem um jeitinho na coisa para que o governo Lula não ficasse tão feio na fotografia.

Segundo os "home", o novo método é mais preciso porque inclui vários outros novos parâmetros que antes ficavam de fora, tais como a movimentação da economia informal, a receita das ongs e a evolução do funcionalismo público.

Pois bem, economistas (não os petralhas, por favor) que me corrijam, mas o que entendi dessa história toda é o seguinte:

1) se os novos parâmetros incluem no cálculo (como dados positivos, que somam números ao crescimento, e não o diminuem) a economia informal, a receita das ongs e a evolução do funcionalismo, entre outras coisas mais;
2) se o crescimento do país no governo FHC passou a ser menor com o novo parâmetro do que era com o velho;
3) se o crescimento do país no governo Lula ficou maior com o novo parâmetro do que era com o velho
... então a conclusão que sei impõe é que o que cresceu no governo Lula, entre outras coisas, foi a economia informal, a receita das ongs, e a "evolução" do funcionalismo público... ora bolas, carambolas!

Joga pedra na Geni

Ontem a propaganda partidária foi do PSL, partido nanico que lançou Luciano Bivar candidato à presidência.
Ele aproveitou o espaço para defender a democracia brasileira da ameaça causada pela - pasmem - oposição!
Segundo sua ótica que não chega a ser torta, é só, digamos, "interessada", Lula deveria servir de exemplo de postura democrática para a oposição. Isso porque, quando questionado por jornalistas sobre a possibilidade de uma re-reeleição, Lula responde negativamente e faz discursos em prol da democracia (eu é que não acredito: vai que algum aloprado esteja traçando um plano para que Lula seja presidente de novo em 2010 ou 2014 bem embaixo do nariz dele e ele não está se dando conta?).

Já a malvada e anti-democrática oposição, essa Geni cruel, segundo Bivar, está dando mostras de autoritarismo porque está querendo recriar a - pasmem de novo - cláusula de barreira! Para o PSL, a cláusula de barreira não é nada interessante, porque produzirá uma "peneira" em nosso sistema partidário, fazendo com que os partidos menores se coliguem se quiserem continuar existindo.
A cláusula de barreira foi votada e aprovada pelo congresso há vários anos atrás e entraria em vigor neste ano. Os partidos nanicos entraram com uma ação no Supremo Tribunal Federal alegando inconstitucionalidade porque, da maneira como está formatada, a cláusula impediria a liberdade das minorias de se fazerem representadas no congresso. Por fim a cláusula foi revogada, para a infelicidade da política nacional, pois estes partidos nanicos, no mais das vezes, servem apenas como partidecos de aluguel e não raro se transformam em ninhos de corrupção.

Como o partido do Bivar seria um dos prejudicados se a cláusula fosse aprovada novamente, e desta vez sem brechas para que o STF a declare inconstituicional, o recurso é mesmo jogar pedra na Geni...

sábado, 17 de março de 2007

Acorda jornalismo!

Do Jornal Nacional desta sexta-feira:

