sábado, 15 de dezembro de 2007

Para os senadores do PSDB

Caros senadores

Quero aqui parabenizar todos os senadores do PSDB por terem votado de forma unânime contra a CPMF, ajudando o governo a perder para si mesmo.

Especiais parabenizações ao senador Arthur Virgílio, a quem já elogiei em e-mail em separado e ao senador Álvaro Dias, pela coerência e pela firmeza no discurso desde a primeira hora. Mil vezes desejo vosso nome para governo do estado em 2010 do que o do vosso irmão, que decepcionou e ludibriou o povo do Paraná.

A continuarem assim, vossas excelências estarão colaborando para o retorno dos eleitores que, por desânimo com o partido, estavam inclinando-se mais ao DEM do que ao PSDB desde a eleição passada. Mais imporante que isso, entrentanto, é que vossas excelências estão colaborando para melhorar a consciência política dos brasileiros, quando aceitam o debate, quando respondem às blasfêmias que partícipes deste governo (incluindo os governistas que povoam as redações dos veículos da imprensa) gostam de semear à torto e à direito, quando saem das cordas e ocupam o devido lugar no ringue.

E é disso que o partido precisa para recuperar musculatura, de gente como o senador Arthur Virgílio, que soube marcar bem claramente que o PSDB não é uma versão do PT que toma banho e sabe usar a língua portuguesa. A musculatura que o partido precisa é composta de gente que atravessa a rua para não chegar perto de um governista, de um lulo-petista. O que espanta o eleitor do partido é vê-lo aproximando-se do governo e do PT. É claro que compreendemos a convivência diplomática e pacífica nas instâncias democráticas, mas daí a calar-se diante das agressões que o partido de vossas excelências sofre há muita distância.

Como diria o Capitão Nascimento, quem está acompanhando a gravidade da situação nestas épocas lulo-petistas só tem três opções:
- Ou se abraça ao PT (e é isso que víamos sempre os tucanos fazerem)
- Ou joga a toalha e cai fora da política e/ou do país
- Ou vai para a guerra.

Nós, vossos eleitores, estamos na guerra desde o início do ano passado. Para criar musculatura, o PSDB precisa disso: tucanos que venham para a guerra conosco, argumentando, explicando, demonstrando o quanto este (des)governo é uma vergonha, o quanto o governo de FHC foi superior a este e o quanto o PSDB pode fazer pelo Brasil a partir de 2010. Vocês são muito melhores que os petistas em todas as áreas. Tenham coragem e enfrentem a popularidade do Lula - e a razão, cedo ou tarde, imperará sobre o discurso obscurantista.

À guerra, tucanos, que é disso que vocês precisam!

Agradecida, aliviada e satisfeita,

Daniela

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Arthur Virgílio Presidente 2010

"Não nos digam que não negociamos. Procuramos todas as janelas. O governo opta pela prepotência."

"Ninguém quebra minha espinha dorsal."

"Posso ser líder por 10 minutos, por um ano. Sou líder há 5 anos."

"Não consigo negociar com quem não fala verdade, me chantageia, com quem me ameaça."

"Todas as propostas apresentadas há dois meses pelo partido ao ministro Mantega, e o ministro disse que não daria tempo para fazer tudo isso nesse momento. E agora vem o governo dizer que pode fazer agora, no último momento?"

"Para mim foi dolorido. Tenho contrariado governadores do partido. Mas não consigo dar para trás na palavra que empenhei."

"Tem hora que se paga qualquer preço, mas não se ajoelha. Qualquer preço, mas não quebrar a espinha dorsal."



Registre-se para que entre para a história.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Governo tem sua primeira derrota importante no Senado

Estou muito satisfeita e aliviada, pois a CPMF não foi renovada - 45 (número "cabalístico"!) votos a favor e 34 contra. O governo precisava de 49 votos.

De agora em diante o PSDB e o DEM que se preparem, porque o Lula vai bater em vocês. Vai colocar a culpa na oposição (embora a responsabilidade mesmo tenha sido da base aliada, já que o governo adotou uma política de negociação desastrosa). Vai se jogar no chão e se fazer de vítima.

Vai fazer isso todo santo dia, demonizando um a um os senadores tucanos. E vai sobrar pros governadores também.

Pois, se querem saber, acho isso ótimo. Porque finalmente o jogo vai endurecer e os tucanos serão obrigados a entrar na guerra, como gatos acuados. Se os governadores não quiserem abrir o bico, tudo bem. Mas o PSDB, como partido, vai ter que partir para a argumentação. Se o PSDB não reagir nem nesta situação, ele acabou. Morreu e esqueceram de nos avisar. Enterrem.

E é tão fácil desmentir o chororô do Lula. É fácil desmontar todo o teatro dele. Mais do que o fim da CPMF, a grande vitória da noite de hoje é que agora é que a oposição vai começar, porque ela estará obrigada a entrar na guerra contra o PT, defender a verdade para defender a si mesmo, defender o que é certo para sobreviver, e não ficar correndo atrás de um adesismo por causa da alta popularidade do Lula. O que a gente quer é que o PSDB comece a argumentar e a explicar as coisas para a população, para ver se aí as pessoas enxergam a verdade sobre este (des)governo.

A maior vantagem do fim da CPMF é iniciar no país um verdadeiro confronto de idéias. Colocar na mesa o que defende um lado e o que defende o outro. Às claras. Não tenho dúvidas de que a razão, pode demorar um pouco (há tempo suficiente até 2010), irá vencer. E o Brasil vai ganhar.

Para Arthur Virgílio

Caro senador

Foram tantas as vossas palavras e ações brilhantes nesta noite que nem posso citar nenhuma delas em especial.

Hoje um "menino de calças curtas" se tornou um gigante maior que o próprio Senado. Estou muito orgulhosa de tudo o que vossa excelência disse e fez pelo Brasil e pela democracia na sessão que acaba de se encerrar.

Muitos parabéns. Quiséramos nós que todo o PSDB tivesse um posicionamento, uma coragem, uma disposição para estabelecer a verdade como os que o senhor tem.

Se hoje eu pudesse escolher um nome para ser candidato à presidência pelo PSDB em 2010, sem dúvida escolheria o seu.

Aliviada, satisfeita e agradecida,
Daniela

Para os decepcionantes senadores

Osmar Dias
Cristóvam Buarque
Jefferson Peres
Pedro Simon

Esperava mais de vossas excelências. Esperava hombridade e coerência, e não covardia e adesismo. Pior: adesismo disfarçado, distorcido, mascarado. Vossa história, até então muito respeitável, não merecia o que vossas excelências fizeram hoje.

Quanto ao senador Osmar Dias, convenha-se, arrancar promessas do ministro Múcio com prazos para serem cumpridas até 2011 (11!) e usar isso como argumento é, no mínimo, chamar a nós, seus ex-eleitores, de ASNOS. Pois desejo realmente que vossa excelência candidate-se em 2010. Assim eu terei a oportunidade de devolver a honra a meu título de eleitor, optando desta vez por alguém à altura dele.

Muito decepcionada,
Daniela

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Último post sobre a CPMF - hoje

Só sei uma coisa: agora os dois lados já trucaram, já pediram 6, já desceram com 12.
É tudo ou nada.

Quem perder, perde a partida toda.

Para o governo, "a partida toda" pode significar os 40 dindins da CPMF e o desperdício que seria feito com eles. Pode significar um freio no entrincheiramento partidário no estado e o fim do assistencialismo em troca de votos, bem como o esgotamento do leite que jorrava das tetas do governo para os corruptos ávidos por algum PACzinho onde desse para meter a mão. Pode ser um balde de água fria no continuísmo em 2010.

Para a oposição, "a partida toda" pode significar 2008.
Por conseqüência, pode significar 2010.
E pode significar a própria existência do PSDB.


Para nós, essa partida pode significar o fortalecimento do Senado como instrumento democrático ou pode ser mais um passo em direção ao desmantelamento das instituições no país, o que nos levaria a... nem quero escrever sobre isso, que tenho calafrios.

Pior é que agora não dá mais para "destrucar".

FAÇA A SUA PARTE

Telefone da ouvidoria do Senado:

0800 61 22 11

E-mail de todos os senadores:

adelmir.santana@senador.gov.br; alfredon@senador.gov.br; almeida.lima@senador.gov.br; mercadante@senador.gov.br; alvarodias@senador.gov.br; acm@senador.gov.br; antval@senador.gov.br; arthur.virgilio@senador.gov.br; augusto.botelho@senador.gov.br; cesarborges@senador.gov.br; cicero.lucena@senador.gov.br; cristovam@senador.gov.br; delcidio.amaral@senador.gov.br; demostenes.torres@senador.gov.br; edison.lobao@senador.gov.br; eduardo.azeredo@senador.gov.br; eduardo.suplicy@senador.gov.br; efraim.morais@senador.gov.br; eliseuresende@senador.gov.br; ecafeteira@senador.gov.br; expedito.junior@senador.gov.br; fatima.cleide@senadora.gov.br; fernando.collor@senador.gov.br; flavioarns@senador.gov.br; flexaribeiro@senador.gov.br; francisco.dornelles@senador.gov.br; garibaldi.alves@senador.gov.br; geraldo.mesquita@senador.gov.br; gerson.camata@senador.gov.br; gilvamborges@senador.gov.br; heraclito.fortes@senador.gov.br; ideli.salvatti@senadora.gov.br; inacioarruda@senador.gov.br; jarbas.vasconcelos@senador.gov.br; jayme.campos@senador.gov.br; jefperes@senador.gov.br; joaodurval@senador.gov.br; joaoribeiro@senador.gov.br; jtenorio@senador.gov.br; j.v.claudino@senador.gov.br; joaquim.roriz@senador.gov.br; jonaspinheiro@senador.gov.br; jose.agripino@senador.gov.br; jose.maranhao@senador.gov.br; josenery@senador.gov.br; sarney@senador.gov.br; katia.abreu@senadora.gov.br; leomar@senador.gov.br; lucia.vania@senadora.gov.br; magnomalta@senador.gov.br; maosanta@senador.gov.br; crivella@senador.gov.br; marco.maciel@senador.gov.br; marconi.perillo@senador.gov.br; maria.carmo@senadora.gov.br; mario.couto@senador.gov.br; marisa.serrano@senadora.gov.br; mozarildo@senador.gov.br; neutodeconto@senador.gov.br; osmardias@senador.gov.br; papaleo@senador.gov.br; patricia@senadora.gov.br; paulo.duque@senador.gov.br; paulopaim@senador.gov.br; simon@senador.gov.br; raimundocolombo@senador.gov.br; renan.calheiros@senador.gov.br; renatoc@senador.gov.br; romero.juca@senador.gov.br; romeu.tuma@senador.gov.br; rosalba.ciarlini@senadora.gov.br; roseana.sarney@senadora.gov.br; sergio.guerra@senador.gov.br; sergio.zambiasi@senador.gov.br; serys@senadora.gov.br; siba@senador.gov.br; tasso.jereissati@senador.gov.br; tiao.viana@senador.gov.br; valdir.raupp@senador.gov.br; valterpereira@senador.gov.br; wellington.salgado@senador.gov.br

Para todos os senadores

ESTE GOVERNO NÃO TEM ARGUMENTOS PARA RENOVAR A CPMF:

"Os recordes de arrecadação anunciados pela Receita Federal já superam uma vez e meia o total da CMPF estimado para 2008: 40 bilhões de reais.A análise da proposta de Orçamento, que está no Congresso, já sofreu correção da estimativa de receita para 2008, de cerca de 40 bilhões que viriam da arrecadação tradicional (sem CPMF). Portanto, o governo não teria necessidade desses recursos.Pesquisa da Fecomercio-SP divulgada ontem mostra que os mais pobres pagam, proporcionalmente, mais CPMF que os mais ricos. O imposto perverso pesa mais na (pouca) renda dos menos favorecidos e é muito mais diluído na renda (mais alta) dos mais favorecidos."


