terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Prática petista

O PT costuma cometer uma falta no meio de campo, se jogar no chão e ainda ter a cara-de-pau de pedir pênalti. Mas o problema nem é esse.
O problema no Brasil é que a imprensa e a população DÃO o pênalti pra ele!

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Sensíveis e insensíveis

Temos convicção que Serra está entrando agora, mas temos o dever de chamar a atenção para o problema, para fazer um acordo, o que não aconteceu com (o ex-governador Geraldo) Alckmin", afirmou. "O Serra vem do movimento estudantil, foi exilado, tem sensibilidade... A gestão passada só fez construir presídios na região."

José Rainha, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST)

(fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/070223/manchetes/manchetes_politica_rainha_pol )

É isso aí gente, gestores malvados como Alckmin ficam perdendo tempo e gastando dinheiro público na construção de presídios nos lugares onde deveriam haver assentamentos do MST... Não bastasse, ainda por cima criam o RDD - Regime Disciplinar Diferenciado, que não respeita os direitos humanos dos encarcerados. Quanta insensibilidade!

PS: para conferir se uma pessoa é sensível ou não, avalie se 1º) ela fez ou faz parte de algum movimento estudantil e 2º) se ela já foi exilada pelo menos uma vez na vida.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Entre o amplo e o profundo

Nestes dias pós-barbárie (e creiam-me: haverão muitos deles ainda) a imprensa se enche de "otoridades" que repetem toda vez o mesmo blá blá blá. A conversinha fiada de sempre é aquela que diz que a discussão precisa ser ampliada.

Mas e quem é que tá pedindo para "ampliar" a discussão? Eu, não.

De tanto a gente "ampliar" a discussão e incluir as opiniões dos artistas e de filósofos de muita teoria e pouca prática, deu no que deu. Minha paciência se esgotou com toda essa... amplitude.

Não quero que se "amplie" mais nada. Quero é que se APROFUNDE a discussão.
Saiam desta superficialidade na análise das questões sociais. Descartem o discursinho raso e fácil da exclusão e da injustiça social.

Que tal, pra começo de conversa, estudarmos o que tem logrado sucesso em países com alta criminalidade e grandes diferenças sociais, como a Colômbia, por exemplo? Ou mesmo estudarmos o caso do Chile e ver, na prática, como o liberalismo ajudou a diminuir a criminalidade? Ou ver como a Tolerância Zero (sim, com truculência policial e tudo, que inclusive nunca foi apontada pela mídia como abusiva, como acontece por aqui) funcionou em Nova Iorque?

"Quando o Brasil me tira o sono" não é só o título deste blog

Alguns amigos e conhecidos me olham com cara de quem viu alienígena toda vez que falo em política. Ainda mais agora, depois que o calor das eleições já se amornou.

Esquecem-se de que o debate político é indispensável para a compreensão de toda a vida em sociedade e, diferentemente do que ocorre com religião ou futebol, não só podemos, mas também devemos, discutir política. Num Estado laico, escolhas religiosas dizem respeito apenas ao nosso destino individual. E futebol absolutamente não altera em nada os destinos de ninguém, exceto daqueles que atuam efetivamente nele. Já a política diz respeito ao nosso destino coletivo. Então, é assunto do qual todo cidadão não se deve furtar, sobretudo em países como o nosso, em que uma barbárie nova entra nos nossos lares semanalmente.

Depois da eleição, como alguns, também tive crises de desânimo profundo e depressão. Constantemente passo por momentos de grande angústia tentando encontrar uma saída - que eu não encontro, por mais desesperadamente que eu tente (o que me torna uma verdadeira brasileira insone). Sucede que os maus políticos avançam porque os bons políticos recuam. E recuam porque não têm apoio, não sentem respaldo da população. E estão certos. Vão ser sacrificados por quem? pelo que? vale a pena? Se não tiverem reconhecimento, não vale. Como posso ser eu mais uma a jogar a toalha? A não me esforçar para fazer com que os bons políticos sejam apartados dos maus?