"O presidente da Bolívia, Evo Morales, ameaçou estatizar um jornal que tem criticado o governo. E, como informa o correspondente Ari Peixoto, este perigo para a liberdade de imprensa não é exclusividade boliviana, na América do Sul.
O presidente Evo Morales ficou irritado com duas notícias publicadas no jornal “La Razón”. o jornal afirmou que as nacionalizações em setores essenciais da economia, como o energético, deram prejuízo à Bolívia. Outra reportagem dizia que o país deixou de receber US$ 600 milhões oferecidos por uma organização americana a países que respeitam a democracia e a liberdade de imprensa.
Morales chamou o jornal de mentiroso e ameaçou nacionalizar a publicação, que pertence a um grupo espanhol. As associações de classe e os sindicatos criticaram o presidente e sugeriram que ele abra um processo com base na lei de imprensa.
Com essa ameaça, Evo Morales segue os passos do seu mais importante aliado, Hugo Chávez, que decidiu não renovar a licença da RCTV, a emissora mais popular da Venezuela.
A RCTV é acusada pelo presidente de ter apoiado uma tentativa de golpe em 2002. A diretora de jornalismo diz que a emissora é mais vista justamente pelas classes mais pobres, o que, segundo ela, explica o que chama de perseguição chavista.
Ontem à noite, houve um panelaço em Caracas, organizado pelo comando nacional de resistência em apoio à RCTV, que não é o único meio de comunicação ameaçado pelo governo Chávez.
O jornal “Tal e Qual” foi multado em 40 milhões de bolívares, quase US$ 19 mil, por ter publicado uma carta do humorista Laureano Marquez. Ele pedia que Rosinés, filha de Hugo Chávez, influenciasse o pai a ser mais tolerante com a oposição. Uma juíza de menores considerou que o artigo violou a honra, a reputação e a vida privada de Rosinez, que tem nove anos de idade.
No vizinho Equador, a crise política levou os principais jornais na semana passada a lançar um manifesto em defesa da democracia e do estado de direito.
O motivo foi a cassação de deputados contrários a um referendo sobre mudanças na constituição. Ontem, enquanto o presidente Rafael Correa comemorava dois meses de mandato, partidários dele agrediam os deputados que tentavam voltar ao congresso nacional.
O cientista político Jorge Giacobbe diz que faz parte da cultura do continente Sul-Americano a imposição de idéias dos governos sobre os meios de comunicação. Segundo Jorge Giacobbe, discutir com a imprensa é saudável. Querer calar um jornal ou emissora de TV, por fechamento ou multa, é uma brutalidade."


http://jornalnacional.globo.com/Jornalismo/JN/0,,AA1491416-3586-652739,00.html

segunda-feira, 12 de março de 2007

Revista Veja • Pérola número 4

(estado ou Estado? A origem dos nossos males)

Uma das melhores Carta ao Leitor de Veja de todos os tempos:

Uma questão de estado

A partir desta edição VEJA passará a grafar a palavra estado com letra minúscula. Se povo, sociedade, indivíduo, pessoa, liberdade, instituições, democracia, justiça são escritas com minúscula, não há razão para escrever estado com maiúscula. Os dicionaristas aconselham o uso de capitular quando a palavra for usada na acepção de "nação politicamente organizada", como prescreve o Aurélio. Seu rival Houaiss também assevera que estado nesse sentido se grafa com maiúscula. Vale a pena contrariá-los.

Escrever estado com inicial maiúscula, quando cidadão ou contribuinte vão assim mesmo, em minúsculas, é uma deformação típica mas não exclusivamente brasileira. Os franceses, estado-dependentes, adoradores de seu generoso cofre nacional, escrevem "État". Os povos de língua inglesa, generalizando, esperam do estado a distribuição equânime da justiça, o respeito a contratos e à propriedade e a defesa das fronteiras. Mas não consideram uma dádiva do estado o direito à boa vida material sem esforço. Grafam "state".

Com maiúscula, estado simboliza uma visão de mundo distorcida, de dependência do poder central, de fé cega e irracional na força superior de um ente capaz de conduzir os destinos de cada uma das pessoas. O escocês Adam Smith (1723-1790) nunca escreveu a palavra capitalismo. O inglês Thomas Hobbes (1588-1679) não utilizou a palavra estado. Ambos, porém, são associados a esses termos. Smith, autor de A Riqueza das Nações, como o primeiro pensador a explicar o funcionamento da economia capitalista. Hobbes, com seu Leviatã, como pioneiro na denúncia do estado pantagruélico. Foi, na verdade, defensor de uma instituição capaz de livrar a sociedade do estado permanente de guerra entre os indivíduos, uma "entidade soberana" – em minúsculas, recomendava Hobbes, que escrevia Lei sempre com capitular.