Ponto final.

Acabou-se!


Chega de bravatas, chantagens e retórica vazia.
Chega de dividir o país entre "pobres e ricos".
Chega de irresponsabilidade!

Não há argumentos que justifiquem a falta de verbas para saúde, para educação, para segurança ou projetos sociais (que, aliás, neste governo NEM EXISTEM de verdade: o que existe é assistencialismo). As únicas coisas que justificam a falta de dinheiro é o desperdício, a má gestão, a superlotação de cargos políticos, o abuso no uso dos cartões corporativos, a megalomania dos representantes políticos, a criação de ministérios inúteis e dispendiosos - como a TV Pública - E A CORRUPÇÃO GENERALIZADA.

A carga tributária - a mais alta da história - que a sociedade brasileira paga já oferece valores mais que suficientes para todos os gastos com educação, saúde e segurança pública. Se falta dinheiro, caros, não nos venham pedir mais: façam vosso trabalho honestamente que haverá dinheiro para tudo, inclusive para os projetos sociais.

Para os senadores do DEM

adelmir.santana@senador.gov.br; acmjr@senador.gov.br; demostenes.torres@senador.gov.br; efraim.morais@senador.gov.br; eliseuresende@senador.gov.br; heraclito.fortes@senador.gov.br; jayme.campos@senador.gov.br; jonaspinheiro@senador.gov.br; jose.agripino@senador.gov.br; katia.abreu@senadora.gov.br; marco.maciel@senador.gov.br; maria.carmo@senadora.gov.br; raimundocolombo@senador.gov.br; rosalba.ciarlini@senadora.gov.br

Caros senadores do DEM

É com ânimo que vos escrevo. Sou uma tradicional eleitora do PSDB que há muito se decepciona com os tucanos.
Tenho acompanhado vossos discursos muito satisfeita. Estão, ao menos na retórica, acertando na mosca (ou na classe média): mais liberalismo econômico e retidão moral. Parabéns!

Espero, entretanto, que tudo isso não fique limitado ao discurso. Estarei acompanhando a votação pela CPMF seja ela feita nesta quarta-feira, no dia 24 ou 31 de dezembro ou mesmo no ano que vem. Seja no dia em que for. Assim, aguardo escutar, um a um, quatorze "NÃO"s partindo de vossas excelências. Um único "SIM" colocará na lata do lixo o crédito que o DEM vem conquistando com a classe média.

MUITO pior do que um partido do qual discordamos do discurso é um partido que vende um produto e entrega outro. O DEM está, sim, no caminho certo, mas qualquer desvio pode lhe ser fatal.

Continuem firmes!

Daniela

Para os POSSÍVEIS traidores do PSDB e do DEM

lucia.vania@senadora.gov.br; cicero.lucena@senador.gov.br; jtenorio@senador.gov.br; jonaspinheiro@senador.gov.br; jayme.campos@senador.gov.br

Caros senhores senadores
Lúcia Vânia
Cícero Lucena
João Tenório
Jonas Pinheiro
Jayme Campos

Acabo de ler o que segue no blog da Lucia Hippolito (http://www.luciahippolito.globolog.com.br/), a quem dou créditos dilatados:

"Já na oposição, as consciências, digamos, mais sensíveis a um apelo governo [pela CPMF] são Lúcia Vânia (PSDB-GO), Cícero Lucena (PSDB-PB), João Tenório (PSDB-AL), Jonas Pinheiro (DEM-MT) e Jayme Campos (DEM-MT)."

Quero vos dizer que estarei prestando ESPECIAL ATENÇÃO em vossos votos. Seja a votação pela CPMF nesta quarta-feira, no dia 24 ou 31 de dezembro ou no ano que vem. Seja o dia que for.

Espero, sinceramente, que os senhores votem alinhados com vossos partidos. Qualquer - QUALQUER - dissidência, depois de tanto discurso e retórica inflamada, significa destroçar e humilhar a oposição, deixando nosso país perigosamente ainda mais desprotegido diante dos tentáculos totalitários deste (des)governo. Democracia REQUER a existência de uma oposição. Se quaisquer dos senhores, do DEM ou do PSDB, votarem a favor da recriação da CPMF, o Brasil estará, sem exageros, sem oposição - porque os eleitores do DEM e do PSDB lhes virarão as costas. E não vai ser bonito de ver no que o Brasil se transformará. Pobre país!

Nenhum argumento os senhores teriam para tamanha traição - que não seria só partidária, mas também uma traição à pátria. Acredito que tal ingnomínia justificaria, inclusive, a explusão do partido.

Abaixo, segue e-mail já encaminhado a todos os senadores do PSDB há alguns dias atrás, com maiores explicações.

Grata pela atenção,
Daniela

Para o Senador Flávio Arns

flavioarns@senador.gov.br

Senador Flávio Arns

Estimando, primeiramente, sua melhora, venho através desta manifestar-me muito sinceramente sobre o PT, sobre seu mandato e principalmente sobre a CPMF.

Esclareço, ainda antes de iniciar meus comentários, que não tenho filiação partidária nem quaisquer ligação com políticos ou partidos. Porém, não escondo que considero o governo petista O PIOR de toda a história, por motivos que não creio que o senhor, pela experiência que tem, desconheça. Prefiro abster-me de descrevê-los aqui para evitar alongar o texto demasiadamente. Também, é necessário que eu diga, na última eleição, por ser tomada de uma tamanha indignação, voluntariamente dediquei-me a debater com pessoas nas ruas e na internet com a intenção de angariar votos para Geraldo Alckmin.

É verdade também que não sou sua eleitora: nos pleitos para senador, votei em Osmar e Álvaro Dias. Mas isso não impede que eu, como natural deste estado que é representado também pelo senhor, me manifeste.

Em recente pesquisa, o Paraná demonstrou uma rejeição de 73% ao terceiro mandato para Lula. Isso, por si, já é um sinal de amadurecimento político da nossa população. É um sinal de que nosso povo, por mais baixa escolaridade que possa ter em algumas regiões, não é um povo que aceita e adere passivamente a qualquer retórica que não faça sentido. E a CPMF, para o povo paranaense, não faz.

Acabei de ler no blog da Lucia Hippolito (http://www.luciahippolito.globolog.com.br/):

"O Paraná é um estado quase unanimemente contrário à CPMF."

Isso é verdade, que confirmo diariamente com desconhecidos e com conhecidos que não acompanham a política tão atentamente quanto eu.

Entretanto, senador Arns, é verdade que embora eu coloque na lata do lixo todo o PT, considero como discreta (para o bem e para o mal) a sua atuação no Senado. E é visível seu desconforto com vários discursos e opções do seu partido.

Em virtude de tudo o que expliquei acima, gostaria de pedir que o senhor, preferencialmente, contrarie a orientação dada aos governistas e VOTE CONTRA A CPMF na quarta-feira, ou no ano que vem, ou quando for que esta votação acontecer. Se isso não for possível - e eu compreendo que não seja - seria, digamos, providencial que o senhor se abstenha, de alguma forma, de votar.

Sendo um pouco mais ousada, na realidade eu gostaria mesmo é de vê-lo fora do PT, para ser sincera convosco. Isso mesmo, o que eu quero dizer é: "salve-se!".

Digo tudo isso porque o povo paranaense tem memória. Ainda que não sejam todos os paranaenses os que a tenham, haverá muitos, como eu, que os ajudarão a ter em 2010.

Obrigada pela atenção.

Muito sinceramente,

Daniela

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Para os senadores Jefferson Peres e Pedro Simon

jefferson.peres@senador.gov.br; mailto:peres@senador.gov.br;%20simon@senador.gov.br;simon@senador.gov.br;jefperes@senador.gov.br

Não à CPMF - uma missão democrática do Senado

Caros Senadores Jefferson Peres e Pedro Simon

Escrevo-os a uma só vez porque considero-os igualmente: verdadeiros representantes dignos de vossos respectivos estados, bastiões éticos e morais e faróis de lucidez democrática raros e indispensáveis diante da imensa escuridão que vejo apontar nos céus brasileiros.

Na terça-feira, ao que parece, finalmente o Senado votará a permanência ou não da CPMF. Tenho plena ciência das pressões que vossas excelências estão sofrendo de todos os lados: de vossos governadores, do Palácio do Planaldo, de vossos eleitores, tanto pelos que pedem pela prorrogação quanto pelos que pedem pela extinção da contribuição.

Neste ponto, a mim parece óbvio, como já demonstrado fartamente pela imprensa independente das verbas estatais, que este é um governo que gasta muito e gasta mal. Ao invés de dedicar-se a dar instrumentos à sociedade para que ela ande com as próprias pernas (leia-se educação de qualidade e saneamento básico), este governo opta maquiavelicamente por criar estado-dependentes, por perpetuar a miséria (tornando-se cafetão dela), por distribuir migalhas em troca de "beijos-na-mão". Resta evidente que este é o governo de um partido que mais tempo investiu na busca do poder do que em elaborar projetos para quando o obtivesse. Por conseguinte, é agora o governo de um partido que mais tempo e dinheiro gasta para manter-se no poder do que em trabalhar pelo país.

Devo dizer, caros senadores Peres e Simon, que não sou vossa eleitora. Obviamente não porque não quero, mas porque não posso, já que meu título eleitoral é do Paraná. Não tenham dúvidas, entretanto, de que meu voto seria sempre vosso, caso meu título fosse do Rio Grande do Sul ou do Amazonas. Assim, não vos escrevo para fazer "chantagem", oferecendo meu voto em troca de vosso "NÃO" na terça-feira. O mote deste e-mail é uma preocupação cívica e patriótica. Como eu disse no começo deste, vejo sinais assustadores de turbulências num futuro próximo para o Brasil. Sinais estes que, do alto de vossa experiência, não tenho dúvida de que os senadores perceberam muito antes do que novatos como eu. A nós, que estamos de fora da política, mas tudo acompanhamos atentamente, preocupa ver tamanho aparelhamento estatal, tamanha vociferação contra os meios de comunicação (sem falar na "classificação indicativa" e na "TV Pública"). Preocupa ver tanta corrupção institucionalizada e tamanho apego ao poder.

Não, com tão poucos no Senado como os senhores, não é possível aos cidadãos de bem do país, diante de tais quadros, dormir o sono dos inocentes.

E, em virtude disso tudo, peço para que o peso de VOSSAS CONSCIÊNCIAS (porque nelas eu confio) SEJAM MAIORES QUE AS PRESSÕES que lhes chegam de todos os lados.

A CPMF pode ser uma das únicas formas de ensinar democracia a este governo, ensinar que não se governa fazendo bravatas e dividindo perigosamente o país, não se governa fazendo promessas e reiteradamente as descumprindo (onde estão as reformas tributária, trabalhista e da previdência?). Não se governa como se o país e as instituições lhes servissem, e não o contrário.