Ainda que eu também desistisse, a questão maior é que as conseqüências sempre são pagas por nós mesmos, a cada nova nova barbárie. Quem de nós será o próximo? Será que só vamos nos importar de fato quando a vítima estiver próximo o suficente? Por ação ou por omissão, conscientes ou inconscientes, todos nós somos culpados. E nosso crime é não querer saber de política, é apontar como "taciturno", "chato" ou "careta" quem dê aos fatos uma interpretação mais profunda que os simplismos ofertados pela mídia. Nos satisfazemos com análises rasas que as novelas e programas dominicais de TV ofertam, ávidos por vendermos nossa consciência à cantiga já esgarçada que imputa o problema da criminalidade às diferenças sociais, ao coitadismo, à exclusão. Como se protestar e compadecer-se com a pobreza resolvesse alguma coisa. Como se a solidariedade com a mãe que perdeu o filho impedisse que outras mães perdessem seus filhos de forma trágica.

Caridade não resolve. Vela não resolve. Flores não resolvem. Luto não resolve. Homenagens, passeatas, faixas, entrevistas e choro na TV não resolvem. Sinto muito, mas orações e missas também não.

Que temos que resolver os problemas sociais, isso temos mesmo. Ninguém está aqui pra discordar. A questão é que, por causa da superficialidade e passionalidade com que se analisa este e outros temas, optamos pelo método errado. E o resultado são os direitos humanos que servem apenas para defender os humanos que não são direitos; o resultado é que pagamos o preço da igualdade social com a conta das liberdades individuais; o resultado é uma justiça social artificial, forçada; o resultado é assistencialismo que acomoda; o resultado é a pobreza multiplicada; é a miséria que nos encerra a cada dia dentro de mais cadeados. Não, o Brasil não avançou na solução de seus problemas sociais: andamos para trás. Tomamos o caminho errado. E o exemplo da impunidade vem de cima, para seduzir os excluídos. Não há a menor presperctiva de, em quatro anos, reverter este caminho. Esperem por coisas ainda piores.

Quem paga a conta somos nós mesmos, não adianta se esconder. E se preciso for, ela vem a ser cobrada dentro da nossa própria casa, cedo ou tarde. Não posso simplesmente deixar esse assunto para lá e ser feliz. Não dá mesmo pra ser feliz. Não dá pra colocar a cabeça no travesseiro e dormir o sono dos inocentes.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Caso Kassab

Alguns governistas têm deitado e rolado com o caso Kassab, que expulsou aos gritos um petista baderneiro de um posto de saúde. O que os governistas dizem é que para o PSDB e o PFL existem dois tipos de cidadão, o de primeira e o de segunda classe.
Na verdade, é para o PT que existem dois tipos de cidadão: 1) os que se sentem acima das Leis e não cumprem seus deveres, e 2) os que não têm direitos e pagam impostos, como o simples caseiro que teve o sigilo bancário quebrado arbitrariamente pelo PT.
Kassab, como prefeito do PFL, não agiu de forma correta e a maioria da oposição concorda com isso.
Mas não se misturam alhos com bugalhos. Para o PSDB só existem mesmo dois tipos de cidadão, só que bem diferentes dos tipos que exitem para o PT. Os tipos que existem para o PSDB são 1) os que trabalham e pagam impostos, produzem e devem ter seus direitos assegurados pela Lei e 2) os que não produzem nada, têm a cabeça lavada pelo mantra esquerdista alientante e estatizante e se deixam transformar em instrumentos de chantagem social para a opinião pública, usando a pobreza como escudo para não se submeter às Leis.
Do primeiro tipo de cidadão, o PSDB quer ser servo. Do segundo tipo, o PSDB não se permitirá ser escravo.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Estou esperando que o Blogger desenvolva o recurso de importar os arquivos de texto de outras ferramentas de blog.

Por enquanto, meus textos antigos estão aqui: www.brasileirainsone.zip.net

Espero brevemente poder transferir meu blog para cá.