Grafar estado é uma pequena contribuição de VEJA para a demolição da noção disfuncional de que se pode esperar tudo de um centralismo provedor. Em inglês grafa-se "Eu" sempre em maiúscula, na entronização simbólica do indivíduo. Não o faremos. Nem vamos tirar a capitular da palavra Deus. A tentativa é refletir uma dimensão mais equilibrada da vida em sociedade, como a proposta pelo poeta francês Paul Valéry (1871-1945): "Se o estado é forte, esmaga-nos. Se é fraco, perecemos".

(Carta ao Leitor. Revista Veja, 14 de março de 2007, página 9)

Doravante, também eu acompanharei Veja no uso da palavra estado com letra minúscula.

sexta-feira, 9 de março de 2007

Como mulher, sinto vergonha

No dia da mulher (de minha parte, coisa a ser questionada), o que eu encontro nos jornais?
Mulheres que se permitem ser instrumento de manipulação, dando exemplos de ignorância e exibicionismo.


"Militantes de esquerda e parlamentares iniciaram nesta quarta-feira uma série de protestos contra a visita do presidente dos EUA, George W. Bush, ao Brasil. No Congresso Nacional, as deputadas do PCdoB Manuela Dávila (RS), Vanessa Grazziotin (AM) e Perpétua Almeida (AC), e do PSOL Luciana Genro (RS), estenderam uma faixa onde se lia: 'Bush não é bem-vindo'. "





Modelo é detida por apelar à nudez para protestar contra Bush



Vergonha de ser mulher, vergonha de ser brasileira.

Os bandidos são as vítimas da exclusão social?! Vítimas da impunidade, isso é que sim!

Os especialistas vão continuar insitindo em dizer que a causa da criminalidade é a exclusão social?!

Pois os bandidos são, de verdade, vítimas é da impunidade em cascata que assola o país. Se o exemplo não vier de cima, o que estiver embaixo desmorona.


Estudante de direito é presa por integrar quadrilha em SP:
http://br.noticias.yahoo.com/s/08032007/25/manchetes-estudante-direito-presa-integrar-quadrilha-sp.html

Policiais são presos por crime do falso seqüestro no PR:
http://br.noticias.yahoo.com/s/08032007/25/manchetes-policiais-sao-presos-crime-falso-sequestro-no-pr.html

Realizações do governo Lula

Arnaldo Jabor tem acertado dia sim, dia não.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/wma/wma.asp?audio=2007/colunas/jabor_070305.wma

Real ou irreal?

Ok, já entendi tudo.

O Brasil é uma experiência da Dharma que saiu do controle!

Sim, porque há certas coisas aqui tão surreais quanto ursos polares em ilhas tropicais...

Lula, em discurso no dia de ontem:

"Vamos fazer o combate à hipocrisia no país. Preservativo tem que ser doado e ensinado como usar. Sexo tem que ser feito e ensinado como fazer, somente assim teremos um País livre da aids. (…) Não tem como carimbar na testa de um adolescente quando é momento de começar a fazer sexo. Sexo é uma coisa que quase todo mundo gosta, é uma necessidade orgânica do ser humano, portanto o que nós precisamos fazer é ensinar. (…) É preciso melhorar a massa encefálica dentro do cérebro para as pessoas compreenderem que as mulheres devem ser respeitadas".

Palavras ditas naquele tom de "bronca de sindicalista" que lhe é típico. Com dedo em riste e tudo mais.

Eu quero é saber onde é a porta da escotilha da civilização nesta terra de loucos.

quinta-feira, 8 de março de 2007

Capítulo de hoje de "Amazônia"

Bem que o capítulo de hoje da mini-série Amazônia, da Rede Globo, poderia chamar-se

"No Brasil, a ideologia assassina o conhecimento e a racionalidade"

domingo, 4 de março de 2007

Reabilitação x Recuperação de presos

O problema não são as questões sociais.
O problema é que falta liberalismo e sobra ideologia esquerdista.