Rogo-vos que na terça-feira tomem para si esta missão democrática de educar e dar limites a este governo. É em nome das próximas gerações que vos peço. Elas nos cobrarão pelo que virá - e é isso que me move a pedir estes minutos de vossa atenção.

Muitíssimo agradecida

Daniela

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Para o Senador Osmar Dias

osmardias@senador.gov.br

Caro Senador Osmar Dias


Nós, seus eleitores, sabemos da pressão que o PDT está fazendo para que o senhor vote a favor do governo pela recriação da CPMF. Igualmente sabemos que essa não é sua opinião pessoal.

Seu partido se esquece, no entanto, de que o eleitor paranaense é um dos mais conscientes do país, conforme comprova a última pesquisa do Datafolha que demonstra que 73% dos eleitores paranaenses são contrários a um terceiro mandato para Lula. Este estado, para nosso orgulho, tem por hábito acompanhar a política. O PDT não poderia cometer tal erro tão primitivo, o de obrigar um seu representante a votar contra suas convicções pessoais e seus eleitores! Isso significaria inexoravelmente entregá-lo ao limbo eleitoral, pois quem haverá de elegê-lo em 2010 para governador ou mesmo para senador se o senhor votar contra a VOSSA E A NOSSA VONTADE?

Isso é suicídio político. Perdoe-me a ousadia, mas talvez caiba lembrar seus correligionários destas coisas.

Como eu já escrevi em e-mail aos senadores tucanos (minha preferência partidária, não escondo), os eleitores do PSDB (que obviamente optaram pelo senhor em 2006 e 2002), em sua maioria, não são como os eleitores petistas (felizmente!). Nós somos mais intolerantes, sim, somos menos complacentes, somos mais atentos, mais criteriosos com nosso voto e nossos representantes. Se eles aceitam que seus partidários carreguem dinheiro em malas e cuecas, que dêem discursos inflamados e imediatamente virem as costas fazendo exatamente o contrário do que disseram, nós não fazemos isso.

Portanto, peço ao senhor, como pedi aos senadores do PSDB, que não nos tratem como eleitores do PT, que tudo relevam em seu partido e seguem obstinadamente uma cega fé partidária.

Nós temos mais memória que os petistas. Nós temos mais rigor nas nossas escolhas que os petistas. Nós nos deixamos levar (muito) menos pela emoção e (muito) mais pela razão e por isso não nos submetemos a uma militância idiotizada que perdeu o senso crítico.

A realidade, como o senhor sabe, senador, é que este governo gasta muito e gasta mal. E, para bem do Brasil, precisa ter quem lhe coloque limites. Esperamos que nosso Senado, que tem desmoronado a olhos vistos, possa ter algum fiapo de diginidade para cumprir com esta missão democrática. Se não o fizer, que ao menos da sua miséria se distanciem os mais nobres, nem que seja em nome da sua própria história política.

Agradecida pela atenção

Daniela

Para os senadores tucanos

alvarodias@senador.gov.br; arthur.virgilio@senador.gov.br; cicero.lucena@senador.gov.br; eduardo.azeredo@senador.gov.br; flexaribeiro@senador.gov.br; jtenorio@senador.gov.br; lucia.vania@senadora.gov.br; marconi.perillo@senador.gov.br; mario.couto@senador.gov.br; marisa.serrano@senadora.gov.br; papaleo@senador.gov.br; sergio.guerra@senador.gov.br; tasso.jereissati@senador.gov.br

Caros Senhores Senadores


Sou mais uma eleitora que vos escreve - e o faz mais uma vez.

Nós, seus eleitores de sempre (mas não necessariamente "para" sempre) e recém-chegados militantes, estaremos acompanhando atentamente a votação da recriação da CPMF.
Temos, como já afirmei em outro e-mail, abundantes argumentos para demonstrar que este governo não é confiável (é bom de prometer e ruim de cumprir, como disse noutro dia a Lucia Hippolito), além de gastar muito e gastar mal. Estamos prontos a defendê-los da artilharia rancorosa e politiqueira do governo que tem a pretensão de vos impingir a pecha de "sonegadores, irresponsáveis com as contas públicas, elitistas, inimigos do povo" e todas essas sandices que só enganam os alienados. Alienados, aliás, que tomamos como ofício "desalienar".

Os eleitores tucanos, em sua maioria, não são como os eleitores petistas (felizmente!). Nós somos mais intolerantes, sim, somos menos complacentes, somos mais atentos, mais cuidadosos com nosso voto e nossos representantes.
Se eles aceitam que seus partidários carreguem dinheiro em malas e cuecas, que dêem discursos inflamados e imediatamente virem as costas fazendo exatamente o contrário do que disseram, nós não fazemos isso.
Portanto, não nos tratem como eleitores do PT, que tudo relevam em seu partido.

Por favor, atendam as demandas de quem vocês representam, de quem os colocou aí para defender, não nossos interesses, mas os interesses do país. E, no momento, ao contrário do que choraminga o governo, o interesse do país é DIZER NÃO À CPMF.

Estamos atentos!

Daniela

domingo, 2 de dezembro de 2007

Platão, sempre Platão

Eternamente com a razão:

"A punição que os homens de bem
sofrem quando se recusam a tomar
parte é viver sob o governo dos maus."

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Sérgio Guerra no Roda Viva

O novo presidente do PSDB esteve hoje no Roda Viva.
No geral, a entrevista até que foi boa.
Mas o dito se esquivou de forma vergonhosa de responder sobre a situação do Tasso Jereissati e seu amor incondicional à Ciro Gomes.
E elogiou DEMAIS alguns petistas e algumas posturas deles. Podia ter nos poupado disso, né?
Uma vez, durante os primeiros anos do plano Real, o Mercadante elogiou a política econômica de FHC, dizendo que eles estavam fazendo tudo certo. Eu lembro do CALA BOCA ENOOOORME que ele tomou do PT por causa disso.

Ah, mas tucano tem que ficar por aí fazendo elogiozinho à petista só para parecer "politicamente correto", querendo fazer pinta de imparcial, de equilibrado.
Tem coisa mais bocó que isso?
Se não tem motivo para falar mal de algum petista, então fica quieto, pô! Tem que elogiar não!
Eu chego a ter urticária de ver tucano amenizando crítica a petista.


Ai do Brasil!

Mensalões e valeriodutos

Tem imprensa que tá aí para complicar, e não para explicar...
Agora, grudou o tal do termo "mensalão tucano".
Não sei se quem usa essa expressão é burro ou é mal-intencionado mesmo.
Mensalão é a compra do legislativo pelo executivo. Como é que um partido que nem ganhou as eleições poderia comprar o legislativo para governar, como fez o PT? O que houve foi valerioduto, esquema de caixa 2 igualzinho ao que fez o PT, só que em proporção BEM menor. Se Eduardo Azeredo for punido (e tomara que seja), Lula DEVE ser punido também. Seria justo que perdesse o mandato, não é mesmo? Agora é engraçado que o procurador incluiu o Azeredo no processo, mas não incluiu o Lula. Como já disseram as meninas do Jô: "pau que dá em Chico, dá em Francisco." Alôôôô STF: cadê a imparcialidade?

E mais: o valerioduto não pode ser chamado de tucano porque envolvia membros de VÁRIOS partidos no estado de Minas Gerais (e o PSDB nem era o principal beneficiário), incluindo o PT. Até o Mares Guia - ex-ministro do Lula - está na lista dos envolvidos.
Então, em Minas não existiu nem mensalão, e muito menos ele foi tucano.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

O que você vai fazer?

Em tempos lulo-petistas, gente consciente só tem três opções:
. ou se corrompe e se vende pro PT
. ou cai fora do país
. ou vai para a guerra.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

As quatro faces do PT

Para as classes menos favorecidas, o PT aparece como o protetor assistencialista e Lula é visto como um populista, o “pai dos pobres”, como um deles que ascendeu ao poder.

Para a classe média, o PT aparece como culturalmente liberal, como progressista, avançado, “moderno”. Para estes, o PT é o partido que carrega a bandeira da descriminalização das drogas, da legalização do aborto em mais amplas condições do que as que existem hoje, das políticas de redução de danos do uso de drogas, do relativismo cultural. É o partido da defesa romântica dos direitos das minorias oprimidas, sejam da mulher, dos negros, dos homossexuais, dos animais e da ecologia etc. Em relação às políticas de segurança pública, seu discurso propõe o ponto de vista onde o bandido é transformado em vítima social e a polícia em cerceador das liberdades do cidadão. A meritocracia capitalista é apontada como vilã maior, geradora de todos os males e desigualdades sociais, impondo assim um modelo “compensatório” como contraponto. Estas questões têm desdobramentos sobre os sistemas pedagógicos, com danosas conseqüências.
Esta visão chamada “progressista” é gerada dentro dos meios acadêmicos, formadores de opinião, e se expande para a classe média. Nela encontra um solo fértil nas “consciências pesadas” dos que pouco ou nada fazem como cidadãos, e por isso sentem-se aliviados ao militar por um partido que, na visão deles, defende e está penetrado pelo trabalho social, seja em ONG’s, em instituições religiosas (CNBB), MST, CUT etc.
Pela classe média, Lula é visto com uma certa aura de misticismo e messianismo, como aquele que carrega um saber puro, “in natura”, ainda não contaminado pelos modelos cartesianos do sistema.

Para os acadêmicos, o PT é o partido da revolução socialista e neo-comunista possível, à moda Chávez. Neste grupo estão os mais radicais opositores ao neoliberalismo. Eles estão vocalizados no vídeo do 3º Congresso do PT (conforme http://www.youtube.com/watch?v=VNPjm0qfByc ). São os que impingem sobre a imprensa o rótulo de golpista, arquitetando formas de controlá-la e de criar uma TV Estatal. São, enfim, os neo-bolcheviques.
Para os acadêmicos, Lula é um “fardo” a ser suportado, não sendo reconhecido como o “revolucionário comunista” que eles ambicionam. Ele é tolerado por ser instrumento de implantação desta nova forma de comunismo, pois é responsável por manter o PT no poder, através da sua ampla aceitação entre as classes menos favorecidas.
Este grupo não representa grandes somas em votos, mas molda o pensamento da classe média, que até bem pouco tempo, formava a opinião das classes mais baixas. Recentemente, parte da classe média descolou-se de Lula e do PT, e por isso está sendo estrategicamente demonizada.

Para as classes dominantes, ou elites financeiras (grandes empresários e investidores nacionais e internacionais), o PT é mais um partido submisso aos seus interesses. Em 2002 esta classe viu-se um tanto assustada com a iminente vitória de Lula, o que resultou na agitação do mercado antes da eleição, tumultuando o último ano do segundo governo de FHC. Entretanto, quando assumiu o poder, Lula manteve o modelo econômico anterior (através do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles), chegando inclusive a recrudescê-lo, para dar provas ao mercado de que as propostas do petismo acadêmico pouco ou em nada influenciariam na condução das políticas econômicas. Para estas classes, nenhuma importância tem a linha ideológica do partido no poder: importa apenas que este lhe seja servil. E isso o governo Lula tem sido.

Para minimizar o choque entre a visão dos acadêmicos e a das classes financeiras dominantes, o PT e o jogo político encenado por Lula chegaram a um meio termo que poderia ser chamado de “capitalismo de estado”, que inclui o total aparelhamento político (tomada) do estado pela “nova classe social”, reconhecida como “representantes autênticos e defensores dos direitos do povo”. Ainda assim, os acadêmicos criticam a ação pouco “libertadora” do partido quando assumiu o poder e creditam a esta heterodoxia os desvios éticos e morais, como o caso mensalão. Alguns já migraram de posição partidária (PSol, PSB), mas num caso de escolha bilateral - um segundo turno com o PSDB, por exemplo - a opção preferencial permanece sendo o PT, reconhecendo-o como alternativa possível ao neoliberalismo e àquilo que eles atribuem ser a direita.

Como pode um mesmo partido manter quatro caras tão distintas para públicos diferentes por tanto tempo?
Será possível que as outras três faces do PT nunca sejam reveladas a cada um dos grupos?
Por quanto tempo a mentira perdurará?

Mais importante: quais instrumentos, estratégias e suportes usar para mostrar para as classes menos favorecidas a face que o PT oferece para a classe média; mostrar para a classe média e para as classes dominantes a face que o PT oferece aos acadêmicos e; mostrar para os acadêmicos a face que o partido oferece às classes dominantes?

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

DIA 29 DE SETEMBRO, NÃO SE ESQUEÇA


VAMOS VAIAR A CORRUPÇÃO, O LULA, O PT E ESTE (DES)GOVERNO QUE TRABALHOU PARA O SENADO ABSOLVER RENAN CALHEIROS! E ELES AINDA QUEREM RECRIAR A CPMF PARA CONTINUAR INCHANDO O ESTADO!
FORA CORRUPTOS! FORA CPMF!


15 horas em todo o Brasil (14 horas em Curitiba):

Belém - Praça do Can
Belo Horizonte - Praça da Liberdade
Brasília - Pátio Brasil
Caxias do Sul - Praça Dante
Curitiba - Rua XV, em frente à Pça Osório
Florianópolis - Trapiche Beira Mar
Fortaleza - Praça do Ferreira
Goiânia - Praça Cívica
Joinville - Praça Nereu Ramos
Maceió - Av. Fernandes Lima
Natal - Aeroporto Augusto Severo
Porto Alegre - Esquina Democrática
Recife - Marco Zero
Rio de Janeiro - Forte do Leme
Salvador - em frente à casa de Jorge Amado no Pelourinho
São Paulo - Paulista com Pamplona
Uberlândia - Praça Tubal
Vitória - Praça do Papa

INSTRUÇÕES:
- Imprimir este texto e distribuí-lo para o maior número de pessoas possível.
- Enviar este texto por email para sua lista de amigos.
- Convidar todos os amigos que são conscientes e oposicionistas.
- Levar garganta para vaia.
- Levar cartazes com frases contra o governo, narizes de palhaço e apitos.
- Ir com roupas pretas.
- Ir em dupla, trio ou grupo.
- Mandar mensagem de celular chamando os amigos no dia.
- Ligar para todos os jornais, rádios e TV’s informando o acontecimento.

ESCLARECIMENTOS:
A passeata é democrática e ordeira e deseja mostrar que nós estamos dizendo "BASTA!" à corrupção, ao desgoverno, ao aparelhamento do Estado, à CPMF, à falta de segurança, ao caos nas estradas e aeroportos e aos escândalos, inclusive os do legislativo. Todos são bem-vindos, mas NÃO QUEREMOS bandeiras de partidos nem entidades com outros interesses.
www.grandevaia.wordpress.com

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Por que eu estou tão decepcionada

Porque sou mesmo uma idiota.

Porque eu achava que a principal pressão que haveria na votação pela cassação ou não de Renan Calheiros seria individualmente a dele sobre os senadores.
Por isso, e pelo voto ser secreto, achei que as chances de cassação eram maiores.
Achei que a pressão do governo pela absolvição não seria muito grande, visto que este resultado acabaria contribuindo, como já está, para o aumento da insatisfação da população e no conseqüente aumento das vaias. Achei que, como Renan vai continuar arrastando a crise para o Senado, impedindo as votações de que o governo precisa, o voto secreto poderia ser uma chance do governo se livrar dessa "pedra no meio do caminho", em que Calheiros se transformou.
Achei que as ambições dos que pretenderiam substituí-lo no Senado seriam maiores que os vínculos de amizade. Sendo o voto secreto, cada um vota pensando em si próprio, e não no Brasil, nem no Senado, nem em Calheiros.

Mas não. As ambições pessoais e o alívio que o governo poderia sentir ao livrar-se de Calheiros foram muito menores que alguma outra coisa. Mas que coisa seria esta? Certamente, alguma chantagem. Alguma chantagem grande e forte demais, alguma coisa pesada, poderosa, que fez com que o governo preferisse um mal menor, mesmo que ele seja o aumento da instatisfação, dos protestos, das vaias.

A conclusão é que há algo de muito grande que Renan Calheiros está acobertando, e que mete muito medo no governo, dando tanto poder ao "pai da filha da gestante".

Novamente, quem me decepciona é o PT, é Lula, que propositadamente foi se refugiar na Finlândia, fazendo de conta que não era com ele, que não sabia de nada, se fazendo de desentendido.
Não, eu nunca esperei muita coisa dessa turma. Nunca votei nela, tampouco.
Entrentanto, por mais que eu não esperasse nada, ainda consigo me decepcionar.

Sou uma idiota porque, por mais mal que eu pense do PT, do governo e de Lula, eu ainda sou ingênua: eles são bem piores do que eu faço idéia.

Não precisa de autorização para copiar

Renan Calheiros, acobertado e apoiado pelo governo, é absolvido em julgamento no Senado

Vou para a cama hoje com uma sensação concreta de que a democracia brasileira não é mais a mesma.

Os que escolhemos para serem nossa voz, para nos representar indiretamente, não estão preocupados com o que pensamos, não estão se importando com o que queremos. Podemos estar indignados aqui; eles estão dando de ombros lá.

Se o povo, que é quem deveria comandar o país - através de seus representantes escolhidos -, não tem mais representação, se o vínculo representante-representado está rompido, então não há mais povo no poder. Acabou-se a democracia.

E você está indignado também? Está mesmo? De verdade?
Então nos vemos dia 29 de setembro, às 15 horas (14 em Curitiba), para vaiar este (des)governo que absolveu Renan, nas seguintes cidades:
Belém - Praça do Can
Belo Horizonte - Praça da Liberdade
Brasília - Aeroporto JK
Curitiba - Rua XV, em frente à Praça Osório
Fortaleza - Praça do Ferreira Goiânia - Praça Cívica
Joinville - Praça Nereu Ramos
Maceió - Av. Fernandes LimaNatal - Aeroporto Augusto Severo
Porto Alegre - Praça da MatrizRecife - Marco Zero
Rio de Janeiro - Forte do Leme
São Paulo - Paulista com Pamplona (Metrô Trianon/Masp)
Vitória - Praça do Papa (Em frente ao Palácio do Café)





AJUDEM A DIVULGAR

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Ainda sobre o 4 de agosto - A Grande Vaia

Para quem foi:






Arnaldo Jabor diz:

"Lula é vaiado por quem tem capacidade crítica mínima. Popularidade do presidente é mantida pela ignorância política da população"
Confira aqui:
http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/wma/wma_e.asp?audio=2007%2Fcolunas%2Fjabor%5F070806%2Ewma&OAS%5Fsitepage=sgr%2Fsgr%2Fradioclick%2Fradiosam%2Fcbn%2Farnaldojabor1


Para quem não foi:




Para quem quer ir nas próximas:

Mande um e-mail para organizacaosao@bol.com.br e peça para receber informações.

Pragmatismo e Diferenças entre PSDB e PT

Este post serve apenas para arquivar, sobre esse assunto, os seguintes links:

http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2007/08/duas-ou-trs-coisas-que-eu-sei-sobre.html
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2007/08/cuidado-com-o-petralhismo-involuntrio.html
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2007/08/poltica.html
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2007/08/idealismos.html

E reitero:

É verdade que FHC não foi perfeito. Ninguém o seria. Mas eu quero viver o suficiente para ver a história ser escrita com justiça, e o nome dele alçado aos poucos (creio que o único, na verdade) estadistas que nosso país já teve. Ele fez a coisa certa, e a fez enfrentando a desaprovação de muitos setores. Não fraquejou quando a responsabilidade e o comprometimento com o país o chamou, e preferiu os benefícios de longo prazo às facilidades populistas, mesmo enfrentando as conseqüências de uma oposição irresponsável obcecada por chegar ao poder. FHC não teve medo dos julgamentos do momento, pois governou com a perspectiva de deixar o legado correto. Por isso FHC é, sim, o avesso de Lula, que por vaidade (esse sim, vaidoso!) e acovardamento prefere adoçar a boca do povo e de sua militância, envenenando o futuro e disperdiçando oportunidades de corrigir o presente.

Déficit de comunicação no PSDB, superávit no PT

Segundo professora da USP, tucanos têm pudor de se apropriar de suas realizações e pânico de ser acusados de direita

Carlos Marchi

Um enorme 'déficit de comunicação política', que vem desde o governo Fernando Henrique Cardoso, bloqueia o PSDB no enfrentamento com o PT, cuja principal característica é exatamente contrária - um 'superávit de comunicação' e uma invulgar capacidade de se apropriar de realizações dos oponentes -, constata a cientista política Lourdes Sola, da USP. O PSDB, diz ela, tem 'um pudor enorme de se apropriar de suas realizações políticas e um medo pânico de ser acusado de direita'.
Lourdes diagnostica iniciativas do governo Lula que concentram poder nas mãos do presidente e desestruturam mudanças do governo anterior, num claro rumo de reestatização e monopólio estatal. Para ela, Lula está sendo beneficiado por um conjunto de fatores que vai desde o programa assistencial, a bonança da economia, o aumento real do salário mínimo, a política de crédito para os pobres e a queda do preço dos alimentos e do cimento, tudo isso amplificado pela comunicação política reiterada do presidente e do PT.
Mas ela alerta para um fenômeno sociológico que ameaça turvar o horizonte de Lula: as populações de baixa renda favorecidas pelo governo satisfarão rapidamente suas necessidades imediatas e logo vão querer mais. 'Resta saber se a economia poderá dar conta', pondera. Para ela, os déficits na área de infra-estrutura vão ser outro fator de incômodo para Lula, pois vão afetar o crescimento. Eis a entrevista:

A popularidade de Lula continua lá no alto. Isso é mais mérito dele ou defeito da oposição?
As duas coisas. E eu acrescentaria a economia. Para começar, eu sempre constatei um déficit de comunicação do governo Fernando Henrique e um superávit de comunicação do PT e de Lula. Dou um exemplo. O Proer foi o melhor programa de resgate de potenciais crises sistêmicas na América Latina. O PT conseguiu vender o Proer como se tivesse sido criado para proteger os bancos...


A blindagem de Lula vem dos projetos assistenciais?
O projeto assistencialista ajudou muitíssimo e a economia vai muito bem. Mas o melhor do PT foi a comunicação política reiterada. Por exemplo: Lula se apropriou da idéia de que a estabilidade foi obra dele. Mas houve mais: o aumento real do salário mínimo e uma política de crédito muito favorável para quem ganha pouco. Por último, o preço dos alimentos e do cimento baixou.