Do Jornal Nacional, edição de 03/03/07

Depois da década de 80, uma série de crimes fez os Estados Unidos mudarem as leis. Em vez de buscar apenas a reabilitação dos presos, o país também passou a punir os infratores com mais rigor.
Os Estados Unidos têm a maior população carcerária do mundo: mais de 2 milhões de presos. A média per capita também é a mais alta, um preso para cada 140 adultos. As penas de prisão para criminosos violentos são longas, sem possibilidade de liberdade condicional. Até os anos 80, prevalecia aqui nos Estados Unidos a filosofia de reabilitação dos presos. Mas uma onda de crimes nas grandes cidades levou a população a eleger políticos que pregavam a punição dos criminosos. Novas leis foram aprovadas, impondo penas rigorosas. E a criminalidade caiu. Hoje as cidades americanas, como Nova York, estão entre as mais seguras do mundo. O economista Gary Becker, que ganhou o Prêmio Nobel de Economia em 1992, demonstrou que a certeza da punição cria um forte incentivo para que crimes não sejam cometidos. Por influência dele e de outros pensadores, os Estados Unidos passaram a construir mais presídios e nos últimos 20 anos a população carcerária se tornou cinco vezes maior.
O país gasta por ano o equivalente a R$ 120 bilhões para manter uma população carcerária crescente. O sistema penitenciário oferece programas de reabilitação e reintegração à sociedade. A cada ano, cerca de meio milhão de presos cumprem suas penas e são soltos.
Segundo o jurista James Jacobs, o Brasil precisa reforçar a polícia, os tribunais e o sistema penitenciário para que os criminosos tenham certeza de que serão punidos. Segundo ele é essencial a construção de mais presídios. Uma solução bem sucedida nos Estados Unidos é a privatização de parte do sistema penitenciário.

http://jornalnacional.globo.com/Jornalismo/JN/0,,AA1476500-3586-646836,00.html


Agora eu pergunto: comparando-se os dois sistemas carcerários, o do Brasil (em que prevalece a filosofia da reabilitação dos encarcerados) e dos Estados Unidos (em que prevalece a filosofia da punição rigorosa), qual é o que, na prática, reabilita mais presos?

Agora eu pergunto: entre ser um preso no Brasil (onde as leis não são cumpridas nem mesmo dentro da prisão) e um preso nos Estados Unidos (com muita disciplina, possibilidade de trabalhar e garantia de segurança física), qual você preferiria ser?

Agora eu pergunto mais ainda: entre ser um preso nos Estados Unidos e ser um cidadão de bem em liberdade no Brasil, o que você preferirira?

sexta-feira, 2 de março de 2007

O jornalismo saindo do sono profundo

Parece que a visita que recentemente nos fez Hugo Chavéz, em que ele enxovalhou a nossa imprensa, andou mexendo com os brios dos nossos jornalistas.

Senão, vejamos:

Arnaldo Jabor, para a rádio CBN no dia de hoje, 01/03/2007:
http://wm-sgr-ondemand.globo.com/_abert

Carlos Alberto Sardenberg, em seu blog no portal globo.com, também no dia de hoje:
http://g1.globo.com/Noticias/Colunas/0,,7407,00.html

Jornalistas preocupados com a possibilidade de um terceiro mandato de Lula:
http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1446990-EI7896,00.html

Só o fato dos jornalistas estarem perguntando sobre essa possibilidade já demonstra um despertar de consciência para as aspirações nada democráticas do PT, não importa o que Lula possa ter dito hoje.

Ah... tomara o Chavéz voltasse ao Brasil para enxovalhar mais ainda a nossa imprensa. Que merece ser enxovalhada, diga-se de passagem, mas não pelos motivos que acredita o ditador venezuelano.

Quando será que nosso jornalismo vai se tocar que já faz tempo que o PT merece um definitivo cartão vermelho? (leia post abaixo)