Essa blindagem é só de Lula ou poderá ser transferida para seu candidato em 2010?
Tudo vai depender da bonança internacional. Começam a surgir sintomas adversos, como a turbulência da semana passada, embora não seja nenhuma crise sistêmica. Lula será um eleitor importante na definição do candidato, mas sua chance de eleger o sucessor é outra coisa. Carisma não se transfere. Mas ele terá o poder de forjar o candidato e o fará com um olho na sucessão dele, em 2014.

Tudo joga a favor de Lula e do PT?
Há dois aspectos que não estão sendo considerados. O primeiro é que, com todas as melhorias para as populações de baixa renda, uma vez satisfeitas as suas necessidades imediatas elas vão querer mais. Resta saber se a economia poderá dar conta. Até aqui, só com a queda da taxa de juros, Lula teve R$ 60 bilhões a mais para gastar. Não sei se a economia internacional dos próximos anos continuará garantindo essa margem. O segundo é que os déficits na infra-estrutura vão afetar o crescimento.

Em que direção Lula está conduzindo o Estado brasileiro?
Há uma série de iniciativas que aumentam o poder de arbitragem de Lula e que desestruturam mudanças feitas no governo anterior. Há sintomas de tentativas de reconcentração. São tentativas de voltar a esquemas de monopólio estatal. Isso é reestatizante.


O que distingue basicamente o PT do PSDB?
Existem diferenças profundas. A concepção de Estado e a concepção de democracia. Um teste de stress será vermos se o programa do PT, que prega uma Constituinte independente do Congresso, vai prevalecer. A concepção que está no programa do PT, e que também é de Lula, é mais uma concepção de democracia plebiscitária - 'se fui eleito com tantos votos, tenho direito a mudar as coisas'. O PSDB representa uma concepção de democracia representativa, que precisa de instituições, Estado de Direito, transparência, valores, accountability. A meu ver, esses dois princípios de organização social são inconciliáveis. A longo prazo, teremos uma luta entre eles que vai levar 20 anos para ser resolvida.


O governo tem demonstrado desapreço por tarefas essenciais do Estado - gasta descontroladamente, aumenta a folha de funcionários, ignora o crescente déficit da Previdência. Que conseqüências isso trará?
Cedo ou tarde, nós teremos de pagar um tributo por isso. Em alguns casos, é possível que tenhamos novos 'esqueletos' nos armários. Quem vai pagar essa conta seremos nós, os contribuintes. Talvez isso vá ser enfrentado por movimentos cívicos não controlados pelo PT, já que a oposição ainda está num jogo meramente reativo. Vai depender de a sociedade se mexer.


Isso não divide o País em dois brasis?
Não, não. Quem ganhou no governo Lula? Você acha que foram só os pobres? Veja os lucros dos bancos. As duas pontas convergiram os interesses. E ainda tem boa parte do setor privado, que se ajustou ao novo modelo, é competitivo e foi para o exterior ganhar dinheiro. Não há dois brasis. O que há é um sanduíche espremendo a classe média.


O que a oposição não faz e deveria fazer para se contrapor ao governo Lula?
O PSDB é um partido de quadros, não é um partido de massas. O PT, ao contrário, não tem problemas de massa, mas não oferece grandes quadros. O PSDB sempre teve um déficit de comunicação. Parte sempre do pressuposto de que, se está fazendo a coisa correta, logo será reconhecido. Um pudor, mas um pudor enorme de se apropriar de realizações políticas e um medo pânico de ser acusado de direita. O PT sempre foi agressivo sob este ponto de vista. Mente sobre o Proer, como fez Lula ontem.


Como será o Brasil pós-Lula?
O copo está meio cheio, meio vazio. Certas instituições estão ativadas, como o Ministério Público, a Polícia Federal com uma certa autonomia, algumas instituições do Judiciário. Vai dar muito trabalho se desfazer delas. Ao mesmo tempo, eu identifico alguns pontos que caracterizam uma regressão. Se vai ser mais moderno ou não, vai depender de três coisas. Em primeiro lugar, do grau de competitividade política; em segundo, do quanto vamos conseguir concretizar de reforma política - e aí eu sou descrente; por último, da participação social no processo político. Quando Lula ameaça pôr gente nas ruas, dá para imaginar o trabalho que vai ter um futuro governo que queira voltar a sanear o Estado. Em compensação, nós temos uma imprensa muito ativa, muito aplicada e que está, até, substituindo a oposição
http://txt.estado.com.br/editorias/2007/08/12/pol-1.93.11.20070812.8.1.xml

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Fernando Henrique Cardoso - Simbolismo e liderança

O esforço de arrancada na direção do futuro exige objetivos claros

A despeito das oscilações recentes do mercado financeiro, que ninguém sabe se serão soluços passageiros ou sinais de desarranjos mais profundos na economia mundial, é inquestionável que a prosperidade gerada pelo fim dos ajustes financeiros dos turbulentos anos 90 e, principalmente, pelo ingresso da China no mercado mundial favoreceu enormemente as economias emergentes.
Os países em desenvolvimento que já dispunham de alguma base industrial e foram capazes de ativar mecanismos públicos e privados de decisão estão se transformando, no embalo da economia mundial, a um ritmo impressionante. Nessa onda favorável, também o Brasil avança. Nossa economia só não começou a mostrar há mais tempo os resultados dos esforços que vinha fazendo desde o Plano Real e da mudança cambial de 1999 porque a crise energética de 2001 e os temores desencadeados pela perspectiva de uma guinada brusca com a eleição do governo petista comprometeram os resultados econômicos de 2002 e de 2003, os quais só apareceram com força depois de 2005.
Vivemos, portanto, um momento extremamente favorável para consolidar as reformas modernizadoras do governo, da sociedade e dos mercados iniciadas anteriormente. Um momento que requer visão de grandeza: abrem-se possibilidades para o Brasil se afirmar como uma grande nação. Isto é, como um país democrático, com uma economia tecnologicamente moderna e competitiva, respeitador das instituições e dos contratos, que ofereça condições universais de acesso à educação, à saúde, à terra e ao trabalho para que seu povo desfrute de uma vida digna. Portanto, um país que não se conforme em manter uma parcela ponderável de seus habitantes sem emprego decente, requerendo assistencialismo governamental.
O esforço de arrancada na direção do futuro exige objetivos claros e persistência no caminho escolhido, requer coragem nas decisões e eficiência para implementá-las.
Não deixa de ser preocupante que o PT tenha chegado ao Poder no momento que mais exige tais qualidades. Por mais que o atual governo tenha dado continuidade às políticas macroeconômicas que herdou, das quais sempre foi crítico e — pasmem! — continue sendo, não soube fazer a revisão programática que lhe permitiria levar adiante um projeto verdadeiramente nacional. Um projeto que abrangesse todas as correntes da sociedade e transcendesse os interesses meramente partidários corporativos e pessoais. Um projeto que avançasse nas reformas institucionais e permitisse uma colaboração verdadeira entre o estado regulamentador e a iniciativa privada disposta a empreender, especialmente no campo da infra-estrutura. Um projeto verdadeiramente democrático ao abrigo de recaídas populistas.
O presidente Lula só faz autocrítica indiretamente, sem assumir responsabilidade pelas decisões que toma. Apenas lamenta “a quantidade de coisas que eu falei e falava porque era moda falar, mas que não tinha substância para sustentar na hora em que você pega no concreto”. No exercício do governo, sempre que pode, se refugia nas frases vagas, na cobrança genérica de responsabilidades, no jogar toda culpa no passado e se contenta com elogios fáceis a si mesmo, do tipo “nunca neste país...” Em parte a retórica presidencial é certa: nunca houve tantos escândalos e, o que é pior, nunca qualquer outro presidente passou tanto a mão na cabeça dos envolvidos (“não se comprovou nada, são aloprados e não criminosos, errar é humano”).
De conseqüências ainda mais funestas do que a atitude leniente, talvez seja a falta de compreensão histórica do governo e de seu líder. No afã de aumentar a popularidade e de iludir quem não tem acesso à melhor informação, governo e presidente assumem como próprio o que herdaram. Pouco importa, se for para o Brasil continuar avançando.
Mas importa sim, e muito, que estejam desperdiçando uma oportunidade histórica excepcional para que o Brasil dê um salto de qualidade, assegurando em benefício desta e das gerações futuras. Aqui sim cabe a frase: nunca neste país houve maior apagão ideológico e maior desídia frente ao interesse público. O que vemos é um quadro de paralisia governamental, de desconexão, de imprevidência e de incompetência, recheada com uma retórica irresponsável.
Digo com lástima, sinceridade e franqueza: jamais imaginei que chegássemos a tal ponto de degradação
. Fui testemunha da ação inovadora de Lula no sindicato e corajosa na política, quando ainda não era o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nunca o considerei, nem naquela época, um líder excepcional, pois faltava-lhe firmeza para contrapor-se à opinião da maioria ocasional, mas o tinha por um símbolo: migrante nordestino, corajoso e lutador que superou barreiras sociais. Tinha-o, e ainda o tenho, como um homem de boa índole, que em termos gerais deseja o bem do povo. Mas me decepciona vê-lo desperdiçar a oportunidade que tem nas mãos. Opus-me aos que, em 2005, cogitaram de propor o impeachment, não porque faltassem argumentos jurídicos nem porque quisesse vê-lo sangrar aos poucos, mas porque acreditava, como continuo acreditando, que o conteúdo simbólico de sua liderança é um patrimônio do país que não deve ser destruído. Lamento vê-lo agora destruir por suas próprias palavras e atos o capital de credibilidade que conquistou.
Presidente: em nome da sua e da história de nosso país, não se rebaixe à vulgaridade em nome da popularidade, resguarde-se de dizer tantos impropérios que machucam o bom senso, a solidariedade e a democracia. Por favor, tenha um pouco mais de grandeza, de que tanto necessitamos!

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?cod_Post=68515&a=112

Sobre a manifestação "Quem tem boca vaia Lula"

Quem somos nós?
É verdade, nós somos pessoas que não sabemos protestar, somos aquela camada silenciosa da população que não se manifesta e que escolheu um sábado para dizer BASTA porque está trabalhando durante toda a semana e não tem tempo a perder com reclamações ou lamúrias. Não somos aqueles que fazem do protesto uma profissão, que estão acostumados a sair protestando toda vez que está indignado. Somos apenas aqueles brasileiros que baixam a cabeça e trabalham, e que pagam os impostos que instrumentalizam o governo para fazer as coisas que a população precisa, inclusive as bolsas e vales, ou as chamadas políticas sociais. Somos brasileiros que se preocupam com este país. Não somos golpistas: nós queremos é democracia e democracia inclui o direito de todos manifestarem-se. Este governo prometeu preocupar-se com todos, mas se esqueceu da classe média, abandonando-a. A prova disso é este apagão aéreo, que deixou tantos por horas e horas, dias até, dormindo nos saguões de aeroportos, incluindo crianças, idosos, gestantes e doentes.
Nós não estamos aqui para dizer que a culpa destes dois lamentáveis acidentes aéros seja do governo. Não. Nós dizemos é que a RESPONSABILIDADE é do governo, porque foi moroso, porque ignorou os problemas, porque não tomou atitudes quando deveria. Já são 11 meses de caos, muito discurso, palavras vazias, promessas vãs e gestos que nos humilharam e nos chamaram de idiotas e palhaços. Este governo é sim responsável pelo caos porque montou uma agência reguladora (a ANAC) sem privilegiar competências técnicas nas escolhas dos ocupantes dos cargos, mas privilegiou apenas a militância pelo partido que está no poder.

Por que este movimento protesta contra o governo?
Porque este é o poir governo da história do país, e ao contrário - absurdo dos absurdos! - ainda se auto propaga como o iniciador de todas as coisas boas, "como nunca antes neste país" se viu igual.
Este é o poir governo porque não criou nada de novo: tudo o que possui de mérito foi herdado do governo anterior, tanto o sistema de bolsas e auxílio aos mais pobres, quanto a política econômica. E fez pior, ao invés de propiciar um maior crescimento econômico, já que vivemos como nunca antes um momento de pujança na economia internacional, tivemos um crescimento medíocre, sendo o último entre os países emergentes e crescendo menos que a média mundial. Ao invés de aproveitar este crescimento econômico para dar aos mais pobres condições de lutarem por uma vida melhor, preferiu aumentar indiscriminadamente as bolsas por todo o país. Em vez de estimular os cidadãos a se tornarem independentes, dando educação e emprego, este governo fez o contrário: aumentou o números de dependentes do auxílio estatal, o que muito mal faz à cidadania, pois isso humilha a pessoa humana e seqüestra sua liberdade.
Nós estamos aqui porque não estamos satisfeitos. Porque este governo voltou as costas para classe média, que é a locomotiva que puxa o país para frente. Uma indústria pode gerar 1.000, 2.000 empregos. Agora, para cada empresa desta existem 10.000 empreeendedores da classe média que empregam, no mínimo, um ou dois empregados cada um em suas micro e pequenas empresas, em seus escritórios como profissionais liberais. Então são 20.000 empregos gerados que o governo não reconhece, porque não se importa com a estrutura que a classe média precisa para gerar estes empregos, não se preocupa com logística (aeroportos, estradas, portos, ferrovias), não se preocupa em diminuir a carga tributária, que é outra das nossas grandes reinvindicações.
Nossa carga tributária é sufocante, sendo 38% do PIB e está entre as mais altas do mundo. Nós não queremos mais pagar a CPMF, por exemplo, e dizemos não à sua renovação no final deste ano.
O governo também não se preocupa com os problemas da sua época porque permanece o tempo todo se comparando com os governos anteriores. Sr. Lula, um bom governante se reconhece, na verdade, pela capacidade que ele tem de renunciar às soluções fáceis e populistas na hora de enfrentar os problemas da sua época. Os problemas de FHC foram resolver o caos econômico do país e fazer com que setores da economia geridas pelo estado recuperassem a capacidade de investimento para ofertar serviços à população. Seus desafios são diferentes, sr. presidente: seu desafios são as reformas trabalhista, tributária e política.
E em nenhuma destas reformas o governo investe energia ou dedicação, embora o governo tenha maioria no Congresso para empreender o que for necessário. Ao invés disso, parece que toda a base governista interessa-se por acobertar casos de corrupção.
Falando em corrupção, este é um governo de um partido que se auto-proclamava o pilar da ética, e traiu a todos os brasileiros com os mais absurdos e impensáveis casos de corrupção em ministérios e no congresso, e para quem já esqueceu eu relembro aqui o caso do mensalão e dos dólares na cueca. Preocupa-nos ver que, ao invés de receber punições, os correligionários do partido do poder continuam recebendo amizade, palavras suaves e homenagens. Isso é um absurdo, uma vergonha, um soco na cara de cada brasileiro honesto como nós que tem que educar filhos e netos num país onde o mau exemplo vem de cima.
Mas o pior de tudo é que este é um governo que não gosta de ouvir críticas, pois interpreta críticas como ameaças ao seu poder estabelecido. Isso é um pésssimo sinal, porque demonstra que os ocupantes do poder não estão dispostos a corrigir seus erros. Demonstra inclusive que o governo não tem consciência dos problemas de seus ministérios e das suas agências, porque fica indignado com a imprensa quando ela os aponta. Nós estamos agora sabendo dos problemas da ANAC, da Infraero e do Ministério da Defesa porque 350 mortos estão expostos na mídia. Mas e as outras agências? E os outros ministérios?
Nosso protesto demonstra nossa indignação porque o presidente não assume responsabilidades e disse, nesta semana, que não sabia da gravidade do caos aéreo. Quando estourarem outros caos em outros setores, também ouviremos de novo a mesma coisa?

Por tudo isso, Sr. Lula, nós o vaiamos.

sábado, 4 de agosto de 2007

Passeata da Grande Vaia em Curitiba

O movimento em Curitiba foi muito expressivo e carregado de indignação. Contou com a presença de cerca de mil pessoas e ganhou muita simpatia entre os carros que paravam nas ruas para dar vez à passeata. As pessoas presentes demostraram pacificamente suas insatisfações principalmente contra o governo federal e o presidente, revezando-se espontaneamente em um microfone alugado. O começo foi tímido, mas depois houve até fila de gente esperando a vez para colocar a sua indignação para fora no microfone.
Não haviam partidos políticos ou entidades representativas organizando o movimento, mas a participação de alguns integrantes do "menosgoverno.org" colaborou para diminuir a timidez geral.
As pessoas começaram a se reunir por volta das 14 horas na "Boca Maldita", trajando preto e algumas usando nariz de palhaço. Discursaram contra a esquerdopatia, contra o aparelhamento do estado, contra a incompetência, corrupção e omissão do governo federal e sua indiferença em relação à classe média, contra os desmandos do governo estadual e contra Renan Calheiros, além de pedir o fim da CPMF e da imunidade parlamentar, entre outros temas. Um dos manifestantes trajava uma camiseta rota com os dizeres: "300 anos de escravatura, 30 anos de ditadura, 4 anos de merda pura".
Com apitos, buzinas, vaias e cartazes que diziam "Fora Lula", "Lula você não me engana", "Quem tem boca vaia Lula", "Gozou, Marta?" etc. o grupo saiu em caminhada até o Centro Cívico, onde se concentram os poderes políticos do estado.
Durante a caminhada podiam ser ouvidos gritos de ordem como "fora Lula", "político ladrão, teu lugar é na prisão", "Lula, ladrão, teu lugar é na prisão", "Lula, o pai do mensalão", além de muita vaia e músicas como "vergonha, vergonha... Lula sem vergonha!". O grupo também cantou, durante a caminhada, duas vezes o Hino Nacional. Quando chegaram em frente ao Palácio Iguaçu, as pessoas fizeram um minuto de silêncio em homenagem aos mortos no acidente da TAM e cantaram pela terceira vez o Hino Nacional.
A imprensa escrita estava presente e a CBN fez uma inserção ao vivo, mas o notíciário da RPCTV (afiliada da Rede Globo) não apresentou absolutamente nada.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Voltando no tempo...

É 24 de novembro de 2006 e Lula disse que “aprendeu uma lição” nos últimos quatro anos: não se deve montar um governo nomeando só os amigos. O conselho foi para os governadores aliados que assumirão o mandato pela primeira vez no próximo ano e que participaram de um almoço com Lula.

Bem, estou postando isso só a título de memória mesmo, já que ninguém parece que aprendeu lição nenhuma. Senão a ANAC não teria virado ANARC.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Mas o que é que há?

No portal G1, a versão é esta:

"Manifestantes que participaram da passeata contra o caos áereo em São Paulo na manhã deste domingo (29) emitiram vaias ao governo federal e entoaram gritos de "Fora Lula", "Fora Marta" e "Respeito". Críticas contundentes também partiram do cantor e compositor Seu Jorge.
(…)
Seu Jorge disse ao G1 que votou em Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, mas estava fora do país quando o presidente conquistou a reeleição. "Me sinto envergonhado. A gente dá uma desiludida acreditando em propostas e projetos", afirmou. Ao ouvir gritos de "Fora Lula" e "Relaxa e saia" partindo da multidão, Seu Jorge não engrossou ou coro, mas disse apoiar esse sentimento. "É o povo quem está dizendo. Precisamos tirar essa gente do ar", comentou sem especificar nomes."
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL79534-5605,00.html

Por que é que no Fantástico a versão não é a mesma? Por que é que no programa televisivo a única destas palavras que apareceu em cartazes foi "RESPEITO" e as quatro mil pessoas estavam lá só homenageando os mortos no acidente? Por que é que inclusive a notícia sobre essa manifestação não está na página da edição de hoje do site do Fantástico?

E por que isso
http://esportes.terra.com.br/panamericano2007/interna/0,,OI1794458-EI8332,00.html
(Mesmo ausente, Lula volta a ser vaiado no Pan)
ou isso
http://pan.uol.com.br/pan/2007/ultnot/2007/07/29/ult4343u1240.jhtm
(Festa repete vaias e coreografias, mas introduz mariachis e funk)
não apareceu no Fantástico?

O que é que há Globo?

E eu ainda tenho que escutar no Canal Livre agora pouco o Marco Aurélio Top Top Garcia falar mal da imprensa, dizendo que seu partido é perseguido, que é injustiçado! O pior é que na seqüência ele praticamente se contradiz ao contar que, logo em seguida que foi ao ar a reportagem do Jornal Nacional de quarta-feira passada (que falava pela primeira vez sobre o problema na turbina), Marco Aurélio recebeu uma ligação de uma jornalista da emissora dizendo que o clima lá era de quase uma "comemoração". Será que tão logo a reportagem foi ao ar tantos na emissora já sabiam da gravação do comportamento impudico de MAG diante da possibilidade de livrar a cara de seu governo? Assim, tão rápido, como se fosse a combinação de uma armadilha da qual muitos sabiam? Se haviam tantos em estado de "comemoração" sabendo dessa armadilha, como pode que isso tenha sido mantido em segredo?

Ou será que a comemoração era outra?

Mas o que é que há?
O que é que há?!

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Lula decide abrir capital da Infraero

Mas mas mas... isso é neoliberalismo! Sem tirar nem pôr.
Engraçado que até agora não vi nenhum jornalista dar nome aos bois. Seria um serviço que o jornalismo faria ao Brasil se dissesse que o que o Lula está fazendo é neoliberalismo, para ver se as pessoas aprendem o que é o termo afinal e entendem que isso não é bom nem ruim, mas necessário... Chega daquele osbcurantismo propagado pelas esquerdas de que neoliberalismo é bicho-papão. E tava na hora de mostrar que o PT também é neoliberal. A diferença com o PSDB é que o PT faz questão de antes ser incompetente, para só depois do caos aprender que sem dinheiro da iniciativa privada o estado não tem fôlego para investir, apesar da alta carga tributária. Aliás, a imprensa poderia aproveitar e explicar quais são os problemas que fazem com que essa carga tributária não se transforme em investimento, ou seja: estado grande e lento, inchado de apadrinhados políticos corruptos e incompetentes. E nisso o PT é campeão.
O pior é que tendo esperado chegar a este estado de caos para abrir o capital da Infraero, o PT conseguirá valores muito baixos para as ações. Ou seja, eles vão vender, verdadeiramente, "a preço de banana".
Como diz o Olavo de Carvalho: eles acusam os outros daquilo que eles são!
Ah, mas não eram eles que sempre disseram que o PSDB vendeu tudo "a preço de banana"?! É justamente o contrário: porque o governo FHC se adiantou, tanto a Vale quanto o sistema Telebrás conseguiram ser vendidas por valores recordes em seus setores... E por que o governo FHC se adiantou? Porque conseguiu congregar técnicos e especialistas nas áreas, que fizeram projeções de longo prazo, demonstrando a iminência da falência tanto de uma quanto de outra. E, é claro, porque FHC leu os relatórios e as projeções que os técnicos fizeram. Coisas que o governo pestista, com o presidente que tem, não faz, pois não tem e não sabe onde buscar técnicos e pessoal capacitado (aí tem que ficar implorando para que ex-ministros de FHC aceitem cargos...). Bom, este governo sequer tem alguém para ler os relatórios precários dos politiqueiros que o compõe, já que o presidente acha muito chato ler...

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Carta de uma Mãe

Aos governantes e à família brasileira,

Perdi o meu único filho.

Ninguém, a não ser outra mãe que tenha passado por semelhante tragédia, pode ter experimentado dor maior.

Mesmo sem ter sido dada qualquer publicidade à missa que ontem oferecemos à alma de meu filho, Luís Fernando Soares Zacchini, mais de cem pessoas compareceram. Em todos os olhos havia lágrimas. Lágrimas sinceras de dor, de saudade, de empatia. Meus olhos refletiam todos os prantos derramados por ele, por mim, por seu filhinho, por sua esposa, por todos parentes e amigos. Por todos os sacrificados na catástrofe do Aeroporto de Congonhas.

Há muito eu sabia que desastres aéreos iriam acontecer. Sabia que os vôos neste país não oferecem segurança no céu e na terra. Que no Brasil a voracidade de vender bilhetes aéreos superou o respeito à vida humana. A culpa é lançada sobre um número insuficiente de mal remunerados operadores aéreos ou sobre as condições das turbinas dos aviões. Um Governo alheio a vaias é responsável pelo desmonte de uma das mais respeitáveis e confiáveis empresas aéreas do mundo, a VARIG, em benefício da TAM, desde então, a principal provedora de bilhetes pagos pelo Governo. Que a opinião pública é desviada para supostos erros de bodes expiatórios, permitindo aos ambíguos incompetentes que nos governam continuarem sua ação impune. Que nossos aeroportos não têm condições de atender à crescente demanda de vôos cujo preço é o mais caro do mundo. Quando os usuário aguardam uma explicação, à falta de respeito ao cidadão juntam-se o escárnio e a cruel vulgaridade de uma ministra recomendando aos viajantes prejudicados que relaxem e gozem. Assuntos de alcova não condizentes com a reta postura moral e respeito exigidos no exercício de cargos públicos. Assessores do presidente deste país eximem-se da responsabilidade e do compromisso com a segurança de nosso povo exibindo gestos pornográficos. Gestos mais apropriados a bordéis do que a gabinetes presidenciais. Ao invés de se arrependerem de uma conduta chula, incompatível com a dignidade de um povo doce e amável como o brasileiro, ainda alardeiam indignação, único sentimento ao alcance dos indignos. Aqueles que deveriam comandar a responsabilidade pelo tráfego aéreo no Brasil nada fazem exceto conchavos. Aceitam as vantagens de um cargo sem sequer diferenciarem caixa preta de sucata. Tanto que oneraram e humilharam o país ao levar o material errado para ser examinado em Washington. Essas são as mesmas autoridades agraciadas com louvor e condecorações do Governo em nome do povo brasileiro, enquanto toda a nação, no auge de sofrimento, chorava a perda de seus filhos.

Tudo isto eu sabia. A mim, bastava-me minha dor, bastava meu pranto, bastava o sofrimento dos que me amam, dos que amaram meu filho. Nenhum choro ou lamento iria aumentar ou minorar tanta tristeza. Dores iguais ou maiores que a minha, de outras mães, dos pais, filhos e amigos dos mortos necessitam de consolo. A solidariedade e amor ao próximo obrigam-nos a esquecer a própria dor.

Não pensei, contudo, que teria de passar por mais um insulto: ouvir a falsidade de um presidente, sob a forma de ensaiadas e demagógicas palavras de conforto. Um texto certamente encomendado a um hábil redator, dirigido mais à opinião pública do que a nossos corações, ao nosso luto, às nossas vítimas. Palavras que soaram tão falsas quanto a forçada e patética tentativa que demonstrou ao simular uma lágrima. Não, francamente eu não merecia ter de me submeter a mais essa provação nem necessitava presenciar a estúpida cena: ver o chefe da nação sofismar um sofrimento que não compartilhava conosco.

Senhores governantes: há dias vejo o mundo através de lágrimas amargas mas verdadeiras. Confundem-se com as lágrimas sinceras e puras de todos os corações amigos. Há dias, da forma mais dolorosa possível, aprendi o que é o verdadeiro amor. O amor humano, o Amor Divino. O amor é inefável, o amor é um sentimento despojado de interesse, não recorre a histriônicas atitudes políticas.

Não jorra das bocas, flui do coração!

E que Deus nos abençoe!

Adi Maria Vasconcellos Soares
Porto Alegre, 21 de julho de 2007.


http://www.estadao.com.br/cidades/not_cid23534,0.htm

A mim, as lágrimas que cabem são aquelas das pessoas que sabem o que está errado, sabem o que tem que ser feito para que vidas e dores sejam poupadas, para que a criminalidade caia, para que o país entre nos eixos, mas cujas palavras e idéias são ignoradas e preconceituosamente desprezadas. São as lágrimas da impotência.

Quem pensa em vida e morte não faz política

Do Fantástico deste domingo:

"Acordo de cavalheiros"
Congonhas é, de longe, o aeroporto mais movimentado do Brasil. Mais de 18 milhões de passageiros por ano. Vôos para 55 cidades. Mas os pilotos já decidiram: não vão esperar mais por soluções. Os pilotos da TAM, junto com os da Gol, firmaram nesta semana um “acordo de cavalheiros”, conforme mostra e-mail obtido pela reportagem. Eles se recusam a “operar em Congonhas sempre que a pista apresentar qualquer lâmina d’água, por mais insignificante que seja. Sempre no sentido de preservar não mais a segurança de vôo, mas sim a vida de cada um de nós”.

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL75339-5605,00.html

Notem que eles não combinaram não voar mais em aviões que tenham reversos que não abrem; eles combinaram NÃO POUSAR MAIS EM CONGONHAS COM PISTA MOLHADA.

Quando alguém tem a própria vida em risco não pensa partidariamente, não se interessa em tomar decisões ou fazer escolhas levando em consideração os interesses alheios ou conjunturais, para beneficiar ou prejudicar outrem (muito menos governo ou oposição), mas pensa tão somente em defender a própria vida.

E os pilotos têm medo é de pista molhada em Congonhas, e não de reverso que não abre.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Classificação indicativa

Qual será a classificação indicativa que a equipe de censores do Romão daria a este vídeo?



Teria que passar depois da meia-noite, não é mesmo?

*

ISSO é o que o PT deseja às vítimas reais do acidente e vítimas potenciais do apagão aéreo. Veja a reportagem completa aqui:

Parabéns ao Pedro Simon, um dos pilares de ética, lucidez e coerência política do Senado.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Classes

No Brasil temos hoje três classes de indivíduos:

1) Os doentes
São pessoas que acreditam piamente que o Brasil nunca esteve tão bem, que a corrupção nunca foi tão combatida, que nuncantesnestepaíz se fez tanto pelos pobres etc etc etc. Estão num apagão mental, pois a figura do Lula os hipnotiza de tal sorte que mesmo que ele fosse flagrado ao vivo embolsando dinheiro público, iriam dizer que "ele é inocente, não sabia de nada e tudo é um complô da mídia golpista".

2) Os desinteressados
Em geral, votaram no Lula há quatro anos atrás, iludidos que estavam com os discursos éticos e esquerdopatas do PT. Depois do escândalo do mensalão, lentamente, cada um a seu tempo, foram se desanimando, deixando de acompanhar as notícias políticas e tornando-se apáticos. Estão completamente desesperançados com o país e têm nojo de política. Criticam e abominam qualquer um que toque no assunto.

3) Os inconformados
Me incluo entre eles. Estamos procurando curar os "doentes" e tirar os "desinteressados" da sua indiferença, fazendo ambos se livrarem da esquerdopatia. Perdemos um tempo enorme tentando abrir os olhos dos "doentes" e somos os chatos das rodas de conversa com os "desinteressados". Agimos assim porque sabemos que sozinhos não podemos fazer nada. Escutamos rádio o dia todo, assistimos a pelo menos dois noticiários na TV, lemos revistas e jornais diariamente e navegamos horas e horas na internet, em blogs, portais e no orkut, lendo, escrevendo, enviando e-mails e debatendo com outros desesperados.

Classe média no governo Lula

Classe Média Versus Lula
Acidente expõe raiva da classe média com Lula, diz analista
Bruno Garcez
da BBC Brasil, em Washington

Os parentes das vítimas ficaram revoltados com falta de informações O acidente com o Airbus da TAM em São Paulo poderá inflamar tensões sociais no Brasil, na avaliação do cientista político Riordan Roett, diretor do Departamento de Estudos Latino-Americanos da John Hopkins University, de Washington.
''Este acidente poderá marcar uma virada para a presidência de Lula. Não há dúvidas de que há raiva entre a classe média com o presidente. Uma sensação de crescente frustração entre os que lêem jornal e voam de avião'', afirma.
Uma recente manifestação desse sentimento, diz o analista, foi a estrondosa vaia sofrida pelo presidente no Maracanã, na abertura dos Jogos Panamericanos, que partiu daqueles que ''que pagaram ingressos caros para estar lá''.
O acidente, no entender de Roett, reforça entre este segmento da população a impressão de que o governo é inoperante e demonstra pouco caso em relação a temas que a afligem.
''A classe médida do Sudeste, que votou em Geraldo Alckmin, está cada vez mais dando sinais de sua frustração com Lula. Eles têm uma sensação de que o presidente e o PT não se importam com eles e que o governo é inoperante e incapaz de combater a corrupção.''
Por outro lado, afirma, ''quem não costuma viajar de avião ou comprar ingressos caros para eventos esportivos segue dando forte apoio a Lula. No Nordeste, ele ainda é popular, especialmente entre os que dependem de programas assistenciais como o Bolsa Família'', comenta.

Sem choques
Mesmo vislumbrando uma possível ampliação da atual divisão sul-norte no que diz respeito à popularidade de Lula, o analista não crê que essa disparidade possar ganhar os contornos de um choque social semelhante às tensões vividas em outros países sul-americanos.
''Não haverá confrontações, como na Bolívia ou na Venezuela. A classe média vai seguir demonstrando o seu descontentamento, mas dentro da lei e da Constituição'', prevê.
O impacto sobre Lula também não é algo que possa ser medido de forma imediata, de acordo com ele.
''É um desgaste que cresce aos poucos. Não haverá nenhum teste de popularidade a ser cumprido no curto prazo. As eleições municipais só acontecerão dentro de quase dois anos. E os índices de Lula nas pesquisas seguem elevados.''
No entender de Roett, o acidente com o Airbus não deverá mudar a postura do governo Lula. ''Brasília está mergulhada em uma série de grandes escândalos. Esta tragédia provavelmente ganhará o quarto ou quinto lugar em termos de prioridade. Lula deverá seguir adotando reformas cosméticas.''



Li este artigo e me lembrei de uma reportagem da Veja de 20 de dezembro de 2006, chamado "Congelaram a Classe Média". Segue abaixo alguns trechos dela.

Mola propulsora do avanço das nações, ela [classe média] está imobilizada no Brasil por um estado ineficiente e pelo crescimento medíocre da economia.(…)Ao contrário do que vem acontecendo em países que estão chamando a atenção do mundo, quase não se observa expansão na classe média do Brasil. Seu tamanho em relação à população total ficou praticamente inalterado nos últimos 25 anos [o último grande momento de euforia foi em 1994 com o Plano Real]. Essa é uma notícia ruim para o país e uma sombra sobre o seu futuro.(…) Existe uma relação direta entre o progresso de um país e a força de sua classe média. Isso está sendo demonstrado não só por exemplos atuais como o da China e o da Índia, mas também por histórias como a da Inglaterra na Revolução Industrial ou a dos Estados Unidos dos séculos XIX e XX. Motor econômico das sociedades livres tanto pelo empreendedorismo quanto pelo consumo, a classe média é também a grande produtora de idéias e cultura, e a garantidora da estabilidade política. Triste o país incapaz de cultivá-la.
(…)

Estagnada entre os emergentes: O rápido crescimento econômico tirou uma legião de famílias chinesas da miséria e as elevou à categoria de classe média. Fenômeno semelhante ocorreu na Índia, na Rússia e no México. Menos no Brasil.

Tamanho da Classe Média em relação à população do país:
BRASIL
• 1996: 20%
• 2006: 21%
• Crescimento da fatia da classe média na população 1996 e 2006: 5%
• Crescimento do PIB no mesmo período: 30%

MÉXICO
• 1996: 19%
• 2006: 43%
• Crescimento da fatia da classe média na população 1996 e 2006: 126%
• Crescimento do PIB no mesmo período: 50%

ÍNDIA
• 1996: 4%
• 2006: 13%
• Crescimento da fatia da classe média na população 1996 e 2006: 225%
• Crescimento do PIB no mesmo período: 100%

RÚSSIA
• 1996: 9%
• 2006: 34%
• Crescimento da fatia da classe média na população entre 1996 e 2006: 278%
• Crescimento do PIB no mesmo período: 55%

CHINA
• 1996: 1%
• 2006: 12%
• Crescimento da fatia da classe média na população entre 1996 e 2006: 1.100%*
• Crescimento do PIB no mesmo período: 160%

* Não, eu não errei na digitação, a classe média cresceu na China entre 1996 e 2006 1.100% enquanto no Brasil cresceu... 5%!!!

Observem bem os números acima. A classe média é o que "puxa" o país para fente, não só pagando impostos e sustentando o estado (incluindo as políticas sociais), mas também estabelecendo um modelo de vida que serve de estímulo de ambição, dedicação, estudo e trabalho para as classes que ainda estão abaixo dela.

Ao dar as costas para a classe média, Lula e seu governo dão as costas para o futuro do país.

Insone até em sonhos

Tive uma péssima noite, ou, no caso, manhã. Acordei muitas vezes e voltei a dormir continuando com o mesmo sonho, ou, na verdade, o mesmo pesadelo.

No sonho, eu morava num lugar afastado, numa pequena comunidade inicialmente formada por conhecidos e pessoas de bem. Lentamente, eu e meu marido fomos descobrindo que estas pessoas não eram tão bem intencionadas assim. O ambiente, como comumente são os ambientes difusos e ilógicos dos sonhos, lentamente foi se transformando em hostil e ameaçador, principalmente porque as pessoas foram se tornando desonestas e todos desconfiavam de todos.

Eu insistia muito com meu marido para que fôssemos embora do local. Ele dizia não ser necessário. Numa dada altura, o grupo com quem convivíamos envenenou meu marido, que não morreu, mas ficou muito mal. Eu ficava cuidando dele, para que melhorasse. Mas o pior de tudo veio depois: eu não podia dormir em momento algum, porque se o fizesse, as pessoas ameaçadoras que estavam lá jogariam gasolina e ateariam fogo em nossos corpos. E então, até neste pesadelo, eu tinha a nítida consciência de que não poderia, nunca, descansar ou fechar os olhos, porque estavam todos prontos a nos "predar".

Depois de muito tempo nesta situação insuportável, meu marido melhorou um pouco e se convenceu de que tínhamos que fugir de lá. Mas era tarde. As outras comunidades vizinhas já tinham se esvaziado e, se quiséssemos sair, não teríamos civilização ao redor para comer, beber ou dormir: seriam necessários dias e dias de caminhada, sem água, comida ou pouso, até que encontrássemos novamente alguma cidade, civilização, pessoas, estrutura.

Nossa saída ficou inviável, estávamos condenados e ficar naquele lugar terrível, com aquelas pessoas bizarras em quem não podíamos confiar.

E assim permaneci absolutamente insone, sem previsão de algum dia poder dormir novamente.

Atenção PSDB

O que digo abaixo não é fazer aproveitamento político da tragédia, MAS É EVITAR QUE OUTROS ACIDENTES AINDA ACONTEÇAM:

TUCANOS, APROVEITEM POR FAVOR ESTE MOMENTO PARA ABRIR UM DEBATE NACIONAL SOBRE NEOLIBERALISMO E PRIVATIZAÇÕES, DEMONSTRANDO QUE ELAS PODERIAM EVITAR ACIDENTES, COMO POR EXEMPLO NESTE CASO. POR FAVOR DEMONSTREM O QUANTO O DISCURSO ESQUERDOPATA, USADO POLITICAMENTE, IMPEDE QUE O POVO TENHA ACESSO AOS SERVIÇOS DE QUE PRECISA.


É esse discurso politiqueiro anti-neoliberal e esquerdopata que arrasta criancinha no asfalto (transformando bandido em vítima social e impedindo que a polícia cumpra com sua função de enfrentamento) e que abate aviões (impedindo que a iniciativa privada invista no setor). Se vocês não fizerem isso, cedo ou tarde o DEM vai fazer. E o PSDB ficará no limbo eleitoral.

Alberto Goldman, vice-governador de São Paulo deu hoje uma entrevista ao Sardenberg na CBN na hora do almoço, abordando o assunto. Mais tarde, na CBN de Curitiba, o excelente economista Pio Martins também fez um PRIMOROSO COMENTÁRIO apontando o discurso ideológico que demoniza das privatizações e o neoliberalismo como causas deste trágico acidente. Se eu conseguir os links destes comentários, posto-os aqui mais tarde.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Luto permanente desde novembro de 2006



Estar de luto adiantado pelas coisas ruins que vão acontecer não é pessimismo. Considerando o governo reeleito que temos, é realismo.
PS: ninguém precisa me pedir autorização para copiar e distribuir esta imagem.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Aos Senhores Senadores - Caso Renan Calheiros

Para:
adelmir.santana@senador.gov.br; alfredon@senador.gov.br; almeida.lima@senador.gov.br; mercadante@senador.gov.br; alvarodias@senador.gov.br; acm@senador.gov.br; antval@senador.gov.br; arthur.virgilio@senador.gov.br; augusto.botelho@senador.gov.br; cesarborges@senador.gov.br; cicero.lucena@senador.gov.br; cristovam@senador.gov.br; delcidio.amaral@senador.gov.br; demostenes.torres@senador.gov.br; edison.lobao@senador.gov.br; eduardo.azeredo@senador.gov.br; eduardo.suplicy@senador.gov.br; efraim.morais@senador.gov.br; eliseuresende@senador.gov.br; ecafeteira@senador.gov.br; expedito.junior@senador.gov.br; fatima.cleide@senadora.gov.br; fernando.collor@senador.gov.br; flavioarns@senador.gov.br; flexaribeiro@senador.gov.br; francisco.dornelles@senador.gov.br; garibaldi.alves@senador.gov.br; geraldo.mesquita@senador.gov.br; gerson.camata@senador.gov.br; gilvamborges@senador.gov.br; heraclito.fortes@senador.gov.br; ideli.salvatti@senadora.gov.br; inacioarruda@senador.gov.br; jarbas.vasconcelos@senador.gov.br; jayme.campos@senador.gov.br; jefperes@senador.gov.br; joaodurval@senador.gov.br; joaoribeiro@senador.gov.br; jtenorio@senador.gov.br; j.v.claudino@senador.gov.br; joaquim.roriz@senador.gov.br; jonaspinheiro@senador.gov.br; jose.agripino@senador.gov.br; jose.maranhao@senador.gov.br; josenery@senador.gov.br; sarney@senador.gov.br; katia.abreu@senadora.gov.br; leomar@senador.gov.br; lucia.vania@senadora.gov.br; magnomalta@senador.gov.br; maosanta@senador.gov.br; crivella@senador.gov.br; marco.maciel@senador.gov.br; marconi.perillo@senador.gov.br; maria.carmo@senadora.gov.br; mario.couto@senador.gov.br; marisa.serrano@senadora.gov.br; mozarildo@senador.gov.br; neutodeconto@senador.gov.br; osmardias@senador.gov.br; papaleo@senador.gov.br; patricia@senadora.gov.br; paulo.duque@senador.gov.br; paulopaim@senador.gov.br; simon@senador.gov.br; raimundocolombo@senador.gov.br; renan.calheiros@senador.gov.br; renatoc@senador.gov.br; romero.juca@senador.gov.br; romeu.tuma@senador.gov.br; rosalba.ciarlini@senadora.gov.br; roseana.sarney@senadora.gov.br; sergio.guerra@senador.gov.br; sergio.zambiasi@senador.gov.br; serys@senadora.gov.br; siba@senador.gov.br; tasso.jereissati@senador.gov.br; tiao.viana@senador.gov.br; valdir.raupp@senador.gov.br; valterpereira@senador.gov.br; wellington.salgado@senador.gov.br

Senhores
Esta é a última oportunidade que os senhores têm de dizer que ainda há alguma chance deste país ser um dia digno de respeito: o caso Renan não pode ser colocado para debaixo do tapete. O povo está com a paciência no limite. Cansamos de ser feitos de palhaços. Parem de pensar que podem nos tapear deixando para amanhã ou depois de amanhã ou para o mês que vem o julgamento de Renan (e percebam que o povo já o julgou e quer seu pescoço), na esperança de que poderão engavetar tudo enquanto estivermos "inebriados" pelo circo-PAN. Somos cidadãos, eleitores e contribuintes, pagamos vossos salários e EXIGIMOS MAIS RESPEITO COM A DEMOCRACIA. O Senado é uma das instituições que dão sustentação a ela e não admitimos que os senhores denigram a imagem desta Casa de tal sorte que todo o legislativo fique subjugado pelo executivo federal, no qual mais de 40% dos eleitores já demonstrou não confiar. A continuar a marcha lenta e ensaiada com a qual conduzem o caso Renan Calheiros, não demora e as massas de manobra de sempre estarão protestando nas ruas pedindo o fechamento do Congresso (ato do qual nunca participarei). Portanto, SE UM DIA O BRASIL SE TRANSFORMAR EM UMA VENEZUELA É PORQUE OS SENHORES SE TORNARAM CÚMPLICES.

Todas as próximas gerações cobrarão de vocês os dias de hoje, caso não nos dêem as respostas que esperamos. Sejam dignos dos cargos que ocupam, cumprindo com nada mais do que sua obrigação, ou sejam irreversivelmente lançados à cadeira condenatória na História do Brasil.

Preocupada e angustiadamente,
Daniela